FICÇÃO ESPIRITUALISTA
Essas histórias ou estórias são ficção[1],
qualquer semelhança com a realidade é mera coincidência!
UMA BREVE INTRODUÇÃO...
Segundo Pai Joaquim o objetivo
deste projeto e experimentação é permitir o treino psicográfico, a escrita
ficcional[2], de
intuição livre, liberto das amarras e condicionamentos limitantes ou adjetivos pejorativos que normalmente abundam na mente do médium.
“Meu filho, neste exercício você não tem
compromisso de fidedignidade expressa com a ideia do espírito comunicante.
Pois, os fluxo de pensamentos será controlado por nós, mas expresso e traduzido
na medida de sua sintonia mental e revestido com o seu vocabulário e arcabouço teórico
desta e de outras vidas e, porque não esclarecer, do período preparatório na
espiritualidade maior, tanto entre tuas reencarnações, quanto nos períodos do
sono. Onde não raro nos aproveitamos para incursões de aprendizado, palestras
técnicas, cursos intensivos e filmes hipno-imersivos para dilatar a compreensão
e aprendizagem de vocês medianeiros. Mas nada que prescinda do esforço e
dedicação de vocês encarnados, ou que oblitere o livre arbítrio dos irmãos.”
Pai Joaquim olha mais
profundamente em meus olhos (ou através deles...), como a penetrar em meu
coração e complementa:
“O objetivo maior do projeto, é estabelecer
uma linha de contos de Ficção Espiritualista, não romances mediúnicos ou obras
psicografadas de valor inestimável, como tantas que existem e continuam sendo
produzidas por inumeráveis médiuns pelo mundo afora. Mas, de dar-te a
oportunidade de aprendizado interior, de exercício mediúnico, e de gerar uma
leitura agradável, quem sabe lúdica para muitos leitores da seara
espiritualista, que sonham e soltam a imaginação relacionando aprendizagens
últimas, desdobramentos astrais e conexões involuntárias ou esporádicas com
correntes de pensamento superior (noúres de Pietro Ubaldi[3])
que circulam o planeta.
Como ficção, não se prendem a fatos reais
conectados, podem ser articulações pedagógicas de saberes, conhecimentos
didaticamente estruturados para facilitar a compreensão de aspectos da
realidade espiritual. Não tendo compromisso em revelar “novidades” do mundo
espiritual, conhecimentos novos na fronteira do conhecimento espírita ou
umbandista. Como disse, um exercício para que vocês médiuns sintam-se
descompromissados com a veracidade dos fatos narrados, pois vocês não poderão
atestar se eles aconteceram de verdade ou foram didaticamente criados e
preparados para levar a uma melhor compreensão do mundo espiritual.
Desta forma, vocês se sentirão mais livres
para questionar os escritos, corrigir (porque não!) os erros quando
encontrados. Erros conceituais, erros doutrinários, convidando o médium ao
esforço de expandir seus estudos e conhecimentos, escrevendo notas de rodapé
esclarecedoras e trazendo outros autores e trechos de obras balizadoras, em
especial, do pentateuco kardequiano e de Ramatis o que, por certo, expande a
dimensão de aprendizado do exercício mediúnico proposto.”
O olhar carinhoso e a onda de
amor que vibrava incessantemente de Pai Joaquim me tranquilizou. Ninguém quer
alçar vôos para os quais não está preparado, mas não queremos ficar no
imobilismo congelante que paralisa ações e engessa médiuns iniciantes. Lembro de
uma palestra onde foi falado que o brasileiro tem síndrome de cachorro
vira-lata, somos assim mesmo, só os outros podem, pois são mais aptos e
qualificados. O que serve de desculpismo para evitarmos ações que nos despendam
maior esforço e dedicação. Ficamos assim atribuindo aos “iluminados” que já
“nasceram assim” o potencial e a responsabilidade dos trabalhos pesados.
Justificando nossa mesmice ou menor esforço e também “pegar na charrua” do
esforço crístico na Terra.
A única exigência é de que eu não
compartilhe estes escritos assumindo eles como de caráter mediúnico,
psicografados pelo espírito de fulano ou ciclano pelo médium tal. Um
esclarecimento necessário, o “caráter mediúnico” está aqui empregado no sentido
restrito de uma obra ditada mediunicamente, através de psicografia mecânica ou
semi-mecânica, com menor ou maior consciência do médium, onde o espírito
comunicante assume o compromisso ou identidade autoral da obra.
Somos de opinião que a maioria
dos escritores e artistas, em maior ou menor grau, acabam atuando inspirados
por companhias espirituais que os assistem, para o bem ou para o mal, e que o
ato criativo não ocorre em ambiente estanque, à prova de contaminações ou
trocas mentais, no mar de pensamentos e sensações que envolve o orbe terrestre.
E que no dizer de Emmanuel, em alguns casos, criam “correntes de pensamento[4]”,
verdadeiros rios caudalosos de ondas mentais a desaguarem constantemente em
localidades ou a envolver pessoas, cidades e regiões do astral.
Pai Joaquim nos explica que as
redes sociais hoje espalham uma diversidade sem fim de conteúdos de naturezas
diversas, muitas enriquecedoras, mas que a maioria se presta para gerar ainda
mais lixo mental e fixações doentias, que contribuem para o baixo teor
vibratório da mente de muitos internautas. Contudo, que existe um contingente
cada vez maior de criaturas em busca de esclarecimento espiritual, que usam a
internet para conhecer novas realidades ou expandir conhecimentos sobre a
espiritualidade.
A diversidade de interesses neste
caso vai desde o aprendiz exigente, desejoso de estruturar um aprendizado
metódico, buscando em cursos organizados na internet e livros espiritualistas a
fonte deste saber estruturado, até ao leitor ocasional que gosta de trocar
mensagens e esclarecer pequenas dúvidas, leitor assíduo ou não de blogs de
cunho espiritualista e programas web que permitem expor suas dúvidas,
questionamentos e ponto de vista. Felizmente, cresce a cada dia, o número de
tarefeiros que se propõem a dedicar tempo e esforço mental a levar a luz do
esclarecimento, respondendo a estes leitores e/ou expectadores, na medida de
seu conhecimento e alcance espiritual.
Sem o objetivo de enquadrar
definitivamente internautas e leitores, também temos a necessidade de leituras
leves, agradáveis, enriquecedoras e de cunho espiritualista, que não
desmerecendo o esforço do estudo sério e metódico da espiritualidade superior,
possam ser consumidas ou acessadas pelos interessados.
“Meu filho, digo que prefiro ver os meninos
e meninas acessando conteúdos mais nobres, ainda que leves na abordagem
espiritual, a vê-los mergulhados em sites de fofocas, notícias de criminalidade
sangrenta, e imagens de natureza obscena, que infelizmente, tem consumido o
maior percentual de tempo dos internautas, e digo, sem medo do nego véio tá
errando, da grande maioria dos que se assumem como sendo espiritualistas.
O véio como aprendeu com o tempo, não rema
contra a maré, por isso, não vai demonizar a internet, pois que tudo que é do
progresso da raça humana vem com a permissão dos desígnios divinos. Mas Joaquim
quer participar desta “onda” atirando suas linhas de pesca no grande ribeirão
da vida. Quem sabe num pequeno conto, na minha ideia eu preferiria chamar de
“causos”, de leitura despretensiosa, pequenas pílulas com historietas
espirituais, não se consiga “fisgar” mais algumas ovelhas desgarradas ou direcionar
o “tempo” das “surfadas na web” ... hehe ... para algo mais proveitoso, não é
mesmo meu filho!”
Bom, como eu gosto de pensar, cá
com os meu botões, o desafio está lançado. Não tenho ideia de onde vai parar
tudo isso, e não tenho a pretensão de exercer controle sobre o fluxo criativo.
Quero fazer a minha parte, de deixar fluir, inspirar-me na escrita de cunho
ficcional, mesclando criativamente recordações de pequenas incursões astrais ou
despertamentos do inconsciente. Posteriormente, fazer as varreduras de estudo e
buscar congruência com autores espiritualistas relevantes, aprofundando ou
apoiando reflexões e conhecimentos. Uma oportunidade pessoal e, inicialmente,
para pessoas que confio para compartilhar reflexões e inspirações.
Desta forma, apresento este blog
de Contos de Ficção Espiritualista que poderá conter posts de minha autoria ou
de outros autores com a mesma natureza,
facilitando a leitura e busca de contos ficcionais. Sempre fui leitor
assíduo de ficção científica e sei o quanto isso colaborou na construção de
minha identidade e personalidade como sou hoje. Aliás, tive a grata satisfação
de descobrir que o médium e terapeuta Robson Pinheiro também sempre foi fã de
ficção científica e já leu alguns dos mesmos livros que eu li, e compartilha a
opinião de que a ficção científica auxilia as pessoas a se preparem para novos
conceitos e ideias. Ele explica que muitos escritores de ficção científica[5]
escrevem livros inspirados pelo mundo maior e de que suas ideias tem colaborado
para ajudar a humanidade num compreensão mais dilatada e tolerante sobre a vida
em outros planetas, os intercâmbios espirituais e interplanetários.
Um boa leitura a todos e que,
sobre a proteção de nosso Pai Criador, dos Sagrados Pais e Mães Orixás e dos Amigos Espirituais que amparam a
humanidade, essas leituras se transformem em momentos agradáveis, descontraídos
e de exploração espiritual!
Inspirado por Pai Joaquim
by Luis&Elisa
[1] “[...] Eu,
particularmente, refleti bastante sobre quantos profissionais — roteiristas e
escritores de ficção científica, romances e tantos outros estilos
literários, assim como artistas, de modo geral — eram usados como médiuns,
sem o saberem. Sobretudo tendo-se em vista que, muitos médiuns espíritas, ou
que se declaram espíritas, ainda não estavam preparados para levar uma
mensagem mais universal, ou ao menos numa linguagem universal, mais abrangente,
àqueles que jamais ouviram falar de espiritismo e, às vezes, nem sequer
apreciam a prática religiosa. Como essas pessoas tomariam contato com
conceitos de espiritualidade, com certas verdades universais e extremamente
importantes à mudança de paradigmas a que os tempos atuais têm incitado?
Como receberiam notícias acerca da realidade da vida extrafísica se os
autores encarnados, e mesmo os desencarnados, ficassem restritos à linguagem e
ao âmbito religioso? Nem sei como seriam atingidas as mentes da maioria
absoluta de indivíduos ao redor do globo, que nunca escutaram a palavra
espiritismo. Talvez, os Imortais estivessem trabalhando com outros médiuns,
fora do âmbito espiritualista, a fim de preparar o mundo para a
transformação em larga escala que, tem-se operado e, em breve, deve
realizar-se ainda com maior intensidade.” – Ângelo Inácio – “A Marca da
Besta” – Psicograf. Robson Pinheiro/Casa dos Espíritos.
[2] Que supõe uma compreensão interpretativa (ponto de
vista, opinião etc) diferente do real; que não se pauta necessariamente na
realidade, mas espera-se uma criação ou uma imaginação a partir desta; diz-se
do que foi construído dessa forma. – (Fonte: Dicionário online de português)
[3] As Noúres é o título do
terceiro livro da obra do filósofo italiano Pietro Ubaldi em que este fala
sobre "Técnica e Recepção das Correntes de Pensamento". Defende a existência
de tais correntes e procura explicar como elas poderiam ser
"captadas" pela intuição. (Fonte: Wikipédia)
[4] “Se o homem
pudesse contemplar com os próprios olhos as correntes de pensamento,
reconheceria, de pronto, que todos vivemos em regime de comunhão, segundo os princípios
da afinidade. [...]Assim também na vida comum, a alma entra em ressonância com
as correntes mentais em que respiram as almas que se lhe assemelham.[...]” – Emmanuel – “Pensamento e Vida – Emmanuel” – Psicograf.
Chico Xavier/FEB.
[5] “[...] Após breve pausa, Júlio Verne
continuou, falando agora a respeito de seu outro médium, não espírita.
— Veja o caso de Voltz, por exemplo. E um excelente
escritor que, quando encarnado, não teve noções de doutrina espírita;
portanto, evidentemente não se utilizava do vocabulário espírita.
Associei-me mentalmente a ele, na produção literária, em seu país, sem que
ao menos se desse conta do processo mediúnico em andamento. Ele escrevia com
extrema facilidade e captava meus pensamentos.
— Mas, então, qual era o objetivo de uma parceria
assim?
— É claro que estou prestes a expressar um ponto de
vista, com o qual, muitos espíritas não concordariam. Mas, facto é que a
realidade de Voltz é análoga à de inúmeros autores que, na atualidade, são
considerados escritores de ficção, de fantasia. Faz-se necessário abordar
certas verdades, fora do âmbito espírita, atingindo alvos distintos daqueles
que estão na mira dos escritores do meio espiritualista. Os Imortais, que nos
dirigem de mais amplas dimensões, nos incumbiram de escrever numa linguagem
apropriada a certo universo literário — digamos, mais materialista, que
atraísse, também, determinado círculo de indivíduos que não têm acesso ao
vocabulário e à mensagem espírita ou, simplesmente, não sintonizam com a
forma religiosa de ver alguns problemas da vida.[...]” – Ângelo Inácio – “A Marca da Besta” – Psicograf.
Robson Pinheiro/Casa dos Espíritos.