quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

PALESTRA ESCLARECEDORA SOBRE TECNOLOGIAS NO ASTRAL

FICÇÃO ESPIRITUALISTA
Essas histórias ou estórias são ficção[1], qualquer semelhança com a realidade é mera coincidência!


PALESTRA ESCLARECEDORA SOBRE TECNOLOGIAS NO ASTRAL


Durante a noite, tive a chance de ser levado pelo Pai Joaquim para assistir a uma palestra no plano espiritual. Saí com dificuldade do corpo, por estar passando por um grande resfriado, ele pediu que me acalmasse, respirasse devagar, elevando meu pensamento ao Pai maior.
Ao chegarmos em auditório singelo mas todo branco Pai Joaquim me falou:
“Meu filho, em todas as épocas da humanidade as forças do Bem e do Mal travaram guerras, a primeira para esclarecer e a segunda para subjugar e iludir os seres humanos. O homem sempre ávido por novidades, por informações que matassem sua curiosidade, sempre recorreu a oráculos ou pessoas que lhe explicassem como as coisas são e o porque de tudo. Ainda hoje isso não mudou mizifio...”

No auditório foram se avolumando pessoas, que chegavam de vários lugares, não sei porque mas sabia que muitas delas, eram que nem eu, espíritos ainda presos a carne, ou seja, encarnados.
Na parte central, tinha uma espécie de palanque, com uma mesa em forma de anel, onde três espíritos sentados, mexiam no que me parecia ser um tipo de teclado.
O primeiro deles começou a falar.
 “Boa noite a todos, que o Senhor de tudo e de todos, a força divina que nos move abençoe-nos a todos.
Vocês foram aqui trazidos para tomar conhecimento de um processo delicado, uma nova técnica obsessiva empregada pelos especialistas em magia voltados ao mal.
Muitos não ignoram que os meios de comunicação, que sempre serviram para levar esclarecimento, cultura e informações ao homem civilizado, também foram utilizados para espalhar a descrença, a mentira, a maldade e a desinformação em várias épocas da humanidade[2].
Primeiro com o advento do livro impresso, enquanto muitas obras levavam palavras abençoadas ou esclarecimento cultural, tínhamos os livros de contos obscenos que projetavam as mentes das criaturas para lugares lascivos, povoando suas mentes com pensamentos eróticos. Facilitando o arrebatamentos dos incautos para regiões inferiores durante o sono astral. Verdadeiros antros de promiscuidade, moldados pelos bolsões de desencarnados e encarnados, que aproveitavam o sono físico para exercerem e praticarem atos que a sociedade criticaria.”

Enquanto a primeira pessoa falava, a segunda projetava imagens acima de sua cabeça, como que um holograma tridimensional, onde víamos formas pensamento se formando ao redor de leitores. Imagens de pessoas sendo transportadas para lugeres sombrios, que lembravam bares ou bordéis antigos, tive essa impressão pelas roupas e mobiliários antigos que via.
“Avançando mais no tempo, na época das transmissões radiofônicas também vimos a máquina de guerra alemã utilizar do rádio para induzir o terror, disseminar propagandas ideológicas e dar contra-informação para quem escutasse seus programas. Os aliados de certa forma também se valiam da mesma estratagema, por fim, o objetivo último sempre foi manipular a verdade em interesse próprio ou de um sistema de idéias
Mesmo o cinema, não escapou já nos seus primórdios de não ser utilizado somente para rodar filmes românticos, de comédia ou aventura. Comerciantes e negociantes sem escúpulos, viram nas imagens em movimento a oportunidade de venderem o sexo, expondo suas escravas dos prostíbulos, como se fossem atrizes, gravando imagens com cenas fortes, que se fixam profundamente no incosciente dos desavisados.
O efeito funesto é o mesmo, centenas ou milhares de criaturas flutuam durante o desdobramento do sono físico, para regiões abissais algumas ou terrenas mesmo, onde encarnados e desencarnados consorciam-se na permuta de energias e até fluídos ectoplasmáticos.”

Novamente as cenas, tinham um tom cépia, meio envelhecidas, mas mostravam senhores de bigodes longos tendo senhoras de espartilho sentadas em seus colos. Os seres tinham brilho diferenciados, mostrando claramente, que uns eram encarnados e outros desencarnados, convivendo, conversando e trocando carícias como fizessem parte todos do mesmo plano. Ficava evidente que os encarnados, não tinham ideia de que estavam interagindo com espíritos desencarnados.
Pai Joaquim lendo meus pensamentos me explica:
 “Meu filho, nem todos percebem ou tem consciência de que estão desdobrados durante o sono. A maioria pensa que está só sonhando, ou no céu... realizando suas fantasias. Muitos senhores e senhoras respeitáveis pela sociedade, permitem-se entregar aos comportamentos mais estranhos durante o sono físico. A psicologia moderna traz elementos para que compreendamos que os sentimentos e desejos reprimidos dão vazão e libertam-se no inconsciente das criaturas. Podemos esconder, mas soterrar e abafar não... somos o que pensamos e o que sentimos. Por isso a educação dos sentimentos e a busca de pensamento equilibrados, “o orai e vigiai” não são palavras vazias ou piegas ... de um fanático religioso. Mas vamos prestar atenção nas palavras de nossos palestrantes.. meu filho.”

No centro do palco a profusão de imagens tridimensionais iam materializando as palavras e pensamentos dos especialistas.
“Com o advento da televisão e do vídeo a cultura ganha novo impulso, levando conhecimento, cultura e imagens que não eram do alcance da maioria das pessoas. Quantos não puderam enxergar um novo mundo, conhecer locais, ver animais que nem de perto sua imaginação conseguia reconstruir. Para nós hoje, ao falar de um leão a imagem é resgatada automaticamente. Mas quanto tempo isso demorou para acontecer na história da humanidade, muitos passavam toda sua existência sem conhecer a realidade do mundo, com sua diversidade, com suas diferenças... as imagens audiovisuais aproximam o diferente das pessoas. Ajudam o homem a ser mais tolerante com a diversidade, ampliam horizontes.
Contudo, as inteligências das sombras, novamente inspiraram outras mentes inescrupulosas para se valer desse recurso para vender suas imagens de desequilíbrio. Não falamos só da escravidão e perversão sexual, mas da violência, com requintes de crueldade. O chamado terror, que ingenuamente começou se esboçando com cenas de suspense, com enredos de mistério, rapidamente despencou para cenas tétricas de violência desmedida.
Os requintes de crueldade, mostrando processos de enforcamento, penetrações de lâminas, membros amputados, visceras a vista. Os defensores ainda argumentam que tudo não passa de maquiagem, de truque cinematográfico ou de computação gráfica, que só recriam em realismo surpreendente as mesmas cenas do mundo real.
Esquecem-se os defensores, que somos espíritos imortais, com bagagem milenares, com vivências inúmeras, em muitas das quais cometemos desatinos... e até atrocidades. Muitos imploraram a benção do esquecimento com uma nova reencarnação, para limpar de seus bancos de memória, as imagens impressionantes de assassinatos cometidos por suas próprias mãos. No auge do ódio muitos viram uma vida se esvair em suas próprias mãos, imagens que ficam fortemente impregnadas em sua retina espiritual, e que no despertar da consciência no além túmulo, emergem como remorso ácido, a lhe corroer o coração. A misericórdia divina, que não quer o sofrimento do homem, mas o seu equilíbrio e evolução, concede a benção de uma nova vida, limpando o consciente dessas imagens desestruturantes e desequilibradoras, para que o homem tenha a oportunidade de um novo recomeço. Mas... os atos continuam a vibrar pelo cosmo, a lembrar o débito para com as leis de causa e efeito. O esquecimento é como um intervalo de refazimento ao trabalhador honesto que deve saldar rapidamente a sua dívida com o suor do trabalho justo.
Iludem-se os adoradores deste gênero cultural, pois as imagens vistas, ao se assemelharem aos atos criminosos praticados no passado, destroem o tecido sutil, o “véu do esquecimento”, provocando ou religando faixas mentais de vidas passadas, tão trabalhosamente desbotadas pelos técnicos da reencarnação em nosso plano.
Os sentimentos revividos, que emergem do inconsciente do agressor e até mesmo da vítima, fazem vibrar acordes no espírito que estavam esquecidos. Estabelecendo sintonias, verdeiros processos de “ressonância vibratória”, assunto bem conhecido dos técnicos da apometria, encarnados e desencarnados. Não raro, nossos médicos do astral tem de socorrer encarnados durante o sono, que tem fobias, transtornos e outras patologias “desenterradas” após uma sessão de diversão cinematográfica... Não somos contra a sétima arte, e muitos processos são desencadeados pela própria consciência culpada, mas é forçoso reconhecer que o agingamento desta problemática no mundo atual, tem fatores interferentes externos, que são habilmente orquestrados pelas sombras.
Verdadeiras hostes, grupos de mentes habilidosas, trabalham inspirando escritores e roteiristas, em buscas de imagens cada vez mais truculentas, bestiais, escatológicas... O cinema de horror tomou proporções inimagináveis. O sentimento de terror, a palpitação e sudorese que toma conta de muitos espectadores, favorece a doação inconsciente de ectoplasma[3]. Salas de cinema lotas, onde há o aglomerado de pessoas vibrando em mesma sintonia vampiresca, facilitam a drenagem de largas porções de ectoplasma de médiuns incoscientes.”

Nesse momento, foi projetada a imagem de uma grande sala de cinema, onde deveriam caber umas 300 pessoas, segundo informação do Pai Joaquim, ela estava lotada de encarnados, e na contraparte etérica, viam-se dezenas de espíritos com tonéis colocados estrategicamente nos corredores de acesso as poltronas.
No alto, um aparelho que lembrava uma grande abóbora escura, com vários tentáculos, lembravam dutos de aspiração, que de forma não invasiva aspiravam os fluidos finos e tenues que saiam das bocas, olhos, ouvidos da maioria. Em alguns a sudorese mais abundante, revelava que o ectoplasma fluía até mesmo dos póros. Perguntei a Pai Joaquim porque essa diferença.
“Mas então tu não sabe, tu que é metido a entendido... vois mice num sabe que tem os médiuns de efeitos físico de fato, nesses a capacidade de dilatar os poros e dissociar os corpos astrais, facilita ainda mais a doação de ectoplasma. E o medo, as emoções fortes, auxiliam ainda mais esse processo. Cada susto levado, é como um pulsão extra, que dissocia rapidamente o duplo etérico do corpo físico, mas é o suficiente para que estas entidades mal intencionadas aproveitem para cumprir o seu intento. Mas presta atenção na fala dos sábio...”

As cenas continuavam mostrando a entrada de seres estranhos, alguns com roupas esfarrapadas ou ensaguentadas, que não combinavam nem com os encarnados que ali estavam, nem com as equipes das sombras que recolhiam o ectoplasma dos viventes.
“Contudo, um fator que mais nos preocupa nestes processos vampirescos, é o processo de “endereçamento vibratório” e “endereçamento cármico”. O primeiro pois nesse cenário propício muitas magias ou adensamentos energéticos negativos, morbopsiquícos, são imantados nos corpos dos encarnados. Em especial, nos pontos onde houve ruptura ou enfraquecimento na tela búdica, ali são materializados pequenos elementos, pequenas porções de matéria altamente magiadas, ou carregadas etéricamente de energias negativas. Como terra de cemitério, pó de osso humano, roupas e restos putrefatos de corpos em decomposição[4]. Esses materiais só servem de endereço vibratório para porções melhor organizadas e  trabalhadas de magias, construídas no astral por mentes perversas, em geral magos negros; ou com o auxílio de magias envolvendo plasma sanguíneio proveniente de sacrificios animais, feitos por pessoas encarnadas incautas, que normalmente desconhecem profundamente os processos em que estão se envolvendo. Essas micropartículas materializadas são mais do que suficientes para funcionar como verdadeiro endereço vibratório que direciona o fluxo de energias negativas das magias condensadas para que desaguem sobre as vítimas visadas.
Já o “endereçamento cármico”, assim identificado por nós somente para fins didáticos, facilitando a compreensão da platéia aqui presente nesta noite,  refere-se a estratégia dos magos das sombras de aproveitar o despertar das “ressonâncias vibratórias[5]”, de acontecimentos fatídicos patrocinados pelo próprio encarnado a ser vitimado, que funcionam como verdadeiro gatilho, abrindo brechas conscienciais no consciente do indivíduo encarnado.
Como os companheiro bem sabem, nas equipes de especialistas das sombras são encontrados verdadeiros profissionais da psique, que dominam com maestria processos de sondagem da mente humana, conhecendo, vasculhando o passado de suas vítimas, buscam acontecimentos passados onde foram praticadas atos equivocados, e muitas vezes atrocidades, que geraram dano a outros espíritos.
Não ignoram vocês que a grande maioria dos espíritos ainda encontra-se longe do perdão incondicional, muitos somos os que fraquejamos diante do prejuízo moral ou físico, quando no papel de vítimas provisórias enchemos nossos corações de cólera e ódio, esquecendo de perdoar quem deve tanto quanto nós mesmos. Desta forma, os profissionais sombrios da mente, vasculham vales fétidos e furnas em busca de vítimas nossas do passado remoto, resgatando-os para missões suícidas, quais Kamicases que se precipitam cedentos de vingança sobre seus objetos de ódio, não importando se ampliarão seus sofrimentos de forma mais acentuada.
O “endereçamento cármico” se estabelece pois abrindo a ressonância vibratória, os magos das sombras reaproximam vítimas e algoz, refrescando a memória de ambos para os gestos infelizes do passado, reacendida a chama do ódio, esses sutis operadores do mal vinculam energeticamente a turba raivosa aos centros de força da vítima encarnada. Não raro são vistos pequenos fios escurecidos vinculando presa e algoz, chakra à chakra[6], naqueles buracos áuricos gerados pelo rompimento da tela búdica[7].
Não é a toa que Jesus explicava “Pedro embainha a tua espada, pois quem pela espada fere, pela espada será ferido”. Didaticamente e ao pé da letra, vemos cada vez com mais clareza que a lâmina afiada que atravessa o fígado do oponente, pode romper a camada de pele, músculos e carne da vítima, mas rompe simultaneamente e no mesmo ponto, a tela búdica do agressor, deixando desde já a marca indelével do crime hediondo cometido. Rompimento áurico, de caráter bionergético, que servirá de entrada, de brecha para a instauração de patologias reparadoras, ou do processo obsediante, por onde a vítima que não perdoa, crava suas unhas e dentes em busca da reparação pela dor, do ultraje sofrido.”

A imagem agora mostrada de forma tridimensional não poderia ser mais literal. Vi claramente quando um ser desgrenhado, de dentes escuros e com o abdomen cheio de larvas e pus, cravava seu dentes e unhas sujos no mesmo local no corpo de um jovem rapaz. A cena mental do algoz “vítima desencarnado” revivia em flashback o momento, em que no passado, a vítima “algoz encarnado” revirava a baioneta na barriga do soldado ajoelhado que se rendia, com os braços levantados, clamando pela misericórdia para que poupassem sua vida.
Enchi meus olhos dágua ao perceber e me identificar com a cena, eu que sabia de minhas passagens nada heróicas por campos de batalha e exércitos, onde a atrocidade se fazia presente pelas minhas mãos e armas. Pai Joaquim me abraçou, retirando-me do pensamento de autopunição que não ajudaria em nada no momento.
Concentre-se meu filho, o nome já diz “passado”, aquilo que já passou. O que importa é o programa regenerador que Oxalá nos convida para executar. Somos soldados em novos campos e combates agora, é a luz do bem a nos guiar, e o amor a nossa bandeira. Não se imobilize, trabalhe e ande pra frente... Mantenha o foco na palestra!”

O segundo espírito do trio em outro tom de voz, continuou a narrativa, também apoiado pelos mesmos recursos de imagens e sons que de forma holográfica eram projetados no centro do palco, logo acima deles.

“Com o avanço da microeletrônica, a miniaturização dos componentes e o estabelecimento de redes informatizadas, que deram origem ao fenômeno global da internet, o compartilhamento de informação atingiu um patamar nunca visto. A cultura, em todas as suas mais variadas formas de expressão, puderam ter o seu espaço de divulgação. Essa democracia do diferente, e até do impopular, nunca foi patente, como na época atual da humanidade.
Um programa, um conteúdo que não seria publicado ou divulgado, por não ser de interesse comercial, pelo baixo público localizado, encontra na internet a sua porta para o mundo. Nele, internautas de todo o mundo fazem da audiência segmentada, ainda que pulverizada, o público suficiente para que idéias sejam divulgadas, programas financiados, imagens vendidas. Para o bem e para o mal, essa oportunidade e falta de controle no que deve ou não ser divulgado gerou o “momentun” necessário para que pequenas comunidades oprimidas, movimentos sociais minoritários e, até, grupos radicais, tivessem sua chance de expressão.
Novamente, e para manter o foco de nossa palestra nos novos processos obsessivos e as mídias, presenciamos o domínio veloz dos agentes das sombras nesse novo espaço tecnológico e democrático. Especialistas da dominação rapidamente viram no pouco controle das fronteiras digitais, o campo perfeito para estender suas teias de subjugação e hipnose virtual[8]. O primeiro plano, rapida e eficazmente implementado foi o de transformar a rede web num grande repositório de material pornográfico. Ocultos no anonimato, pais de família, adolescente na puberdade, e até crianças em suas curiosidade infantil, tinham acesso fácil a material pornográfico farto, como fotos, vídeos e, atualmente, transmissões ao vivo de sessões de striptease e sexo explícito. Nunca foi tão fácil ter sua casa invadida por material de baixo padrão vibratório, sem que pais ou responsáveis, muitas vezes avessos as tecnologias, sequer desconfiassem desse fato.”

O assunto me perturbou, a temática relacionada a sexualidade não é tema fácil para ninguém, pois todos temos nossos melindres, fantasias e bloqueios em matéria de sexualidade. Mas a cena era perturbadora, a imagem de um adolescente vendo fotos e videos adultos variados, e a seu lado duas criaturas de aspecto asqueroso, uma segurando a cabeça do encarnado entre suas duas mãos, como que mantendo o olhar do mesmo direcionado para a tela do computador. Enquanto outra ajoelhada com a cabeça no ventre do pobre jovem, como a sorver suas energias, era de arrepiar... Voltei meu pensamento para a palestra, não valia a pena prestar mais atenção as imagens do que o necessário, e sim as palavras daqueles especialistas.
“Como os amigos podem já compreender, esses usuários estabecem vínculos mentais poderosos que facilmente os transportam para regiões específicas no astral durante o sono. Com muita dificuldade, espíritos protetores familiares, espíritos guardiões tentam romper esse laços, pois que se estabelecem por desejos reprimidos que brotam da mente dos próprios encarnados. Estabelecendo sintonia que a lei de causa e efeito a tudo registra, pois tem sua raiz no livre arbítrio das criaturas.
Em sintonia com todo esse desenvolvimento e avanço informacional, a microeletrônica também se faz parceira. Não ignoram vocês que a tecnologia no mundo espiritual anda décadas à frente da tecnologia existente no plano físico. Infelizmente os avanços não são privilégio dos planos celestiais, colônias astrais e postos socorridas em sintonia com o Cristo. Mentes desenvolvidas, mas longe do ideal de servir ao bem e a humanidade, também prosperam e influenciam homens e empresas no desenvolvimento de artimanhas e artefatos que escurecem a mente humana. Uma batalha eterna, onde as forças do bem criam e mobilizam recursos materiais e espirituais para o amor e a justiça, e as forças do mal, a potencializar invenções e técnicas de subjugação e exploração mental e energética.
Assunto já explorado em outros materiais enviados ao público terreno, fazem alusão a microchips, adesivos, implantes astralinos de alta tecnologia e miniaturização que implantados junto ao sistema nervoso da vítima, ou junto a órgão vitais do corpo humano, causam o aparecimento de doenças diversas, patologias de díficil diagnóstico médico, por guardarem suas raízes na matriz energética do ser.
Umas das novidades descobertas em nossos centros de triagem, como o hospital Filadelfia no astral, referem-se a mini-projetores, pequenas lentes de contato de material gelatinoso, capazes de projetar imagens diretamente no cortex visual do encarnado. Pequenos flashs, imagens e videos projetados em frações de segundo, causando o efeito de mensagens subliminares, enviadas de maneira ininterrupta para a criatura. O avanço se constitui no momento que a carga informacional, o material projetado, deixou de ser de massa, ou seja, o mesmo produto para todos, passando a ser customizado de acordo com o tipo de pessoa. Não uma customização individual, o que não é impossível, mas que demandaria maior esforço energético e de organização trevoza, algo só feito para pessoas de grande interesse estratégico das sombras, como políticos e líderes religiosos.
Uma customização que leva em conta determinados perfis psicológicos. Dos quais já mapeamos, mais de três dezenas, em função dos dispositivos apreendidos. Cada lente vibra num frequencia específica, que sintoniza com material oculto e transferido através da internet. Técnicos das sombras, conseguem atuar no mundo digital, inserindo pequenos pedaços de informação, que passam despercebidos das análises e softwares de segurança de redes. Como não apresentam comportamento nocivo ao sistema de banco de dados e arquivos operacionais dos computadores atuais, os mesmos não são interpretados como vírus, trojan ou outro rótulo comun aos profissionais da área.
Se as equipes do bem, já tem efetuado experimentos bem sucedidos de transcomunicação pela internet com os encarnados, visando o intercâmbio saudável e a prova da imortalidade da alma, não deveria ser de causar espanto, que os técnicos das regiões umbralinas se valessem do mesmo expedinte, não é mesmo?”

Sem dar uma pausa, para que respondêssemos, mas somente pegando fôlego e projetando continuamente, imagens de modelos tridimensionais ampliados destes dispositivos, o especialista continuou...
“Desta forma, os grupos das sombras tem conseguido de maneira customizada, quase individual, influenciar as criaturas terrenas, com mensagens subliminares, que incitam a violência, a lascividade, ao sexo sem compromisso e desregrado, ao uso das drogas e bebidas, ao abandono das rotinas de estudo e trabalho, ao desrespeito aos valores básicos de convivência social, atirando muitos encarnados no fracasso, na derrota pessoal, para depois de minadas suas resistencias morais, puxarem os gatilhos do remorso, da autopiedade e autodestruição.
Nossos grupos de combate já destruíram bases especializadas no envio de informações para revoltas sociais, onde a amplificação da violência era fomentada através de programações neurolinguísticas para o caos, a depredação. Foi com muito esforço, com o apoio da falanges de Miguel, que os processos democráticos de reinvindicação que ocorreram no Brasil neste ano de 2013, não desbancaram para ações de atrocidade, que remeteriam o país a uma guerra civil. A intenção das sombras, nesse momento de transição planetária, é certa, querem o caos e a destruição, para que possam subjugar consciencias e retardar o reino do cordeiro da Terra.
Não pregamos com isso, que todo o avanço tecnológico seja de um efeito nefasto e devastador. Toda ferramenta, seja física ou mental, pode ser usada tanto para o bem quanto para o mal. O que precisamos é estar atentos as possibilidades de mau uso, alertas para os efeitos nocivos, vigilantes sobre as medidas a tomar. Preparados para as providências enérgicas necessárias em defesa da sanidade mental e espiritual de nossos amigos e familiares. Por certo que somente a prece elevada e sentida, não resultará nos resultados que necessitamos frente a esta batalha. Não podemos ir com flores nas mãos contra fuzis e canhões dos inimigos.”

Como que num jogral ensaiado anteriormente pelos três apresentadores, o terceiro especialista iniciou sua fala. O cenário holográfico se agigantou um pouco mais, como que preparando a platéia para uma quantidade maior de informações e imagens que viriam a seguir.
Eu por minha vez, segurei mais forte a mão de Pai Joaquim que me sorriu, mas sem dizer nenhuma palavra para que eu mantivesse o foco.
“Dentre os novos recursos explorados pelas sombras, temos os recursos tridimensionais e os ambientes imersivos. Explicando melhor, os mundos virtuais com centenas e até milhares de usuários. Falamos em ambientes imersivos, pois eles propiciam um tal grau de ambientação e engajamento que seus usuários tem uma sensação gradativa e abrangente de imersão sensorial nestes cenários.
A sobrecarga, ou melhor dizendo, a ocupação das vias sensorias em faixa elevada de concentração propicia, em alguns casos, quase o desligamento do mundo perceptivo externo. Não raro, vemos a mãe que reclama de ter conversado com sua filha, e ter a nítida impressão de que a mesma não a escutou. Fenômeno já conhecido das esposas, em suas tentativas frustadas de falar com seus esposos durante partidas de futebol.”

O terceiro palestrante despertou o riso descontraído na platéia, apesar da seriedade do tema abordado. O seu sorriso e jovialidade mostravam que alegria e descontração fazem parte da nossa natureza também, e não devemos deixá-los de lado por estarmos lidando com assuntos sérios. Seriedade é postura interna e firmeza de propósito, e não carranca expressa na fase com ausência de carinho. Buenas, retornando a palestra... meu pensamento divaga às vezes...
“Não estamos afirmando que todo o artefato tecnológico que provoca tais efeitos seja nocivo ou criação dos cientistas das sombras. Como toda ferramenta tecnológica pode ser usada para coisas boas e más. Conhecemos excelentes exemplos de bom uso, mas o que não é o foco da nossa palestra na noite de hoje. O que nos preocupa, é associação dos dispositivos relatados pelo meu colega antes, com os recursos imersivos de tais ambientes.
Vejamos se conseguirei explicar o cenário de complexidade. Para isso tenho de recorrer ao conhecimentos de senso comum da psique de todos os senhores e senhoras. Como espíritos imortais que somos, trazemos em nossa bagagem a somatória de vivências inúmeras. Cada uma delas nos propiciou diversos aprendizados, em intensidades diversas, mas sempre algum aprendizado. Raízes comportamentais são exacerbadas ou dominadas, direcionadas em tal tipo de vivência. Um extravagente pode aprender a dominar sua tendência ao supérfluo numa existência como humilde agricultor em região pobre no sertão nordestino.
Contudo, nossa maior dificuldade são com aqueles aspectos da personalidade que ganham projeção, notoriedade ou poder... Parece que quando Jesus nos disse “Vós sois Deuses” que nós levamos isso ao pé da letra... e a soberba invadiu nossa almas...”

Novamente a platéia riu com a graça do palestrante... Pai Joaquim só sorria com os olhos, puxados para o lado, entendendo a estratégia de desarmar resistências internas que o palestrante, hábil psicológo, estava adotando...
“De maneira característica, são nas vivências aonde desfrutamos de poder, dinheiro, fama e força que moldamos aspectos doentios de nosso caráter, que adquirem maior robustez. Deformidades, mais difíceis de serem contornadas, despolarizadas de nossas mentes enfermas.
Em nossa jornada pelo cosmo, construímos um uno formado de personalizadades múltiplas, que procuramos equalizar frente ao nosso equilíbrio como seres conscientes no universo. Contudo, existências em que nosso ego, de forma consciente, abusou, por exemplo, do poder. Onde matamos, roubamos, extorquimos... causam deformidades em nossos corpos emocionais, deixando chagas ... ou seriam... manias, desvios de conduta que introjetamos profundamente e fortemente em nosso ser.
No caso em questão, imaginemos que traços doentios de personalidade que jazem mais escondidos no subconsciente das criaturas encarnadas, com o planejamento psicosocial da vida atual ... planejada cuidadosamente pelo peritos no processo reencarnatório... poder ter ambiente desfavorável para seu desenvolvimento ou reflorescimento. Propiciando a criatura encarnada a pausa, o descanso indispensável, para o fortalecimento do seu caráter.
Contudo, a criatura encarnada pode instintivamente, e também guiada habilmente pelos agentes das sombras, ser imerso num contexto “virtual” que recrie as condições do qual encarnado estava sendo protegido.
Por exemplo, sem que isso represente uma regra e só a titulo de ilustração, um indivíduo belicoso, de comportamento indomável, acostumado em diversas reencarnações a descarregar seu instinto mais bruto em guerras, campos de batalha e exércitos. A reincidência nessas vivências, dispara automaticamente ressonâncias vibratórias que remetem o ser a recair nas mesmas falhas, aprofundando chagas de remorso e desatino. Necessário então, uma série de vidas, onde a estimulação destes ímpetos guerreiros fique suavizada, transformando a obstinação em força construtiva e empreendedora. Gerando conquistas que o ser encarnado se orgulhe e o reerga da trilha mental já gasta no primórdio repetitivo de violência gratuita.
Imaginem então que após planejamento árduo dos mentores responsáveis pela programação reencarnatória, que o pupilo preparado para tarefas nobres, caia ou mergulhe nestes ambientes imersivos. Qualquer outro, poderia explorar os recursos de troca e intercâmbio social, arranjar amores, etc... Mas o nosso candidato ao sucesso reencarnatório seria alvo fácil, pelos hábeis agentes das sombras, que induziriam o mesmo a exploração das guerras virtuais, onde a violência como estratégia é a moeda principal. Os sabores advindos com as conquistas virtuais, relembram o velho “gigante”, ser adormecido dos sabores das vitórias das batalhas.
As pesquisas da neurociência terrena atual já deslumbram que a sede do prazer no cérebro é acionada com a satisfação da conquista. Neurotransmissores são produzidos e disparados no cérebro, caindo na corrente sanguínea, trazendo euforia e  depois sensação de relaxamento, tal como no ato sexual[9]. Nada errado, com esse processo natural no ser humano, afinal é o impulso da vida nos guiando, ajudando o ser biológico-psico-espiritual a viver no mundo e evoluir.
Contudo, o desvio de personalidade se instaura quando o encarnado, ao dar de frente com as dificuldade do mundo terreno, os dissabores, os sacrifícios educativos do dia a dia. Onde de forma planejada, as dificuldades foram organizadas para serem enfrentadas pelo ser para a sua reeducação e fortalecimento espiritual. Quando tudo isso, representa uma carga ou obstáculo que o ser terreno enfrenta arredio. Revoltado com o grau de dificuldade, ou impaciente com o fluxo do tempo imposto, provavelmente para seu aprendizado, rebela-se o ser, fugindo da realidade terrena para o campo da realização virtual.
Lá nos campos imersivos, ele realiza o que sempre realizou, conquista o que sempre conquistou, e a cada conquista, seu cérebro acostumado as endorfinas da vitória, produz o ópio natural que lhe satisfaz de maneira ilusória. Foge assim o ser encarnado da batalha simples do dia a dia, do cotidiano às vezes entediante mas disciplinador do caráter, do esforço justo  de quem tomava à força o pão conquistado no suor alheio.
Além do prejuízo psicológico e social, pelo abandono as rotinas diárias do esforço gratificante do ser encarnado, que abandona estudos, trabalho, famílias e deveres sem conta, a criatura sofre das mesma expropriação, ou roubo energético explicado por um dos companheiros. No picos de tensão emocional, nas horas de tensão, de medos, de grito de guerra ou de revolta pela derrota, são liberadas cotas abundantes de ectoplasma, que são habilmente aproveitadas pelos técnicos das sombras.”

Nesse instante, é mostrada na tela espiritual uma grande lanhouse, própria dos centros urbanos onde dezenas de adolescentes, gritando palavrões, outros ingerindo bebidas alcólicas, aos urros e batidas de pés e mãos, como uma exército em combate, forneciam cotas de recursos ectoplasmáticos, como mostrado em cenas anteriores. Muitos tinham verdadeiros capacetes, que se moldavam perfeitamente aos fones de ouvido. Não entendia bem o papel dos mesmos, mas era visível que tinham algum fim prejudicial para o encarnado.
“De outro lado, vemos adultos construindo vidas amorosas e sexuais ativas virtualmente. Alguns adotando gêneros e opções sexuais diferentes da de encarnado, vivendo tramas virtuais, moldando papéis, roupas e trejeitos que eram posteriormente vivenciados no desdobramento depois do sono.
A organização das sombras é invejável no nível de detalhes, me perdoem a palavra.. mas nem nossos técnicos moldam com tal riqueza de detalhes nossos postos de socorro no umbral... Na última cidadela do astral que sitiamos com os Guardiões de nosso plano de defesa, descobrimos uma que replicava nos mínimos detalhes o cenário de um mundo virtual usado para encontros sexuais. Uma ilha de prazeres e luxúria, que de tão perfeita em sua cópia, fazia o ser encarnado acreditar que ainda estava jogando, e não desdobrado e vivenciando as suas perversões. Assim, nessa ilusão criada, de que estava no “virtual”, somente se “divertindo”, de que “não era real”, o ser encarnado se permitia... sem os bloqueios do pudor e do verniz social, praticar os mais vis comportamentos.
Fomos informados pelos nossos superiores de que tais cidadelas, espelho de mundos virtuais, não eram assim tão remotas ou raras. Elas estavam se tornando comum, como técnicas das sombras. Até mesmo, recriações de cenários de reality shows, programas de auditório e cenário de novelas e sériados, eram construídos nas cidadelas e antros do astral com o objetivos de iludir os encarnados durante o desdobramento do sono.
Meus irmãos, somente o conhecimento claro, sincero, sem as amarras do preconceito, é capaz de libertar as criaturas, das prisões onde todos nós nos algemamos por séculos. Estamos todos no caminho do aperfeiçoamento, e todos nós que fizemos a opção pelo Cristo, precisamos estar conscientes de nossas limitações morais, de nossas fraquezas.
Sabemos que nossos guias espirituais, nosso Cristo planetário, não espera nossa perfeição. Ele espera o combate justo, o trabalho perseverante no bem, o esforço em vencer gradativa mas ativamente nossas tendências inferiores. Ele sabe que caíremos muitas vezes, nas pedras que atiramos em nossos semelhantes, mas que mesmo com os joelhos machucados, sejamos corajosos e nos levantemos para outro passo adiante.
Que o Cristo planetário nos ilumine as consciências e capacidade de entendimento para a complexidade da vida pulsante que está a nossa volta, em todos os planos e dimensões que vibramos como espíritos imortais. Só um destino é certo para todos, e é a nossa evolução!”

Tão rápido como começou vi a palestra terminar. As palavras e imagens vibravam em meu ser, tinha a impressão de que tinha sido trasmitido muitos mais do que pude captar, mas tudo bem... deixo isso pra eles que sabem o que fazem.
Pai Joaquim só me sorriu, sem que eu dissesse uma só palavra, como que lendo meus pensamentos...
“É meu filho, é que a cabeça do encarnado é meio lenta, por isso enviamos tudo em duas vias, uma pelos óios du fio e outra pelo coração...”

E batendo com a mão no meu peito, eu apaguei ... e voltei a dormir.


Inspirado por Pai Joaquim

by Luis&Elisa





[1] “[...]Diante de tudo o que era exposto pelos autores do Além — Júlio Verne, R. A. Ranieri e W. Voltz —, fiquei imaginando coisas, situações e fiz minhas deduções, a partir daí. Estes foram meus pensamentos naquela ocasião. Que seria a verdade científica ou a verdade mediúnica, em seus estudos e abordagens? Verdade ou ficção? E onde começa e termina cada uma? Até que ponto a ficção não encobriria uma realidade além-física? Na ocasião em que Júlio Verne escreveu a respeito de uma viagem imaginária à Lua ou ao centro da Terra, e outras do genero, foi duramente criticado pois, que essas coisas soavam impossíveis; verdadeiro delírio para os padrões da época. Quando Galileu insistiu em sua teoria, de que a Terra girava em torno do Sol — e não o contrário —, foi severamente repreendido e levado aos tribunais por aqueles que se julgavam únicos detentores da verdade e da religião daqueles tempos, sendo forçado a abjurar suas convicções. Já pensou no que enfrentou Alexander Fleming ao descobrir a penicilina e ter de enfrentar os médicos, os cientistas da época que não aceitavam nem acreditavam na sua eficácia? Suas teorias eram ficção ou realidade? […]– Ângelo Inácio – “A Marca da Besta” – Psicograf. Robson Pinheiro/Casa dos Espíritos.
[2] “[…]Sem o perceber, a população tem-se deixado levar por ideias difundidas através da televisão, da internet e dos demais meios de comunicação, que têm em comum sobreviverem todos do patrocínio de corporações, laboratórios e políticos, muitos deles intimamente associados aos ditadores do submundo, nas profundezas astrais.” – Ângelo Inácio – “A Marca da Besta” – Psicograf. Robson Pinheiro/Casa dos Espíritos.
[3] "Como os odores, eles [os fluidos] são designados pelas suas propriedades, seus efeitos e tipos originais. Sob o ponto de vista moral, trazem o cunho dos sentimentos de ódio, de inveja, de ciúme, de orgulho, de egoísmo, de violência, de hipocrisia, de bondade, de benevolência, de amor, de caridade, de doçura etc. Sob o aspecto físico, são excitantes, calmantes, penetrantes, adstringentes, irritantes, dulcificantes, soporíficos, narcóticos, tóxicos, reparadores, expulsivos; tornam-se força de transmissão, de propulsão etc. O quadro dos fluidos seria, pois, o de todas as paixões, das virtudes e dos vícios da humanidade e das propriedades da matéria, correspondentes aos efeitos que eles produzem" – “A Gênese” – Alan Kardec/Ed. FEB.
[4] PERGUNTA: — O que significam “endereços vibratórios” da vítima do feitiço?
RAMATIS: — O feiticeiro submete o sapo ao processo de “eletrização”, mas o faz no sentido de transformá-lo num campo magnético subversivo. Em seguida, coloca-lhe no ventre os objetos roubados ou desmaterializados da vítima, como botões, fragmentos de cigarros, fotografias, cabelos, moedas, medalhas, abotoaduras, anéis ou agulhas, que estão impregnados do éter-físico da mesma. Esses objetos servem de veículo, elo ou endereço vibratório para projetar os impactos do feitiço, e que vibram nas entranhas do sapo na freqüência comum do seu próprio dono. Eles induzem ou orientam, qual o objetivo a que devem projetar-se as corren- tes fluídicas enfermiças produzidas pelo sofrimento atroz do sapo!
Semelhante à lei física que disciplina o fenômeno dos vasos comunicantes, os fluidos algo densos emitidos pelo sapo e acasalados às emanações dos objetos da vítima ten- dem a buscar a sua fonte original num circuito fechado e de resultados perniciosos. Os “endereços vibratórios” são os pró- prios objetos da vítima colocados no ventre do sapo e que funcionam à guisa de “cartão de visita” do seu portador!” – Ramatis – “Magia de Redenção” – Psicograf. Hercílio Maes/Ed. Conhecimento.
O processo aqui descrito de “endereçamento vibratório” parece funcionar de maneira inversa, mas na mesma lógica. Não podendo levar algo da vítima até o local ou material magístico negativado, as trevas “materializam” pequena porção de material negativado nas entranhas da pessoa, e esta pequena porção liga a vítima ao circuito fechado mórbido. O próprio Robson Pinheiro relata caso semelhante no qual sofreu envenenamento radioativo por materialização de pequenos elementos em seu alimento ou dentro de seu corpo.
[5] “[…]Tal situação é conhecida entre nós como ressonância vibratória. Isto é, o encarnado absorve os fluidos do ser em desequilíbrio, que está mentalmente comprometido e cujo perispírito apresenta grave contaminação por elementos pertinentes à esfera astral, tais como matéria tóxica, larvas, bactérias e outras criações mentais totalmente integradas ao corpo espiritual dessas entidades.
O quadro pode se tornar ainda mais complexo quando os feiticeiros se associam aos seus pares na dimensão extrafísica. Afinal, é natural que atuem em conjunto, dada a sintonia que existe entre eles por conta das ações mórbidas que empreendem, independentemente de estarem deste ou de outro lado da vida. Assim, se o feiticeiro do astral tiver um poder mental e hipnossugestivo mais intenso, ele poderá inclusive manipular certos vírus e bactérias cultivados em pântanos e charcos do umbral, que ordinariamente só se encontram em regiões inferiores, com vistas a transferi-los para o corpo físico de seus alvos. […]” – Ângelo Inácio – “Legião” – Psicograf. Robson Pinheiro/Casa dos Espíritos.
[6] “Um dos espíritos partiu, deixando Caio na companhia do outro. Desse instante em diante, notamos como intensificou sua ação sobre o rapaz, absorvendo-lhe diretamente do hálito e do plexo solar energias mais materializadas.
— Durante o estado de indução espiritual — continuou falando Pai João —, existe a transferência da energia desarmônica do espírito para o indivíduo. Esse processo poderá agravar inúmeros fatos precedentes, fazendo, por exemplo, com que lembranças adormecidas no psiquismo de Caio venham à tona com maior intensidade do que se despertassem de forma espontânea. Isso poderá provocar flashes ideoplásticos em sua mente, acendendo antigos problemas, que ele ainda não está preparado para enfrentar.” – Ângelo Inácio – “Legião” – Psicograf. Robson Pinheiro/Casa dos Espíritos.
[7] Tela búdica, atômica ou etérica. “[…]A tela atômica ou etérica do indivíduo, estrutura que se localiza entre o duplo etérico e o perispírito e é responsável pela defesa psíquica e imunológica, literalmente se rasga e é afetada. É muito semelhante ao que ocorre com a camada de ozônio em torno da Terra, em resposta às agressões ambientais; pode mesmo comparar essa película protetora que envolve o indivíduo com a tela etérica. Uma vez afetado o campo etérico pelas causas citadas, torna-se muito fácil que fluidos energias infecciosas sejam absorvidos pela aura de qualquer pessoa. – Ângelo Inácio – “Aruanda” – Psicograf. Robson Pinheiro/Casa dos Espíritos.
[8] “Mas essa revolução do conhecimento, da informação e da inteligência humana, não passa incólume diante da ação de espíritos muito mais experientes do que os homens encarnados. Sob esse prisma, buscamos estudar como a hipnose e a indução magnética estão se tornando também cada vez mais difundidas e globalizadas, usando os recursos da mídia, da tecnologia e do ciberespaço. Não há como circunscrever a atuação dos espíritos das sombras e, lamentavelmente, vemos avançar também as modernas técnicas de obsessão, com o aparecimento da internet e dos meios de comunicação mais modernos. O uso de drogas virtuais, a dependência crónica de salas de bate-papo, chats, redes sociais, entre outras ferramentas, têm contribuído, também, para a derrocada dos valores morais, éticos e humanitários pois, através desses mecanismos, os lares são invadidos, perde- se a privacidade, e o domínio das mentes torna-se algo muito mais real do que nos filmes de ficção.” – Ângelo Inácio – “A Marca da Besta” – Psicograf. Robson Pinheiro/Casa dos Espíritos.
[9] “[…]Atualmente estou desenvolvendo a droga virtual, em aliança com os outros poderes. Utilizo-me de ondas sonoras irradiadas através da internet, acarretando, sobre o cérebro, consequências de ordem alucinógena. Em minhas pesquisas e na criação de drogas virtuais eu, juntamente com meus representantes e ministros que estão encarnados em diversas partes do mundo, sintonizados comigo, aprimoramos efeitos sonoros e visuais para serem difundidos pelo mundo virtual, causando resultados semelhantes aos obtidos por drogas, há muito conhecidas dos terrenos, como heroína, Valium, cocaína, ópio, ecstasy e outras mais. Tudo isso, aliado a um comando hipnótico inserido nessas ondas sonoras, provocará um impacto aterrador na juventude. Ela ficará completamente à mercê das novas tecnologias virtuais, que simularão, em sua mente, sensações de orgasmo, tristeza, felicidade, apatia, euforia e diversas alucinações, conforme o grau administrado via internet, agindo nas ondas cerebrais de forma sutil ou ostensiva.[…]” – Ângelo Inácio – “A Marca da Besta” – Psicograf. Robson Pinheiro/Casa dos Espíritos.