FICÇÃO ESPIRITUALISTA
Essas histórias ou
estórias são ficção[1],
qualquer semelhança com a realidade é mera coincidência!
PALESTRA ESCLARECEDORA SOBRE TECNOLOGIAS NO ASTRAL
Durante a noite, tive a chance de
ser levado pelo Pai Joaquim para assistir a uma palestra no plano espiritual.
Saí com dificuldade do corpo, por estar passando por um grande resfriado, ele
pediu que me acalmasse, respirasse devagar, elevando meu pensamento ao Pai
maior.
Ao chegarmos em auditório singelo
mas todo branco Pai Joaquim me falou:
“Meu filho, em todas as épocas da humanidade as forças do Bem e do Mal
travaram guerras, a primeira para esclarecer e a segunda para subjugar e iludir
os seres humanos. O homem sempre ávido por novidades, por informações que
matassem sua curiosidade, sempre recorreu a oráculos ou pessoas que lhe
explicassem como as coisas são e o porque de tudo. Ainda hoje isso não mudou
mizifio...”
No auditório foram se avolumando
pessoas, que chegavam de vários lugares, não sei porque mas sabia que muitas
delas, eram que nem eu, espíritos ainda presos a carne, ou seja, encarnados.
Na parte central, tinha uma
espécie de palanque, com uma mesa em forma de anel, onde três espíritos
sentados, mexiam no que me parecia ser um tipo de teclado.
O primeiro deles começou a falar.
“Boa noite a todos, que o Senhor
de tudo e de todos, a força divina que nos move abençoe-nos a todos.
Vocês foram aqui trazidos para tomar
conhecimento de um processo delicado, uma nova técnica obsessiva empregada pelos
especialistas em magia voltados ao mal.
Muitos não ignoram que os meios de
comunicação, que sempre serviram para levar esclarecimento, cultura e
informações ao homem civilizado, também foram utilizados para espalhar a
descrença, a mentira, a maldade e a desinformação em várias épocas da
humanidade[2].
Primeiro com o advento do livro impresso,
enquanto muitas obras levavam palavras abençoadas ou esclarecimento cultural,
tínhamos os livros de contos obscenos que projetavam as mentes das criaturas
para lugares lascivos, povoando suas mentes com pensamentos eróticos.
Facilitando o arrebatamentos dos incautos para regiões inferiores durante o
sono astral. Verdadeiros antros de promiscuidade, moldados pelos bolsões de
desencarnados e encarnados, que aproveitavam o sono físico para exercerem e
praticarem atos que a sociedade criticaria.”
Enquanto a primeira pessoa
falava, a segunda projetava imagens acima de sua cabeça, como que um holograma
tridimensional, onde víamos formas pensamento se formando ao redor de leitores.
Imagens de pessoas sendo transportadas para lugeres sombrios, que lembravam
bares ou bordéis antigos, tive essa impressão pelas roupas e mobiliários
antigos que via.
“Avançando mais no tempo, na época das transmissões radiofônicas também
vimos a máquina de guerra alemã utilizar do rádio para induzir o terror,
disseminar propagandas ideológicas e dar contra-informação para quem escutasse
seus programas. Os aliados de certa forma também se valiam da mesma
estratagema, por fim, o objetivo último sempre foi manipular a verdade em
interesse próprio ou de um sistema de idéias
Mesmo o cinema, não escapou já nos seus
primórdios de não ser utilizado somente para rodar filmes românticos, de
comédia ou aventura. Comerciantes e negociantes sem escúpulos, viram nas
imagens em movimento a oportunidade de venderem o sexo, expondo suas escravas
dos prostíbulos, como se fossem atrizes, gravando imagens com cenas fortes, que
se fixam profundamente no incosciente dos desavisados.
O efeito funesto é o mesmo, centenas ou
milhares de criaturas flutuam durante o desdobramento do sono físico, para
regiões abissais algumas ou terrenas mesmo, onde encarnados e desencarnados
consorciam-se na permuta de energias e até fluídos ectoplasmáticos.”
Novamente as cenas, tinham um tom
cépia, meio envelhecidas, mas mostravam senhores de bigodes longos tendo
senhoras de espartilho sentadas em seus colos. Os seres tinham brilho
diferenciados, mostrando claramente, que uns eram encarnados e outros
desencarnados, convivendo, conversando e trocando carícias como fizessem parte
todos do mesmo plano. Ficava evidente que os encarnados, não tinham ideia de
que estavam interagindo com espíritos desencarnados.
Pai Joaquim lendo meus
pensamentos me explica:
“Meu filho, nem todos percebem
ou tem consciência de que estão desdobrados durante o sono. A maioria pensa que
está só sonhando, ou no céu... realizando suas fantasias. Muitos senhores e
senhoras respeitáveis pela sociedade, permitem-se entregar aos comportamentos
mais estranhos durante o sono físico. A psicologia moderna traz elementos para
que compreendamos que os sentimentos e desejos reprimidos dão vazão e
libertam-se no inconsciente das criaturas. Podemos esconder, mas soterrar e
abafar não... somos o que pensamos e o que sentimos. Por isso a educação dos
sentimentos e a busca de pensamento equilibrados, “o orai e vigiai” não são
palavras vazias ou piegas ... de um fanático religioso. Mas vamos prestar
atenção nas palavras de nossos palestrantes.. meu filho.”
No centro do palco a profusão de
imagens tridimensionais iam materializando as palavras e pensamentos dos
especialistas.
“Com o advento da televisão e do vídeo a cultura ganha novo impulso,
levando conhecimento, cultura e imagens que não eram do alcance da maioria das
pessoas. Quantos não puderam enxergar um novo mundo, conhecer locais, ver
animais que nem de perto sua imaginação conseguia reconstruir. Para nós hoje,
ao falar de um leão a imagem é resgatada automaticamente. Mas quanto tempo isso
demorou para acontecer na história da humanidade, muitos passavam toda sua
existência sem conhecer a realidade do mundo, com sua diversidade, com suas
diferenças... as imagens audiovisuais aproximam o diferente das pessoas. Ajudam
o homem a ser mais tolerante com a diversidade, ampliam horizontes.
Contudo, as inteligências das sombras,
novamente inspiraram outras mentes inescrupulosas para se valer desse recurso
para vender suas imagens de desequilíbrio. Não falamos só da escravidão e
perversão sexual, mas da violência, com requintes de crueldade. O chamado
terror, que ingenuamente começou se esboçando com cenas de suspense, com
enredos de mistério, rapidamente despencou para cenas tétricas de violência
desmedida.
Os requintes de crueldade, mostrando
processos de enforcamento, penetrações de lâminas, membros amputados, visceras
a vista. Os defensores ainda argumentam que tudo não passa de maquiagem, de
truque cinematográfico ou de computação gráfica, que só recriam em realismo
surpreendente as mesmas cenas do mundo real.
Esquecem-se os defensores, que somos
espíritos imortais, com bagagem milenares, com vivências inúmeras, em muitas
das quais cometemos desatinos... e até atrocidades. Muitos imploraram a benção
do esquecimento com uma nova reencarnação, para limpar de seus bancos de
memória, as imagens impressionantes de assassinatos cometidos por suas próprias
mãos. No auge do ódio muitos viram uma vida se esvair em suas próprias mãos,
imagens que ficam fortemente impregnadas em sua retina espiritual, e que no
despertar da consciência no além túmulo, emergem como remorso ácido, a lhe
corroer o coração. A misericórdia divina, que não quer o sofrimento do homem,
mas o seu equilíbrio e evolução, concede a benção de uma nova vida, limpando o
consciente dessas imagens desestruturantes e desequilibradoras, para que o
homem tenha a oportunidade de um novo recomeço. Mas... os atos continuam a
vibrar pelo cosmo, a lembrar o débito para com as leis de causa e efeito. O
esquecimento é como um intervalo de refazimento ao trabalhador honesto que deve
saldar rapidamente a sua dívida com o suor do trabalho justo.
Iludem-se os adoradores deste gênero
cultural, pois as imagens vistas, ao se assemelharem aos atos criminosos
praticados no passado, destroem o tecido sutil, o “véu do esquecimento”,
provocando ou religando faixas mentais de vidas passadas, tão trabalhosamente
desbotadas pelos técnicos da reencarnação em nosso plano.
Os sentimentos revividos, que emergem do
inconsciente do agressor e até mesmo da vítima, fazem vibrar acordes no
espírito que estavam esquecidos. Estabelecendo sintonias, verdeiros processos
de “ressonância vibratória”, assunto bem conhecido dos técnicos da apometria,
encarnados e desencarnados. Não raro, nossos médicos do astral tem de socorrer
encarnados durante o sono, que tem fobias, transtornos e outras patologias
“desenterradas” após uma sessão de diversão cinematográfica... Não somos contra
a sétima arte, e muitos processos são desencadeados pela própria consciência
culpada, mas é forçoso reconhecer que o agingamento desta problemática no mundo
atual, tem fatores interferentes externos, que são habilmente orquestrados
pelas sombras.
Verdadeiras hostes, grupos de mentes
habilidosas, trabalham inspirando escritores e roteiristas, em buscas de
imagens cada vez mais truculentas, bestiais, escatológicas... O cinema de
horror tomou proporções inimagináveis. O sentimento de terror, a palpitação e
sudorese que toma conta de muitos espectadores, favorece a doação inconsciente
de ectoplasma[3]. Salas de
cinema lotas, onde há o aglomerado de pessoas vibrando em mesma sintonia
vampiresca, facilitam a drenagem de largas porções de ectoplasma de médiuns
incoscientes.”
Nesse momento, foi projetada a
imagem de uma grande sala de cinema, onde deveriam caber umas 300 pessoas,
segundo informação do Pai Joaquim, ela estava lotada de encarnados, e na
contraparte etérica, viam-se dezenas de espíritos com tonéis colocados
estrategicamente nos corredores de acesso as poltronas.
No alto, um aparelho que lembrava
uma grande abóbora escura, com vários tentáculos, lembravam dutos de aspiração,
que de forma não invasiva aspiravam os fluidos finos e tenues que saiam das
bocas, olhos, ouvidos da maioria. Em alguns a sudorese mais abundante, revelava
que o ectoplasma fluía até mesmo dos póros. Perguntei a Pai Joaquim porque essa
diferença.
“Mas então tu não sabe, tu que é metido a entendido... vois mice num
sabe que tem os médiuns de efeitos físico de fato, nesses a capacidade de
dilatar os poros e dissociar os corpos astrais, facilita ainda mais a doação de
ectoplasma. E o medo, as emoções fortes, auxiliam ainda mais esse processo.
Cada susto levado, é como um pulsão extra, que dissocia rapidamente o duplo
etérico do corpo físico, mas é o suficiente para que estas entidades mal
intencionadas aproveitem para cumprir o seu intento. Mas presta atenção na fala
dos sábio...”
As cenas continuavam mostrando a
entrada de seres estranhos, alguns com roupas esfarrapadas ou ensaguentadas,
que não combinavam nem com os encarnados que ali estavam, nem com as equipes
das sombras que recolhiam o ectoplasma dos viventes.
“Contudo, um fator que mais nos preocupa nestes processos vampirescos, é
o processo de “endereçamento vibratório” e “endereçamento cármico”. O primeiro
pois nesse cenário propício muitas magias ou adensamentos energéticos
negativos, morbopsiquícos, são imantados nos corpos dos encarnados. Em
especial, nos pontos onde houve ruptura ou enfraquecimento na tela búdica, ali
são materializados pequenos elementos, pequenas porções de matéria altamente
magiadas, ou carregadas etéricamente de energias negativas. Como terra de
cemitério, pó de osso humano, roupas e restos putrefatos de corpos em
decomposição[4]. Esses
materiais só servem de endereço vibratório para porções melhor organizadas
e trabalhadas de magias, construídas no
astral por mentes perversas, em geral magos negros; ou com o auxílio de magias
envolvendo plasma sanguíneio proveniente de sacrificios animais, feitos por
pessoas encarnadas incautas, que normalmente desconhecem profundamente os
processos em que estão se envolvendo. Essas micropartículas materializadas são
mais do que suficientes para funcionar como verdadeiro endereço vibratório que
direciona o fluxo de energias negativas das magias condensadas para que
desaguem sobre as vítimas visadas.
Já o “endereçamento cármico”, assim
identificado por nós somente para fins didáticos, facilitando a compreensão da
platéia aqui presente nesta noite,
refere-se a estratégia dos magos das sombras de aproveitar o despertar
das “ressonâncias vibratórias[5]”,
de acontecimentos fatídicos patrocinados pelo próprio encarnado a ser vitimado,
que funcionam como verdadeiro gatilho, abrindo brechas conscienciais no
consciente do indivíduo encarnado.
Como os companheiro bem sabem, nas equipes
de especialistas das sombras são encontrados verdadeiros profissionais da
psique, que dominam com maestria processos de sondagem da mente humana,
conhecendo, vasculhando o passado de suas vítimas, buscam acontecimentos
passados onde foram praticadas atos equivocados, e muitas vezes atrocidades,
que geraram dano a outros espíritos.
Não ignoram vocês que a grande maioria dos
espíritos ainda encontra-se longe do perdão incondicional, muitos somos os que
fraquejamos diante do prejuízo moral ou físico, quando no papel de vítimas
provisórias enchemos nossos corações de cólera e ódio, esquecendo de perdoar
quem deve tanto quanto nós mesmos. Desta forma, os profissionais sombrios da
mente, vasculham vales fétidos e furnas em busca de vítimas nossas do passado
remoto, resgatando-os para missões suícidas, quais Kamicases que se precipitam
cedentos de vingança sobre seus objetos de ódio, não importando se ampliarão
seus sofrimentos de forma mais acentuada.
O “endereçamento cármico” se estabelece pois
abrindo a ressonância vibratória, os magos das sombras reaproximam vítimas e
algoz, refrescando a memória de ambos para os gestos infelizes do passado,
reacendida a chama do ódio, esses sutis operadores do mal vinculam
energeticamente a turba raivosa aos centros de força da vítima encarnada. Não
raro são vistos pequenos fios escurecidos vinculando presa e algoz, chakra à
chakra[6],
naqueles buracos áuricos gerados pelo rompimento da tela búdica[7].
Não é a toa que Jesus explicava “Pedro
embainha a tua espada, pois quem pela espada fere, pela espada será ferido”.
Didaticamente e ao pé da letra, vemos cada vez com mais clareza que a lâmina
afiada que atravessa o fígado do oponente, pode romper a camada de pele,
músculos e carne da vítima, mas rompe simultaneamente e no mesmo ponto, a tela
búdica do agressor, deixando desde já a marca indelével do crime hediondo
cometido. Rompimento áurico, de caráter bionergético, que servirá de entrada,
de brecha para a instauração de patologias reparadoras, ou do processo
obsediante, por onde a vítima que não perdoa, crava suas unhas e dentes em
busca da reparação pela dor, do ultraje sofrido.”
A imagem agora mostrada de forma
tridimensional não poderia ser mais literal. Vi claramente quando um ser
desgrenhado, de dentes escuros e com o abdomen cheio de larvas e pus, cravava
seu dentes e unhas sujos no mesmo local no corpo de um jovem rapaz. A cena
mental do algoz “vítima desencarnado” revivia em flashback o momento, em que no
passado, a vítima “algoz encarnado” revirava a baioneta na barriga do soldado
ajoelhado que se rendia, com os braços levantados, clamando pela misericórdia
para que poupassem sua vida.
Enchi meus olhos dágua ao perceber
e me identificar com a cena, eu que sabia de minhas passagens nada heróicas por
campos de batalha e exércitos, onde a atrocidade se fazia presente pelas minhas
mãos e armas. Pai Joaquim me abraçou, retirando-me do pensamento de autopunição
que não ajudaria em nada no momento.
“Concentre-se meu filho, o nome já diz “passado”, aquilo que já passou.
O que importa é o programa regenerador que Oxalá nos convida para executar.
Somos soldados em novos campos e combates agora, é a luz do bem a nos guiar, e
o amor a nossa bandeira. Não se imobilize, trabalhe e ande pra frente...
Mantenha o foco na palestra!”
O segundo espírito do trio em
outro tom de voz, continuou a narrativa, também apoiado pelos mesmos recursos
de imagens e sons que de forma holográfica eram projetados no centro do palco,
logo acima deles.
“Com o avanço da microeletrônica, a miniaturização dos componentes e o
estabelecimento de redes informatizadas, que deram origem ao fenômeno global da
internet, o compartilhamento de informação atingiu um patamar nunca visto. A
cultura, em todas as suas mais variadas formas de expressão, puderam ter o seu
espaço de divulgação. Essa democracia do diferente, e até do impopular, nunca
foi patente, como na época atual da humanidade.
Um programa, um conteúdo que não seria
publicado ou divulgado, por não ser de interesse comercial, pelo baixo público
localizado, encontra na internet a sua porta para o mundo. Nele, internautas de
todo o mundo fazem da audiência segmentada, ainda que pulverizada, o público suficiente
para que idéias sejam divulgadas, programas financiados, imagens vendidas. Para
o bem e para o mal, essa oportunidade e falta de controle no que deve ou não
ser divulgado gerou o “momentun” necessário para que pequenas comunidades
oprimidas, movimentos sociais minoritários e, até, grupos radicais, tivessem
sua chance de expressão.
Novamente, e para manter o foco de nossa
palestra nos novos processos obsessivos e as mídias, presenciamos o domínio
veloz dos agentes das sombras nesse novo espaço tecnológico e democrático.
Especialistas da dominação rapidamente viram no pouco controle das fronteiras
digitais, o campo perfeito para estender suas teias de subjugação e hipnose
virtual[8].
O primeiro plano, rapida e eficazmente implementado foi o de transformar a rede
web num grande repositório de material pornográfico. Ocultos no anonimato, pais
de família, adolescente na puberdade, e até crianças em suas curiosidade
infantil, tinham acesso fácil a material pornográfico farto, como fotos, vídeos
e, atualmente, transmissões ao vivo de sessões de striptease e sexo explícito.
Nunca foi tão fácil ter sua casa invadida por material de baixo padrão
vibratório, sem que pais ou responsáveis, muitas vezes avessos as tecnologias,
sequer desconfiassem desse fato.”
O assunto me perturbou, a
temática relacionada a sexualidade não é tema fácil para ninguém, pois todos
temos nossos melindres, fantasias e bloqueios em matéria de sexualidade. Mas a
cena era perturbadora, a imagem de um adolescente vendo fotos e videos adultos
variados, e a seu lado duas criaturas de aspecto asqueroso, uma segurando a
cabeça do encarnado entre suas duas mãos, como que mantendo o olhar do mesmo
direcionado para a tela do computador. Enquanto outra ajoelhada com a cabeça no
ventre do pobre jovem, como a sorver suas energias, era de arrepiar... Voltei
meu pensamento para a palestra, não valia a pena prestar mais atenção as
imagens do que o necessário, e sim as palavras daqueles especialistas.
“Como os amigos podem já compreender, esses usuários estabecem vínculos
mentais poderosos que facilmente os transportam para regiões específicas no
astral durante o sono. Com muita dificuldade, espíritos protetores familiares,
espíritos guardiões tentam romper esse laços, pois que se estabelecem por
desejos reprimidos que brotam da mente dos próprios encarnados. Estabelecendo
sintonia que a lei de causa e efeito a tudo registra, pois tem sua raiz no
livre arbítrio das criaturas.
Em sintonia com todo esse desenvolvimento e
avanço informacional, a microeletrônica também se faz parceira. Não ignoram
vocês que a tecnologia no mundo espiritual anda décadas à frente da tecnologia
existente no plano físico. Infelizmente os avanços não são privilégio dos
planos celestiais, colônias astrais e postos socorridas em sintonia com o
Cristo. Mentes desenvolvidas, mas longe do ideal de servir ao bem e a
humanidade, também prosperam e influenciam homens e empresas no desenvolvimento
de artimanhas e artefatos que escurecem a mente humana. Uma batalha eterna,
onde as forças do bem criam e mobilizam recursos materiais e espirituais para o
amor e a justiça, e as forças do mal, a potencializar invenções e técnicas de
subjugação e exploração mental e energética.
Assunto já explorado em outros materiais
enviados ao público terreno, fazem alusão a microchips, adesivos, implantes
astralinos de alta tecnologia e miniaturização que implantados junto ao sistema
nervoso da vítima, ou junto a órgão vitais do corpo humano, causam o
aparecimento de doenças diversas, patologias de díficil diagnóstico médico, por
guardarem suas raízes na matriz energética do ser.
Umas das novidades descobertas em nossos
centros de triagem, como o hospital Filadelfia no astral, referem-se a
mini-projetores, pequenas lentes de contato de material gelatinoso, capazes de
projetar imagens diretamente no cortex visual do encarnado. Pequenos flashs,
imagens e videos projetados em frações de segundo, causando o efeito de
mensagens subliminares, enviadas de maneira ininterrupta para a criatura. O
avanço se constitui no momento que a carga informacional, o material projetado,
deixou de ser de massa, ou seja, o mesmo produto para todos, passando a ser
customizado de acordo com o tipo de pessoa. Não uma customização individual, o
que não é impossível, mas que demandaria maior esforço energético e de
organização trevoza, algo só feito para pessoas de grande interesse estratégico
das sombras, como políticos e líderes religiosos.
Uma customização que leva em conta
determinados perfis psicológicos. Dos quais já mapeamos, mais de três dezenas,
em função dos dispositivos apreendidos. Cada lente vibra num frequencia
específica, que sintoniza com material oculto e transferido através da
internet. Técnicos das sombras, conseguem atuar no mundo digital, inserindo
pequenos pedaços de informação, que passam despercebidos das análises e
softwares de segurança de redes. Como não apresentam comportamento nocivo ao
sistema de banco de dados e arquivos operacionais dos computadores atuais, os
mesmos não são interpretados como vírus, trojan ou outro rótulo comun aos
profissionais da área.
Se as equipes do bem, já tem efetuado
experimentos bem sucedidos de transcomunicação pela internet com os encarnados,
visando o intercâmbio saudável e a prova da imortalidade da alma, não deveria
ser de causar espanto, que os técnicos das regiões umbralinas se valessem do
mesmo expedinte, não é mesmo?”
Sem dar uma pausa, para que
respondêssemos, mas somente pegando fôlego e projetando continuamente, imagens
de modelos tridimensionais ampliados destes dispositivos, o especialista
continuou...
“Desta forma, os grupos das sombras tem conseguido de maneira
customizada, quase individual, influenciar as criaturas terrenas, com mensagens
subliminares, que incitam a violência, a lascividade, ao sexo sem compromisso e
desregrado, ao uso das drogas e bebidas, ao abandono das rotinas de estudo e
trabalho, ao desrespeito aos valores básicos de convivência social, atirando
muitos encarnados no fracasso, na derrota pessoal, para depois de minadas suas
resistencias morais, puxarem os gatilhos do remorso, da autopiedade e
autodestruição.
Nossos grupos de combate já destruíram bases
especializadas no envio de informações para revoltas sociais, onde a
amplificação da violência era fomentada através de programações
neurolinguísticas para o caos, a depredação. Foi com muito esforço, com o apoio
da falanges de Miguel, que os processos democráticos de reinvindicação que
ocorreram no Brasil neste ano de 2013, não desbancaram para ações de
atrocidade, que remeteriam o país a uma guerra civil. A intenção das sombras,
nesse momento de transição planetária, é certa, querem o caos e a destruição,
para que possam subjugar consciencias e retardar o reino do cordeiro da Terra.
Não pregamos com isso, que todo o avanço
tecnológico seja de um efeito nefasto e devastador. Toda ferramenta, seja
física ou mental, pode ser usada tanto para o bem quanto para o mal. O que
precisamos é estar atentos as possibilidades de mau uso, alertas para os
efeitos nocivos, vigilantes sobre as medidas a tomar. Preparados para as
providências enérgicas necessárias em defesa da sanidade mental e espiritual de
nossos amigos e familiares. Por certo que somente a prece elevada e sentida,
não resultará nos resultados que necessitamos frente a esta batalha. Não
podemos ir com flores nas mãos contra fuzis e canhões dos inimigos.”
Como que num jogral ensaiado
anteriormente pelos três apresentadores, o terceiro especialista iniciou sua
fala. O cenário holográfico se agigantou um pouco mais, como que preparando a
platéia para uma quantidade maior de informações e imagens que viriam a seguir.
Eu por minha vez, segurei mais
forte a mão de Pai Joaquim que me sorriu, mas sem dizer nenhuma palavra para
que eu mantivesse o foco.
“Dentre os novos recursos explorados pelas sombras, temos os recursos
tridimensionais e os ambientes imersivos. Explicando melhor, os mundos virtuais
com centenas e até milhares de usuários. Falamos em ambientes imersivos, pois
eles propiciam um tal grau de ambientação e engajamento que seus usuários tem
uma sensação gradativa e abrangente de imersão sensorial nestes cenários.
A sobrecarga, ou melhor dizendo, a ocupação
das vias sensorias em faixa elevada de concentração propicia, em alguns casos,
quase o desligamento do mundo perceptivo externo. Não raro, vemos a mãe que
reclama de ter conversado com sua filha, e ter a nítida impressão de que a
mesma não a escutou. Fenômeno já conhecido das esposas, em suas tentativas
frustadas de falar com seus esposos durante partidas de futebol.”
O terceiro palestrante despertou
o riso descontraído na platéia, apesar da seriedade do tema abordado. O seu
sorriso e jovialidade mostravam que alegria e descontração fazem parte da nossa
natureza também, e não devemos deixá-los de lado por estarmos lidando com
assuntos sérios. Seriedade é postura interna e firmeza de propósito, e não
carranca expressa na fase com ausência de carinho. Buenas, retornando a
palestra... meu pensamento divaga às vezes...
“Não estamos afirmando que todo o artefato tecnológico que provoca tais
efeitos seja nocivo ou criação dos cientistas das sombras. Como toda ferramenta
tecnológica pode ser usada para coisas boas e más. Conhecemos excelentes
exemplos de bom uso, mas o que não é o foco da nossa palestra na noite de hoje.
O que nos preocupa, é associação dos dispositivos relatados pelo meu colega
antes, com os recursos imersivos de tais ambientes.
Vejamos se conseguirei explicar o cenário de
complexidade. Para isso tenho de recorrer ao conhecimentos de senso comum da
psique de todos os senhores e senhoras. Como espíritos imortais que somos,
trazemos em nossa bagagem a somatória de vivências inúmeras. Cada uma delas nos
propiciou diversos aprendizados, em intensidades diversas, mas sempre algum
aprendizado. Raízes comportamentais são exacerbadas ou dominadas, direcionadas
em tal tipo de vivência. Um extravagente pode aprender a dominar sua tendência
ao supérfluo numa existência como humilde agricultor em região pobre no sertão
nordestino.
Contudo, nossa maior dificuldade são com
aqueles aspectos da personalidade que ganham projeção, notoriedade ou poder...
Parece que quando Jesus nos disse “Vós sois Deuses” que nós levamos isso ao pé
da letra... e a soberba invadiu nossa almas...”
Novamente a platéia riu com a
graça do palestrante... Pai Joaquim só sorria com os olhos, puxados para o
lado, entendendo a estratégia de desarmar resistências internas que o
palestrante, hábil psicológo, estava adotando...
“De maneira característica, são nas vivências aonde desfrutamos de
poder, dinheiro, fama e força que moldamos aspectos doentios de nosso caráter,
que adquirem maior robustez. Deformidades, mais difíceis de serem contornadas,
despolarizadas de nossas mentes enfermas.
Em nossa jornada pelo cosmo, construímos um
uno formado de personalizadades múltiplas, que procuramos equalizar frente ao
nosso equilíbrio como seres conscientes no universo. Contudo, existências em
que nosso ego, de forma consciente, abusou, por exemplo, do poder. Onde
matamos, roubamos, extorquimos... causam deformidades em nossos corpos
emocionais, deixando chagas ... ou seriam... manias, desvios de conduta que
introjetamos profundamente e fortemente em nosso ser.
No caso em questão, imaginemos que traços
doentios de personalidade que jazem mais escondidos no subconsciente das
criaturas encarnadas, com o planejamento psicosocial da vida atual ...
planejada cuidadosamente pelo peritos no processo reencarnatório... poder ter
ambiente desfavorável para seu desenvolvimento ou reflorescimento. Propiciando
a criatura encarnada a pausa, o descanso indispensável, para o fortalecimento
do seu caráter.
Contudo, a criatura encarnada pode
instintivamente, e também guiada habilmente pelos agentes das sombras, ser
imerso num contexto “virtual” que recrie as condições do qual encarnado estava
sendo protegido.
Por exemplo, sem que isso represente uma
regra e só a titulo de ilustração, um indivíduo belicoso, de comportamento
indomável, acostumado em diversas reencarnações a descarregar seu instinto mais
bruto em guerras, campos de batalha e exércitos. A reincidência nessas
vivências, dispara automaticamente ressonâncias vibratórias que remetem o ser a
recair nas mesmas falhas, aprofundando chagas de remorso e desatino. Necessário
então, uma série de vidas, onde a estimulação destes ímpetos guerreiros fique
suavizada, transformando a obstinação em força construtiva e empreendedora.
Gerando conquistas que o ser encarnado se orgulhe e o reerga da trilha mental
já gasta no primórdio repetitivo de violência gratuita.
Imaginem então que após planejamento árduo
dos mentores responsáveis pela programação reencarnatória, que o pupilo
preparado para tarefas nobres, caia ou mergulhe nestes ambientes imersivos.
Qualquer outro, poderia explorar os recursos de troca e intercâmbio social,
arranjar amores, etc... Mas o nosso candidato ao sucesso reencarnatório seria
alvo fácil, pelos hábeis agentes das sombras, que induziriam o mesmo a
exploração das guerras virtuais, onde a violência como estratégia é a moeda
principal. Os sabores advindos com as conquistas virtuais, relembram o velho
“gigante”, ser adormecido dos sabores das vitórias das batalhas.
As pesquisas da neurociência terrena atual
já deslumbram que a sede do prazer no cérebro é acionada com a satisfação da
conquista. Neurotransmissores são produzidos e disparados no cérebro, caindo na
corrente sanguínea, trazendo euforia e
depois sensação de relaxamento, tal como no ato sexual[9].
Nada errado, com esse processo natural no ser humano, afinal é o impulso da
vida nos guiando, ajudando o ser biológico-psico-espiritual a viver no mundo e
evoluir.
Contudo, o desvio de personalidade se
instaura quando o encarnado, ao dar de frente com as dificuldade do mundo
terreno, os dissabores, os sacrifícios educativos do dia a dia. Onde de forma
planejada, as dificuldades foram organizadas para serem enfrentadas pelo ser
para a sua reeducação e fortalecimento espiritual. Quando tudo isso, representa
uma carga ou obstáculo que o ser terreno enfrenta arredio. Revoltado com o grau
de dificuldade, ou impaciente com o fluxo do tempo imposto, provavelmente para
seu aprendizado, rebela-se o ser, fugindo da realidade terrena para o campo da
realização virtual.
Lá nos campos imersivos, ele realiza o que sempre
realizou, conquista o que sempre conquistou, e a cada conquista, seu cérebro
acostumado as endorfinas da vitória, produz o ópio natural que lhe satisfaz de
maneira ilusória. Foge assim o ser encarnado da batalha simples do dia a dia,
do cotidiano às vezes entediante mas disciplinador do caráter, do esforço
justo de quem tomava à força o pão
conquistado no suor alheio.
Além do prejuízo psicológico e social, pelo
abandono as rotinas diárias do esforço gratificante do ser encarnado, que
abandona estudos, trabalho, famílias e deveres sem conta, a criatura sofre das
mesma expropriação, ou roubo energético explicado por um dos companheiros. No
picos de tensão emocional, nas horas de tensão, de medos, de grito de guerra ou
de revolta pela derrota, são liberadas cotas abundantes de ectoplasma, que são
habilmente aproveitadas pelos técnicos das sombras.”
Nesse instante, é mostrada na
tela espiritual uma grande lanhouse, própria dos centros urbanos onde dezenas
de adolescentes, gritando palavrões, outros ingerindo bebidas alcólicas, aos
urros e batidas de pés e mãos, como uma exército em combate, forneciam cotas de
recursos ectoplasmáticos, como mostrado em cenas anteriores. Muitos tinham
verdadeiros capacetes, que se moldavam perfeitamente aos fones de ouvido. Não
entendia bem o papel dos mesmos, mas era visível que tinham algum fim
prejudicial para o encarnado.
“De outro lado, vemos adultos construindo vidas amorosas e sexuais
ativas virtualmente. Alguns adotando gêneros e opções sexuais diferentes da de
encarnado, vivendo tramas virtuais, moldando papéis, roupas e trejeitos que
eram posteriormente vivenciados no desdobramento depois do sono.
A organização das sombras é invejável no
nível de detalhes, me perdoem a palavra.. mas nem nossos técnicos moldam com
tal riqueza de detalhes nossos postos de socorro no umbral... Na última
cidadela do astral que sitiamos com os Guardiões de nosso plano de defesa,
descobrimos uma que replicava nos mínimos detalhes o cenário de um mundo
virtual usado para encontros sexuais. Uma ilha de prazeres e luxúria, que de
tão perfeita em sua cópia, fazia o ser encarnado acreditar que ainda estava
jogando, e não desdobrado e vivenciando as suas perversões. Assim, nessa ilusão
criada, de que estava no “virtual”, somente se “divertindo”, de que “não era
real”, o ser encarnado se permitia... sem os bloqueios do pudor e do verniz
social, praticar os mais vis comportamentos.
Fomos informados pelos nossos superiores de
que tais cidadelas, espelho de mundos virtuais, não eram assim tão remotas ou
raras. Elas estavam se tornando comum, como técnicas das sombras. Até mesmo,
recriações de cenários de reality shows, programas de auditório e cenário de
novelas e sériados, eram construídos nas cidadelas e antros do astral com o
objetivos de iludir os encarnados durante o desdobramento do sono.
Meus irmãos, somente o conhecimento claro,
sincero, sem as amarras do preconceito, é capaz de libertar as criaturas, das
prisões onde todos nós nos algemamos por séculos. Estamos todos no caminho do
aperfeiçoamento, e todos nós que fizemos a opção pelo Cristo, precisamos estar
conscientes de nossas limitações morais, de nossas fraquezas.
Sabemos que nossos guias espirituais, nosso
Cristo planetário, não espera nossa perfeição. Ele espera o combate justo, o
trabalho perseverante no bem, o esforço em vencer gradativa mas ativamente
nossas tendências inferiores. Ele sabe que caíremos muitas vezes, nas pedras
que atiramos em nossos semelhantes, mas que mesmo com os joelhos machucados,
sejamos corajosos e nos levantemos para outro passo adiante.
Que o Cristo planetário nos ilumine as
consciências e capacidade de entendimento para a complexidade da vida pulsante
que está a nossa volta, em todos os planos e dimensões que vibramos como
espíritos imortais. Só um destino é certo para todos, e é a nossa evolução!”
Tão rápido como começou vi a
palestra terminar. As palavras e imagens vibravam em meu ser, tinha a impressão
de que tinha sido trasmitido muitos mais do que pude captar, mas tudo bem...
deixo isso pra eles que sabem o que fazem.
Pai Joaquim só me sorriu, sem que
eu dissesse uma só palavra, como que lendo meus pensamentos...
“É meu filho, é que a cabeça do encarnado é meio lenta, por isso
enviamos tudo em duas vias, uma pelos óios du fio e outra pelo coração...”
E batendo com a mão no meu peito,
eu apaguei ... e voltei a dormir.
Inspirado por Pai Joaquim
by Luis&Elisa
[1] “[...]Diante de tudo o
que era exposto pelos autores do Além — Júlio Verne, R. A. Ranieri e W. Voltz
—, fiquei imaginando coisas, situações e fiz minhas deduções, a partir daí.
Estes foram meus pensamentos naquela ocasião. Que seria a verdade científica ou
a verdade mediúnica, em seus estudos e abordagens? Verdade ou ficção? E onde
começa e termina cada uma? Até que ponto a ficção não encobriria uma realidade
além-física? Na ocasião em que Júlio Verne escreveu a respeito de uma viagem
imaginária à Lua ou ao centro da Terra, e outras do genero, foi duramente
criticado pois, que essas coisas soavam impossíveis; verdadeiro delírio para os
padrões da época. Quando Galileu insistiu em sua teoria, de que a Terra girava
em torno do Sol — e não o contrário —, foi severamente repreendido e levado aos
tribunais por aqueles que se julgavam únicos detentores da verdade e da
religião daqueles tempos, sendo forçado a abjurar suas convicções. Já pensou no
que enfrentou Alexander Fleming ao descobrir a penicilina e ter de
enfrentar os médicos, os cientistas da época que não aceitavam nem acreditavam
na sua eficácia? Suas teorias eram ficção ou realidade? […]” – Ângelo Inácio – “A Marca da Besta” – Psicograf.
Robson Pinheiro/Casa dos Espíritos.
[2]
“[…]Sem o perceber, a população tem-se deixado levar
por ideias difundidas através da televisão, da internet e dos demais meios de
comunicação, que têm em comum sobreviverem todos do patrocínio de corporações,
laboratórios e políticos, muitos deles intimamente associados aos ditadores do
submundo, nas profundezas astrais.” – Ângelo Inácio – “A Marca da
Besta” – Psicograf. Robson Pinheiro/Casa dos Espíritos.
[3]
"Como os odores, eles [os fluidos] são designados pelas suas
propriedades, seus efeitos e tipos originais. Sob o ponto de vista moral,
trazem o cunho dos sentimentos de ódio, de inveja, de ciúme, de orgulho, de
egoísmo, de violência, de hipocrisia, de bondade, de benevolência, de amor,
de caridade, de doçura etc. Sob o aspecto físico, são excitantes, calmantes,
penetrantes, adstringentes, irritantes, dulcificantes, soporíficos,
narcóticos, tóxicos, reparadores, expulsivos; tornam-se força de
transmissão, de propulsão etc. O quadro dos fluidos seria, pois, o de todas
as paixões, das virtudes e dos vícios da humanidade e das propriedades da
matéria, correspondentes aos efeitos que eles produzem" – “A Gênese” – Alan
Kardec/Ed. FEB.
[4] “PERGUNTA: — O que significam “endereços
vibratórios” da vítima do feitiço?
RAMATIS: — O feiticeiro submete o sapo ao processo de “eletrização”, mas
o faz no sentido de transformá-lo num campo magnético subversivo. Em seguida,
coloca-lhe no ventre os objetos roubados ou desmaterializados da vítima, como
botões, fragmentos de cigarros, fotografias, cabelos, moedas, medalhas,
abotoaduras, anéis ou agulhas, que estão impregnados do éter-físico da mesma.
Esses objetos servem de veículo, elo ou endereço vibratório para projetar os
impactos do feitiço, e que vibram nas entranhas do sapo na freqüência comum do
seu próprio dono. Eles induzem ou orientam, qual o objetivo a que devem
projetar-se as corren- tes fluídicas enfermiças produzidas pelo sofrimento
atroz do sapo!
Semelhante à lei física que disciplina o fenômeno dos vasos
comunicantes, os fluidos algo densos emitidos pelo sapo e acasalados às
emanações dos objetos da vítima ten- dem a buscar a sua fonte original num
circuito fechado e de resultados perniciosos. Os “endereços vibratórios” são os
pró- prios objetos da vítima colocados no ventre do sapo e que funcionam à
guisa de “cartão de visita” do seu portador!” – Ramatis – “Magia de Redenção”
– Psicograf. Hercílio Maes/Ed. Conhecimento.
O processo aqui descrito de “endereçamento vibratório” parece funcionar
de maneira inversa, mas na mesma lógica. Não podendo levar algo da vítima até o
local ou material magístico negativado, as trevas “materializam” pequena porção
de material negativado nas entranhas da pessoa, e esta pequena porção liga a
vítima ao circuito fechado mórbido. O próprio Robson Pinheiro relata caso
semelhante no qual sofreu envenenamento radioativo por materialização de
pequenos elementos em seu alimento ou dentro de seu corpo.
[5]
“[…]Tal situação é conhecida
entre nós como ressonância vibratória.
Isto é, o encarnado absorve os fluidos do ser em desequilíbrio, que está
mentalmente comprometido e cujo perispírito apresenta grave contaminação por
elementos pertinentes à esfera astral, tais como matéria tóxica, larvas,
bactérias e outras criações mentais totalmente integradas ao corpo espiritual
dessas entidades.
O quadro pode se tornar ainda mais complexo quando os feiticeiros se
associam aos seus pares na dimensão extrafísica. Afinal, é natural que atuem em
conjunto, dada a sintonia que existe entre eles por conta das ações mórbidas
que empreendem, independentemente de estarem deste ou de outro lado da vida.
Assim, se o feiticeiro do astral tiver um poder mental e hipnossugestivo mais
intenso, ele poderá inclusive manipular certos vírus e bactérias cultivados em
pântanos e charcos do umbral, que ordinariamente só se encontram em regiões
inferiores, com vistas a transferi-los para o corpo físico de seus alvos. […]” – Ângelo Inácio – “Legião”
– Psicograf. Robson Pinheiro/Casa dos Espíritos.
[6]
“Um dos espíritos partiu,
deixando Caio na companhia do outro. Desse instante em diante, notamos como
intensificou sua ação sobre o rapaz, absorvendo-lhe diretamente do hálito e do
plexo solar energias mais materializadas.
— Durante o estado de indução espiritual — continuou falando Pai João —,
existe a transferência da energia desarmônica do espírito para o indivíduo.
Esse processo poderá agravar inúmeros fatos precedentes, fazendo, por exemplo,
com que lembranças adormecidas no psiquismo de Caio venham à tona com maior
intensidade do que se despertassem de forma espontânea. Isso poderá provocar flashes ideoplásticos em sua mente,
acendendo antigos problemas, que ele ainda não está preparado para enfrentar.” – Ângelo Inácio – “Legião”
– Psicograf. Robson Pinheiro/Casa dos Espíritos.
[7] Tela
búdica, atômica ou etérica. “[…]A tela
atômica ou etérica do indivíduo, estrutura que se localiza entre o duplo
etérico e o perispírito e é responsável pela defesa psíquica e imunológica,
literalmente se rasga e é afetada. É muito semelhante ao que ocorre com a
camada de ozônio em torno da Terra, em resposta às agressões ambientais; pode
mesmo comparar essa película protetora que envolve o indivíduo com a tela
etérica. Uma vez afetado o campo etérico pelas causas citadas, torna-se muito
fácil que fluidos energias infecciosas sejam absorvidos pela aura de qualquer
pessoa. – Ângelo Inácio – “Aruanda” – Psicograf. Robson Pinheiro/Casa dos
Espíritos.
[8]
“Mas essa revolução do conhecimento, da informação
e da inteligência humana, não passa incólume diante da ação de espíritos
muito mais experientes do que os homens encarnados. Sob esse prisma, buscamos
estudar como a hipnose e a indução magnética estão se tornando também cada
vez mais difundidas e globalizadas, usando os recursos da mídia, da tecnologia
e do ciberespaço. Não há como circunscrever a atuação dos espíritos das
sombras e, lamentavelmente, vemos avançar também as modernas técnicas de
obsessão, com o aparecimento da internet e dos meios de comunicação mais
modernos. O uso de drogas virtuais, a dependência crónica de salas de
bate-papo, chats, redes sociais, entre outras ferramentas, têm contribuído,
também, para a derrocada dos valores morais, éticos e humanitários pois,
através desses mecanismos, os lares são invadidos, perde- se a privacidade, e
o domínio das mentes torna-se algo muito mais real do que nos filmes de
ficção.” – Ângelo Inácio – “A Marca da Besta” – Psicograf. Robson Pinheiro/Casa
dos Espíritos.
[9]
“[…]Atualmente estou
desenvolvendo a droga virtual, em aliança com os outros poderes. Utilizo-me de
ondas sonoras irradiadas através da internet, acarretando, sobre o cérebro,
consequências de ordem alucinógena. Em minhas pesquisas e na criação de
drogas virtuais eu, juntamente com meus representantes e ministros que estão
encarnados em diversas partes do mundo, sintonizados comigo, aprimoramos
efeitos sonoros e visuais para serem difundidos pelo mundo virtual, causando
resultados semelhantes aos obtidos por drogas, há muito conhecidas dos terrenos,
como heroína, Valium, cocaína, ópio, ecstasy e outras mais. Tudo isso,
aliado a um comando hipnótico inserido nessas ondas sonoras, provocará um
impacto aterrador na juventude. Ela ficará completamente à mercê das novas
tecnologias virtuais, que simularão, em sua mente, sensações de orgasmo,
tristeza, felicidade, apatia, euforia e diversas alucinações, conforme o grau
administrado via internet, agindo nas ondas cerebrais de forma sutil ou
ostensiva.[…]” – Ângelo Inácio – “A Marca da Besta” – Psicograf. Robson Pinheiro/Casa
dos Espíritos.