A MATA REVELA SEUS SEGREDOS – Parte 1
TRIAGEM E TRANSPORTE ESPIRITUAL
Engana-se quem enxerga na mata somente a realidade palpável
de sua riqueza biológica, julgando que na vida pulsante visível aos olhos se
encerra a realidade existente por entre folhas, raízes e troncos. A vida
desdobra-se em inúmeras facetas e dimensões, e a realidade extrafísica assume
aspectos ainda mais ricos e detalhados. A vida nas matas não foge deste
contexto, e o pulsar da vida exige atenções e cuidados na sua contraparte
energética e astral.
Marabô, ou melhor dizendo, um representante desta falange
espiritual de guardiões das matas, coloca-se de maneira cordial mas sempre
atenta junto ao recanto espiritual neste pedaço do céu na terra que chamamos
carinhosamente de Trilha.
Lugar sagrado e abençoado por nosso pai criador que tem
abrigado ao longo dos séculos a existência de numerosas etnias e tribos, tanto
da realidade física quanto espiritual.
Remonta aos índios Tapes os primeiros sinais conhecidos de
ocupação de suas montanhas e cascatas, mas estes também já encontraram no local
sinais de ancestralidade ainda mais antiga. Fato que auxiliou os responsáveis
mágicos daquelas tribos a identificar a sacralidade daquele local já em suas
primeiras excursões exploratórias pela região.
O guardião neste primeiro contato auxilia-nos a elucidar
que as primeiras organizações espirituais que se estabeleceram sobre este lugar
sagrado, já tinham a preocupação em preservar ou evitar a profanação das
energias divinas de locais como este.
Por algum motivo que ainda desconheço, determinadas regiões
ou localidades são mais propícias a reunião de energias da natureza de forma
mais intensa[1],
como uma fonte de abastecimento de energias aos espíritos da natureza ou
elementais, como queiram, e outras formas de organização na contraparte astral
como postos de socorro, colônias e portais dimensionais de transporte. De uma
certa forma, sinto que este local guarda um pouco de tudo isso ao mesmo tempo,
não consigo com clareza compreender como isso ocorre, mas tenho a esperança de
que esta aproximação com Marabô irá me trazer esclarecimentos úteis para
aumentar a minha confusão ou diminuir a minha ignorância...
Não importa qual o caminho ou objetivo final destas
interlocuções, mas me sinto privilegiado por Deus e pela mãe natureza em estar
junto com Marabô, num local como este e compreender um pouco melhor a sua
história ou função nos dias atuais e num passado nem tão distante assim.
Comecemos do princípio, a formação geológica do planeta
também segue a propósitos divinos, segundo está sendo mostrado a conjunção de
forças no interior do planeta também é controlada por espíritos responsáveis e
segue o influxo do desejo da mente superior que governa o nosso planeta, o
Cristo cósmico. Os Avissais[2],
elementais do reino cristalino e rochoso, sob o comando de espíritos
responsáveis pela engenharia planetária, direcionam o fluxo do magma e
manipulam o escoamento de elementos materiais (óxidos, sílica, ouro, prata,
ferro e demais elementos da tabela periódica) com precisão cirúrgica, como
verdadeiras artérias vivas a fluir o sangue mineral no interior do planeta.
Objetivam com isso criar as condições geológicas ideais,
com diversas misturas de elementos que sob as condições corretas de temperatura
e pressão, resfriamento e hidratação por água, darão origem as formações
cristalinas e rochosas que irão compor a geologia do local.
As limitações de encarnado numa mente pouco disciplinada e
adestrada são terríveis, sinto que o guardião projeta imagens que elucidam e
mostram de forma acelerada e didática tais processos, mas só consigo perceber
borrões e pequenas cenas, ainda que compreenda a mensagem do contexto. Talvez,
por misericórdia e pelo comando mental vigoroso a que Marabô me submete para não
distorcer tanto sua mensagem a perda não seja tão significativa, mas rogo o
amparo do alto para não deformar tão importante aprendizado.
O que importa neste caso, é perceber que assim como em
outros milhares de lugares espalhados pelo nosso planeta e em graus de
intensidade e complexidade ainda maiores, aqui no Trilha foram previstos e
estruturados diversas combinações cristalinas, formações rochosas e cavernas
interiores com uma finalidade magística e de cunho energético-espiritual.
Estruturas que vêm sendo usadas pela espiritualidade superior e, por vezes, infelizmente
algumas outras, até pelas organizações das trevas com fins menos nobres, ao
longo da história da humanidade.
O guardião se aproxima um pouco mais e, pegando-me de
surpresa, amigavelmente põe o braço sobre o meu ombro dizendo:
“O sagrado muitas vezes
transcende aos olhos de vocês encarnados, num sentido de que os desdobramentos
e a organização envolvida nestes locais, assumir caráter de importância mais
complexo e amplo do que suas mentes conseguem conceber.”
O fato é que com uma intencionalidade que agora me espanta,
tanto esse lugar quanto milhares de outros, pelo que vejo, funcionam e se
prestam a uma série de atividades espirituais e energéticas. Sinto-me um pouco
ansioso em saber mais, fazer perguntas e expandir meus conhecimentos, mas tenho
que controlar a curiosidade para não interferir ainda mais no processo.
Como já é do conhecimento de muitos, o fluxo de espíritos
entre as regiões espirituais que circundam a Terra e a crosta terrestre é
intenso e necessário. Diariamente milhares de caravanas, com fins diversos, são
organizadas e levam recursos, equipamentos e espíritos enfermos e revoltados,
de uma localidade espiritual para outra. A Terra seria um local bem mais
insalubre na sua contraparte etérica, caso os fluxos migratórios não fossem
sabiamente controlados por mentes competentes e adestradas no comando planetário.
Contudo, o dispêndio energético gasto na movimentação
destes grupos espirituais é elevado[3],
pois não se trata do deslocamento astral de um espirito cônscio de sua natureza
divina e em equilíbrio com o cosmo, que de acordo com sua evolução é capaz de levitar
ou teletransportar-se de uma localidade para outra com a força de sua vontade.
No caso aqui exposto, falamos da ocorrência da maioria das caravanas
socorristas que transportam enfermos e desequilibrados de toda ordem. Mesmo com
o amparo do alto, da prece intercessória, o dispêndio energético é avolumado e
obriga os caminhantes a pausas necessárias para reenergizar a padioleiros e
maqueiros em expedições socorristas.
Desta forma, o mundo maior projetou portais de transporte
interdimensionais que facilitassem o fluxo de quantidades mais expressivas de
espíritos, em caravanas de maior vulto ou necessidade estratégica determinadas
pelos guardiões planetários. Estes locais aproveitam-se da estruturação
energética dos referidos sítios vibracionais constituídos de potencial
cristalino e rochoso específicos e próprios a este propósito.
Marabô percebe a minha estranheza ao escrever “Portais
interdimensionais” pois não desejo parecer ufanista, nos aspecto pejorativo ou
extremado de mau uso do termo.
“Acalma a tua mente e procura não julgar
simultaneamente as informações, o que pode causar prejuízo ao fluxo de ideias.
Mas bem sabes tu que as diversas camadas dos planos espirituais, coexistem em
estágios vibracionais próprios, não se trata portanto de um em cima e embaixo
como suas visões simplistas gostam de convergir. Necessariamente uma colônia
espiritual não está no alto, como uma zona umbralina não precisa estar embaixo
dos teus pés.
Se aceitas que espíritos estão a tua volta e
cruzam o teu espaço, sem se chocarem ou impactarem teu corpo físico, é
perfeitamente viável que eles também guardem diferença de percepção entre si na
realidade extrafísica. Por exemplo, ao teu redor neste instante circulam quatro
espíritos desencarnados, dois que fazem a tua segurança astral percebem os
demais, mas os outros dois habitantes deste espaço sagrado, movem-se e percebem
uma realidade própria, de acordo com as condições espirituais de que são
portadores. Não são maldosos, mas estão em recuperação em postos socorristas de
natureza e objetivos espirituais diferentes.
Estes dois espíritos convalescentes não
conseguem perceber-se um ao outro. Chego a lhe dizer que eles tem percepções um
pouco diferenciadas da realidade astral deste recanto da natureza. Em seus
movimentos de deslocamento, como agora mesmo, cruzaram-se no mesmo espaço sem
perceberem-se mutuamente. Pois bem, se nessa pequena área, temos cinco
realidades coexistindo, a tua de encarnado, a dos guardiões, a do primeiro e a
do segundo enfermos, e outra dos elementais, porque não compreender que esse
número não é limitado. Expanda seus conceitos...”
Retomando a explicação, locais como este aqui no Trilha
reúnem as condições astrais e energéticas para facilitar o deslocamento de
grandes contingentes de espíritos. Assim como, do reabastecimento de naves de
transporte[4],
sondas de prospecção e monitoramento, pequenos veículos de vigilância e naves
de transporte orbital.
Novamente uma pequena agitação íntima foi suficiente para
que o guardião ampliasse o influxo mental e explica-se:
“Antes que você me pergunte de novo,
transporte orbital refere-se a veículos próprios[5]
para deslocamentos até bases operacionais, colônias e laboratórios que ficam na
estratosfera, na região espacial entre a Terra e a Lua, e até mesmo para
transportes até o satélite natural terreno. A Lua como já foi informado por
outros autores espirituais, guarda importante base de nosso comando planetário
superior[6].
De lá emanam as ordens de nossos guardiões maiores, autorizadas por Miguel.
Chamamos de transporte orbital por não ter condições etéricas e de sustentação
da vida e proteção dos corpos astrais, para viagens a outros orbes e planetas,
mesmo que dentro do sistema solar.
Pelo menos, com a tecnologia por nós
desenvolvida, estes veículos possuem estas limitações. Outras tecnologias de
transporte, não são propriedade da nossa organização aqui no Trilha e ficam por
conta e posse dos amigos das estrelas. Mas esse é um assunto que não é objetivo
deste nosso pequeno conto, não é mesmo?”
Pequenas imagens ou trechos de um vídeo editado são
projetadas em nossa tela mental por Marabô, o que auxilia a entender alguns dos
cenários mostrados.
“No que se refere ao quesito de transporte,
esta localidade reúne as condições necessárias para a função. Contamos aqui com
espaçoporto com docas ou plataformas apropriadas a cada fluxo ou natureza de
transporte. Até mesmo alojamentos e, porque não dizer, celas apropriadas a
natureza de pequenos grupos, assim como celas individuais, todas com campos de
contenção[7]
adequados a natureza energética e vibratória de futuros passageiros.
As celas são utilizadas quando da reunião de
espíritos revoltosos, que triados e classificados de acordo com suas
necessidades cármicas de reajuste espiritual, são reunidos por afinidade
espiritual. Evitando que espíritos com necessidades corretivas ou de reajuste
espiritual diversos, convivam no mesmo ambiente, criando suplícios equivocados
para alguns e gerando prazer em outros. Como infelizmente acontece em vossos
presídios terrenos.”
As imagens eram projetadas, mas tive a impressão de estar
rememorando um passeio feito durante o sono por estes locais. No que recebi a
concordância do guardião, explicando que isso facilitava o processo de
intercâmbio e descrição neste momento da escrita. O passeio pelo local onde
estavam os alojamentos, mostrou a existência de celas menores, não cubículos
subhumanos como aqui na Terra, mas quartos individuais como os terrenos, com
cama, algo como uma mesa e um reservado como vaso sanitário e pia. Mas as
paredes, segundo pude perceber pelo aumento da percepção visual induzida, eram
compostas por camadas cristalinas diversas, não sendo possível dizer o que era
cristal e o que era campo de força. Pareciam um mix de campo de energia mais
sútil e outra mais compacta lembrando estrutura cristalina.
“As necessidades de contenção aqui
encontradas, vão muito além da necessidade de contenção física. Alguns
espíritos apresentam condições deletérias[8]
tão severas, que é necessário o isolamento viral e bacteriológico, assim como
isolamento para vibrações radiotivas, para espíritos resgatados de zonas
abissais mais profundas e próximas ao núcleo ou jazidas radiotivas terrenas.
Outros ainda, apresentam poder mental tão
dilatado ou morbo psíquico tão doentio, que causariam loucuras e vertigens nos
outros passageiros a serem transportados, caso fossem envolvidos na aura
pestilenta de uns e agressiva de outros. De toda forma, temos recursos de
contenção adequados a cada caso, e os espíritos só são reunidos em pequenos ou
médios grupos quando conveniente e possível. Pois as segurança e a saúde de
nossos trabalhadores está em primeiro lugar.”
Ainda pude perceber refeitórios, locais para palestras,
alojamentos para os guardiões, enfermeiros e médicos do local e sem número de
outras instalações que não tenho ideia para que servem. Muitas instalações
projetam-se para dentro da estrutura dos morros. Não visualizei muitas
estruturas externas com elevação na superfície. Foi-me explicado que a riqueza
biológica, o verde abundante tem função equilibradora e medicinal, sendo aproveitada ao máximo, com isso a
natureza é o revestimento máximo usado na parte da superfície deste local
sagrado.
Fui convidado a pequena excursão noturna de forma a
aprofundar meus conhecimentos sobre a contraparte astral do Trilha. Durante a
noite após um período breve de refazimento e projetos pessoais, fui conduzido
para o Trilha que apesar de findando a noite terrena já apresentava uma
luminosidade como se o Sol tivesse raiado mais cedo aqui neste local.
A movimentação era intensa, com grupos vestindo roupagens
diversas e entabulando conversas circulassem
por caminhos demarcados nas matas. Alguns caminhos eram familiares mas
apresentavam uma espécie de pavimentação com iluminação embutida mas não
brilhante.
Marabô esclarece que esta dimensão percebida é a
relacionada ao posto de socorro e transporte oficial da localidade, mas que nem
todos os espíritos que se circunscrevem a região percebem o local da mesma
forma. Fomos recebidos por um guia itinerante que teria a função de explicar
mais alguns detalhes do posto socorrista.
Um tom jovial no rosto de Sérgio não me permitia ter muita
clareza da idade dele, claro que era só uma aparência que por certo não tinha
nenhuma correlação com sua experiência pessoal e grau de conhecimento, mas é a
velha mania de tentarmos classificar ou enquadrar as pessoas em nossos padrões
de observação.
“Seja bem vindo meu amigo, a noite foi
movimentada pois a poucos instantes recebemos expressivo número de espíritos
resgatados por uma falange de boiadeiros. Como é de costume temos a colaboração
expressiva destes falangeiros que tem desempenhado função importante no resgate
de espíritos desavisados e perdidos que ficam na psicosfera terrena na região
da colônia, como é conhecida por vocês aqui no Sul do país.
Mas poderás ter um contato com um deles que
é nosso colaborador assíduo e que tem chefiado algumas expedições de socorro e
recolhimento.”
Dizendo isso, abraçou-me e apontou a direção para onde
deveríamos nos dirigir. Apesar de ter vontade de olhar para todos os lados para
registrar melhor o ambiente, sentia como que uma constrição mental, não chegava
a ser um bloqueio, mas algo que direcionava a minha cabeça a olhar para a
frente e para o amigo que me acompanhava nessa visita de reconhecimento.
“Não se sinta estranho, como a carga de
informações é muito grande e você não tem a mente treinada para isso, seria
muito natural você ter uma sobrecarga ou ver algo que lhe chocasse, gerando uma
confusão mental que teria um efeito desastroso sobre suas lembranças,
prejudicando totalmente o objetivo da excursão desta noite.
Somos forçados a reduzir tuas percepções e
evitar que percebas ou olhes detalhes em demasia, que funcionariam qual uma luz
incandescente de uma vela a queimar a mariposa deslumbrada.”
É, não é fácil pessoal, ainda temos que nos preparar a
altura para qualquer tarefa espiritual. Creio mesmo que na maioria das vezes
perdemos oportunidades preciosas de trabalho por não dar as condições mínimas necessárias
para pequeninas tarefas como essa, por exemplo, de uma pequena visita
espiritual aqui na crosta mesmo!
Chegando próximo a uma bifurcação entre duas trilhas, veio
um homem alto, de ombros largos e sorriso no rosto, vestia um singelo colete de
cor marrom, como a lembrar um colete de couro tipo daqueles de vaqueiros de
filmes, não vi nenhum chapéu ou botas, como mais tarde ficaria pensando, no
imaginário construído sobre esta falange.
“Bem vindo vivente! Então queres compreender
um pouco mais nossa missão de trabalho nestas estradas e campos?”
Falou isso dando um abraço forte, que se fosse na carne com
certeza faria meus ossos estalarem. Fiquei algo constrangido, por sentir que
ele me conhecia mais do que eu a ele. Algo familiar, mas que não vinha a mente
naquele instante, de onde eu conhecia esse sujeito?
Sérgio aproveita o meu espanto e explica a João Boiadeiro o
propósito da minha visita e o projeto que estava iniciando com o guardião
Marabô. Ao falar o nome do sujeito, relembrei a intervenção dele numa de nossas
rodas de fogueira noturnas que alegremente acendíamos com os amigos aqui no
Trilha em algumas ocasiões.
Naquela noite, em especial, João Boiadeiro tinha se
manifestado explicando ao casal dono da reserva, que estava trazendo um grupo
de espíritos para ser socorrido e transportado para outras paragens.
“Tá lembrando agora criatura? Sou eu mesmo,
João Boiadeiro. Nossa responsabilidade é grande e temos um trabalho sério a
desempenhar como falange nessa região do estado do Rio Grande do Sul.
Tal qual aquela vez em que me viste
chegando, continuamos na mesma linha de atuação. Sendo que neste período de
Carnaval aumenta a dificuldade e seriedade do intento. O consumo ainda mais
acentuado de álcool, drogas e a ideia de “soltar a franga” nas épocas de folia,
que muitos encarnados assumem nessa época, cria condições favoráveis para que
espíritos que ficam normalmente mais circunscritos a determinadas regiões do
astral inferior, acessem o plano terreno.
Não tem gente que diz que no carnaval abrem
os “portões do inferno” para essa turma vir a Terra? Boiadeiro não vai dizer
inferno, mas que tem até criatura fantasiada de capeta e de diabrete que vem pular
com os irmãos de carne, ah! Isso Boiadeiro não vai negar não!
Lá na cidade as coisas devem ficar mais
complicadas, mas aqui nas estradas de terra e nas propriedades rurais, nossa
falange trabalha em parceria com os Guardiões especialistas destas vias na colônia.
Aqui as necessidades de proteção e encaminhamento espiritual divergem um pouco
daquelas da cidade. Pois aqui temos a abundância de espíritos da natureza[9]
que em sua inocência, podem ser manipulados por magos das sombras e serem
levados junto a grupos de algazarra, pelo contato com encarnados em desequilíbrio.
Imaginem a cena de um agricultor acostumado
na lida com a natureza, respeitoso e amante de sua pequena propriedade, que
cuida com carinho do pedaço de terra que Deus lhe confiou. Com zelo e carinho
pelas matas e animais vai granjeando a simpatia e atraindo pequenos seres e, às
vezes, pequenos grupos de espíritos elementais[10]
que lhe auxiliam ou atrapalham em seus afazeres rotineiros da lida no campo.
Neste cenário, visualize como se dará a
interação entre eles, se na época do carnaval este ordeiro agricultor sai para
beber e farrear com outros tantos, formando um verdadeiro bloco da baderna,
beberagem, luxúria e outras coisas que se tornam propícias nestes períodos de
momo. Nada contra a diversão sadia de quem sabe se manter no seu lugar e não extrapola
soltando o seu lado animal.
O problema é que temos encontrado junto a
turba de espíritos dementados, beberrões, sexólatras e até assassinos, alguns
espíritos da natureza que foram arrastados nessa vibração. E que depois são
habilmente manipulados por espíritos de maior perversidade e inteligência para
fins menos nobres de magia e escravidão.”
João Boiadeiro mostrou o semblante mais carrancudo, como se
estivesse bravo, pois ele emprestava e deixava claro em sua voz a indignação
com essa corrupção das forças da natureza, que com certeza são muito
respeitadas por ele e sua falange de trabalho.
“Por isso, que não descansamos e redobramos
nossos esforços nesse período para recolher e dispersar essas turbas aqui na
região rural. Com a assistência insuperável dos Guardiões dos caminhos,
recolhemos os espíritos por eles aprisionados nos campos de força, próximos a
encruzilhadas específicas e outros locais que não me convém agora falar aqui.
Nossa falange retira as criaturas e faz já uma classificação inicial,
colocando-os em comboios próprios que trazemos para cá para serem depois
reencaminhados para estruturas mais amplas e especializadas de tratamento,
recuperação ou correção!”
“Puxa!” – disse alto mesmo sem abrir a boca – “ A coisa é
séria mesmo. Não pensei que além dos próprios espíritos desocupados, pudéssemos
atrair também espíritos de regiões próximas a Terra, e ainda menos, que a gente
atraísse até elementais para nossos desregramentos no período do Carnaval.”
Eu estava realmente impressionado com a complexidade dos
envolvimentos e de como arrastamos até outras pessoas e seres em nossos
desvarios. Mas fiquei relacionando a importância do trabalho articulado entre
as falanges dos Boiadeiros e dos Guardiões, responsáveis pelas estradas e
ruas terrenas. Também me intrigou a necessidade da triagem imediata de
espíritos já na fase de transporte até a nossa localidade do Trilha.
“O filho desconhece que cada um tem sua
natureza? Nem todos são mal intencionados, a ignorância ainda é a mola mestra
deste tipo de atuação. Por isso, não é raro encontrarmos aqueles que ficam
nestas turbas quase num “efeito manada” sendo arrastados numa cauda magnética
inferior de blocos e trenzinhos elétricos ou salões de baile, por não saberem
que estão desencarnados. Normalmente, ficariam um grande período dentro de
lares que não cultivam a oração, vivendo junto a seus familiares, a estranhar a
falta de diálogo, mas em suas rotinas de comer, trabalhar e dormir, numa ilusão
que se mantém por anos a fio.
Contudo, a baixa condição vibratória, o
apego as sensações terrenas torna-os prezas fáceis, com num “canto de sereia”
são atraídos e imantados a essas “turbas de foliões desencarnados” que num
“trenzinho de carnaval” irresistível, ficam acoplados. A Justiça Divina que não
perde da oportunidade de fazer o bem, mesmo na ação do mal, vale-se da retirada
destas criaturas iludidas dos lares de sua afeição e os captura nas armadilhas
astrais-energéticas montadas pelos Guardiões.
Infelizmente, nem todos tem o merecimento de
cair nas armadilhas dos Guardiões para serem conduzidos por nós para lugares
compatíveis com suas necessidades regeneradoras. E muitos acabam sendo depois
levados para cidadelas no astral inferior, onde de acordo com o nível de
enxarcamento de fluídos vitais restantes, os mesmos são sugados, dementados e
vilipendiados até a exaustão de suas forças.
Como o filho já conhece, é a Lei atuando no
esgotamento da criatura, dentro do mistério da Lei dos Guardiões, para que
a criatura retorne para os braços do criador. Mas esse é o caminho mais difícil,
longo e tortuoso né vivente!
Assim Boiadeiro prefere, sempre que a
misericórdia e a justiça divina permite, levar esses rebanhos capturados de
volta a casa do Pai, por um caminho mais curto e cheio de amor... haha ...
ainda que muitos inconformados e chucros, fiquem corcoveando e não concordem.
Mas nada que uma espora carinhosa e um chicote de luz, só pra assustar... haha ...
não ajudem a acalmar. Doente caprichoso a gente trata com carinho mas com
firmeza!”
E foi, assim que me dando outro abraço “quebra ossos” o
João virou as costas e se foi, rindo e cantando alto um ponto que eu não
consigo nem repetir, mas que era bonito de dar dó.... êta cabeça pequena para
registrar tanta informação. Tenho que aprender a plasmar um gravador digital
que toque quando desperto na Terra, pelo menos, para as músicas e pontos que
escutamos aqui desse lado.
A claridade no horizonte já estava aumentando
significativamente, e algo instintivamente me dizia que a visita estava
acabando. Tinha vontade de ficar mais, conversar com outras pessoas e
trabalhadores do local, mas vi que todos estavam ocupados, descontraídos e
conversando, mas indo para algum lugar. Se tinha alguém ali em estado
contemplativo, eu não vi não.
“Meu amigo, como tu mesmo já estás percebendo,
é preciso retornar para o corpo físico.
Marabô pede que eu te explique que o objetivo desta pequena história foi
atingido. O recado em sua essência básica de interesse de nossos gestores aqui
na Trilha foi alcançado. Pequenos erros e distorções fazem parte desta
caminhada que se inicia. Não vais ter apoio de quase ninguém e não receberás
elogio. O que é muito bom para curar o ego adoecido e cultivar a humildade.
Continua o esforço das notas de rodapé
esclarecedoras e corretivas. Como contos ficcionais de cunho espiritualista, as
histórias podem trazer alegria e estimular a outros a um estudo mais sério e
aprofundado da realidade extrafísica. E se assim alguém proceder, já teremos
auxiliado muito.
Agora senta aqui neste banco, fecha os olhos
e elevemos nosso pensamento ao nosso Pai Criador em prece por mais essa
oportunidade!”
Com essas palavras foi que Sérgio colocando o braço ao
redor dos meus ombros, tocou com a palma da mão em meu chackra cardíaco,
tranquilizando e me colocando para dormir.
Inspirado por Guardião Marabô
by Luis&Elisa
FICÇÃO ESPIRITUALISTA
Essas histórias ou estórias são ficção[11],
qualquer semelhança com a realidade é mera coincidência!
[1] Sítios vibracionais ou Pontos de Força seriam a
referência mais aproximada ou correta relativo a estas localizações no plano
físico e astral. Recomendo a leitura do post “Pontos de Força” no blog Luz na
Umbanda, disponível em
http://luznaumbanda.blogspot.com.br/2014/02/pontos-de-forca.html
[2] Avissais na explicação do
espírito de João Cobu: “Temos ainda os elementais que se relacionam à terra, os
quais chamamos de avissais. Geralmente estão associados a rochas,
cavernas subterrâneas e, vez ou outra, vêm à superfície. Atuam como
transformadores, convertendo elementos materiais em energia. Também são
preciosos coadjuvantes no trabalho dos bons espíritos, notadamente quando há a
necessidade de criar roupas e indumentárias para espíritos materializados.
Como
estão ligados à terra, trazem uma cota de energia primária essencial para a
reconstituição da aparência perispiritual de entidades materializadas,
inclusive quando perderam a forma humana ou sentem-se com os membros e órgãos
dilacerados.” –
Ângelo Inácio – “Aruanda” – Psicograf. Robson Pinheiro/Casa dos Espíritos.
[3] “[…]Durante muito tempo, os espíritos socorristas se viram obrigados a
extraordinário dispêndio de energia mental para se manterem no ambiente hostil
das dimensões inferiores e, ao mesmo tempo, desenvolverem suas tarefas de
assistência espiritual. Diante dessa realidade, aplicando os recursos da
engenharia sideral, os peritos do Plano Superior desenvolveram uma ideia ou um
clichê, materializando-o, através da concentração da mente nos fluidos do meio
astral. Fizeram isso, primeiramente, a partir da aglutinação de material
fluídico existente nas regiões elevadas, conferindo-lhe uma forma aparente, que
deu surgimento ao aerobús, uma espécie de nave que serviria tanto de transporte
como de abrigo temporário aos espíritos em missão nas regiões mais densas. […]”
– Ângelo Inácio – “Legião” –
Psicograf. Robson Pinheiro/Casa dos Espíritos.
[4] Encontramos outra forma de
abastecimento dos veículos de transporte no plano astral, como explicado a
seguir pelo espírito de Jamar: “O aerobus
tem por finalidade dinamizar o transporte dos espíritos sem consumir larga
quota de energia mental, a qual poderá então ser direcionada a outras
atividades. Esse veículo astral é capaz
de se mover a velocidades incríveis e de se adaptar às constantes
mudanças de ambiente, de acordo com a dimensão em que os tarefeiros encarnados
e desencarnados estagiam. Absorvendo energias do imenso reservatório natural,
usa como combustíveis a própria matéria astral e as partículas de antimatéria
do ambiente astralino, elementos que têm a vantagem de nunca se esgotar. Os
cientistas da alta espiritualidade desenvolveram uma forma de transformar a
matéria mais densa das regiões inferiores, utilizando usinas e transformadores
tão potentes que sua eficácia supera em muito as usinas atômicas da Terra.
Equiparam cada aerobús com essas miniusinas, capazes de acelerar as partículas
subatômicas da matéria astral e exercer empuxo para que o aerobús atinja a
velocidade desejada pelo espírito que o conduz.” – Ângelo Inácio – “Legião” – Psicograf. Robson
Pinheiro/Casa dos Espíritos.
[5] O espírito de Jamar também
esclarece sobre outro tipo de naves de transporte para planos elevados ou
planetas. “Esse modelo específico de
aerobús, ou nave de resgate, como
também é conhecido, atende também a outros objetivos — continuou Jamar. — Na
realização de excursões a outros planos mais desenvolvidos do universo ou a
outros mundos, emprega-se um modelo mais aprimorado desse veículo astral, já
que para tal empreendimento é necessário, por parte do espírito, o dispendio de
energia psiônica, denominada
ainda força psi ou força mental. Esses equipamentos
voadores ou interdimensionais criados pelos espíritos superiores com certeza
revolucionaram as possibilidades de atuação nos meios mais densos do astral
inferior. Devido a eles, um contingente maior de entidades resgatadas pode ser
transferido de dimensão ou elevar-se na atmosfera psíquica do umbral, já que
não dominam as forças do pensamento organizado e disciplinado.” – Ângelo Inácio – “Legião” – Psicograf. Robson
Pinheiro/Casa dos Espíritos.
[6] “Existem bases de apoio dos guardiões espalhadas por diversos pontos do
planeta, naturalmente dispostas em dimensões distintas, conforme a função de
cada uma e a natureza da tarefa a que se destinam. No entanto, dirigimo-nos a
um posto localizado no satélite natural do planeta Terra, a Lua. Lá, nas
profundezas do subsolo lunar, está o mais importante centro de apoio dos
guardiões a serviço da humanidade.” –
Ângelo Inácio – “Senhores da Escuridão” – Psicograf. Robson Pinheiro/Casa dos
Espíritos.
[7] Técnica apométrica de
formação de campos de força. “Mentalizamos
fortemente uma barragem magnética e projetamos energias para sua concretização,
através de contagem até sete. Há de se formar um campo-de-força simples, duplo
ou triplo, e com frequências diferentes - conforme desejarmos. A densidade
desses campos é proporcional à força mental que os gerou. Costumamos empregar
esta técnica para proteger ambientes de trabalho, e, principalmente, para a
contenção de espíritos rebeldes.
Os antigos egípcios eram
peritos nessa técnica, pois seus campos-de-força duram até hoje, conforme temos
verificado. Usavam-nos para proteção de túmulos, imantação de múmias e outros
fins.
A forma do campo tem grande
importância, pois os piramidais, mormente os tetraédricos, têm tamanha
capacidade de contenção que, uma vez colocados espíritos rebeldes no seu
interior, eles não poderão sair - a menos que se lhes permita. Dentro desses
campos, tais espíritos podem ser conduzidos para qualquer lugar, com toda a
segurança e facilidade. Descobrimos que os ângulos diedros das pirâmides têm
propriedades especiais: dificilmente se rompem e, assim mesmo, por ação de
energias que, via de regra, esses espíritos não possuem.” – José Lacerda de
Azevedo – “Espírito/Matéria: novos horizontes para a Medicina” – VEC Editora.
[8] Condições deletérias de
espíritos para isolamento astral: “[...] O daimon ia à sua frente, com uma aparência meio masculina, meio
feminina. Andrógino em seu verdadeiro sentido, cintilando radiações de um
eletromagnetismo somente conseguido devido aos milénios que ficara prisioneiro
nas dimensões mais ínfimas da subcrosta, junto a elementos radioativos que
emitiam ondas de dimensões desconhecidas pelos humanos encarnados.[…]” .” – Ângelo Inácio – “A Marca da Besta” – Psicograf.
Robson Pinheiro/Casa dos Espíritos.
[9] “Em princípio, todos os espíritos da natureza podem ser utilizados pelos
homens nas mais variadas tarefas espirituais, para fins úteis. É bastante
conhecida, por exemplo, a limpeza que se faz, em terreiros de Umbanda. de
ambientes "carregados" , isto é, infestados de materiais e
substâncias deletérias destinados a prejudicar pessoas. Nessas ocasiões, os
pretos-velhos invocam Iemanjá e pedem licença para que o povo d'água limpe
esses ambientes (lar, escritório, terreiro etc.), levando para o fundo do
oceano a carga nefasta. Videntes percebem quando as sereias chegam em grande
onda marítima, com longas redes de malha fina, arrebatando tudo que for
daninho. Em nossos trabalhos espirituais costumamos usar essa prática salutar,
principalmente por ocasião do encerramento.
Os espíritos da natureza -
todos - são naturalmente puros. Não se contaminam com dúvidas dissociativas,
egoísmo ou inveja, como acontece com os homens. Predominam, neles, inocência e
ingenuidade cristalinas. Prontos a servir, acorrem solícitos ao nosso
chamamento, desejosos de executar nossas ordens. Nunca, porém, devemos
utilizá-los em tarefas menos dignas, ou a serviço de interesses mesquinhos e
aviltantes. Aquilo que fizerem de errado, enganados por nós, refluirá
inevitavelmente em prejuízo de nós próprios (Lei do Karma). Além disso, devemos
usá-los na justa medida da tarefa a executar, para que não se escravizem aos
nossos caprichos e interesses. Nunca esqueçamos de que eles são seres livres,
que vivem a Natureza e nela fazem sua evolução. Podemos convocá-los ao serviço
do Amor, para o Bem de nossos semelhantes - já que, com isso, lhes aceleramos a
evolução. Mas é preciso respeitá-los, e muito. Se os usarmos como escravos,
ficaremos responsáveis por seus destinos, mesmo porque eles não mais nos
abandonam, exigindo amparo e proteção como se fossem animaizinhos domésticos.
Com isso, podem nos prejudicar, embora não se dêem conta disso.
As Leis Divinas devem ser
observadas. Terminada a tarefa que lhes confiamos, cumpre liberá-los
imediatamente, agradecendo a colaboração e pedindo a Jesus que os abençoe.” – José Lacerda de
Azevedo – “Espírito/Matéria: novos horizontes para a Medicina” – VEC Editora.
[10] “A grande maioria dos seres elementais não sente prazer na presença
dos homens, porque os hábitos mentais e emocionais destes instintivamente
repelem aqueles seres. Contudo, aqueles que se achegam ao contato com o ser
humano podem ser de índole amistosa ou não, conforme o grau de afinidade que
possuam com ele ou segundo a condução que tenham recebido de
entidades-espírito.
Indivíduos com capacidade
mental privilegiada, mas pouca lucidez espiritual e restrito sentido ético
podem dominá-los, levando-os a desenvolver hábitos e vícios que definirão sua
situação no plano onde se localizam, seja etérico ou astral.
Considerando seu estado
natural de singeleza intelectual e falta de senso moral — ou seja, amoralidade
—, os elementais podem estabelecer laços com alguns humanos, favorecendo-os
direta ou indiretamente. Diante da simplicidade, que é uma de suas
características, podem ser manipulados facilmente por uma mente adestrada e
conduzidos a realização de tarefas ou propósitos mais ou menos elevados,
conforme o desejo daquele que os guia, o qual se torna eticamente responsável
pelo prejuízo causado a esses seres que vibram nos elementos.
São tão hábeis em sua
ação sobre os humanos que são capazes de envolver certas pessoas e
multidões inteiras em ilusões individuais ou coletivas, fazendo-as ouvir e
ver exatamente aquilo que projetam no campo psíquico das criaturas. Por isso
mesmo, são utilizados, no mundo extrafísico, por experientes manipuladores do
magnetismo, entre os representantes das sombras. Embora sua habilidade para
produzir imagens mentais com força emocional a elas associada, os elementais
não detém a capacidade de dominar a mente humana, pois que vibram e existem
num estágio evolutivo diferente e ligeiramente inferior ao do homem terreno.
Essa realidade possibilita que sejam facilmente dominados pelo poder magnético
de entidades e homens que os manipulam.
Em geral, não apreciam
certos hábitos humanos, tais como o consumo de bebidas alcoólicas, tabaco e
carnes, tanto quanto certos odores que emanam das pessoas com falta de higiene.
Pressentem algo de incomum nos seres humanos que se caracterizam por algum
desses comportamentos, evitando-os com asco. Tal atitude por parte dos
elementais atesta sua extrema sensibilidade.” – Joseph Gleber – “Consciência” – Psicograf. Robson
Pinheiro/Casa dos Espíritos.
[11] “É claro que
estou prestes a expressar um ponto de vista, com o qual, muitos espíritas não
concordariam. Mas, facto é que a realidade de Voltz é análoga à de inúmeros
autores que, na atualidade, são considerados escritores de ficção, de fantasia.
Faz-se necessário abordar certas verdades, fora do âmbito espírita, atingindo
alvos distintos daqueles que estão na mira dos escritores do meio espiritualista.
Os Imortais, que nos dirigem de mais amplas dimensões, nos incumbiram de
escrever numa linguagem apropriada a certo universo literário — digamos, mais
materialista, que atraísse, também, determinado círculo de indivíduos que não
têm acesso ao vocabulário e à mensagem espírita ou, simplesmente, não
sintonizam com a forma religiosa de ver alguns problemas da vida.” – Ângelo
Inácio – “A Marca da Besta” – Psicograf. Robson Pinheiro/Casa dos Espíritos.