quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

TRIAGEM E TRANSPORTE ESPIRITUAL

A MATA REVELA SEUS SEGREDOS – Parte 1

TRIAGEM E TRANSPORTE ESPIRITUAL

Engana-se quem enxerga na mata somente a realidade palpável de sua riqueza biológica, julgando que na vida pulsante visível aos olhos se encerra a realidade existente por entre folhas, raízes e troncos. A vida desdobra-se em inúmeras facetas e dimensões, e a realidade extrafísica assume aspectos ainda mais ricos e detalhados. A vida nas matas não foge deste contexto, e o pulsar da vida exige atenções e cuidados na sua contraparte energética e astral.
Marabô, ou melhor dizendo, um representante desta falange espiritual de guardiões das matas, coloca-se de maneira cordial mas sempre atenta junto ao recanto espiritual neste pedaço do céu na terra que chamamos carinhosamente de Trilha.
Lugar sagrado e abençoado por nosso pai criador que tem abrigado ao longo dos séculos a existência de numerosas etnias e tribos, tanto da realidade física quanto espiritual.
Remonta aos índios Tapes os primeiros sinais conhecidos de ocupação de suas montanhas e cascatas, mas estes também já encontraram no local sinais de ancestralidade ainda mais antiga. Fato que auxiliou os responsáveis mágicos daquelas tribos a identificar a sacralidade daquele local já em suas primeiras excursões exploratórias pela região.
O guardião neste primeiro contato auxilia-nos a elucidar que as primeiras organizações espirituais que se estabeleceram sobre este lugar sagrado, já tinham a preocupação em preservar ou evitar a profanação das energias divinas de locais como este.
Por algum motivo que ainda desconheço, determinadas regiões ou localidades são mais propícias a reunião de energias da natureza de forma mais intensa[1], como uma fonte de abastecimento de energias aos espíritos da natureza ou elementais, como queiram, e outras formas de organização na contraparte astral como postos de socorro, colônias e portais dimensionais de transporte. De uma certa forma, sinto que este local guarda um pouco de tudo isso ao mesmo tempo, não consigo com clareza compreender como isso ocorre, mas tenho a esperança de que esta aproximação com Marabô irá me trazer esclarecimentos úteis para aumentar a minha confusão ou diminuir a minha ignorância...
Não importa qual o caminho ou objetivo final destas interlocuções, mas me sinto privilegiado por Deus e pela mãe natureza em estar junto com Marabô, num local como este e compreender um pouco melhor a sua história ou função nos dias atuais e num passado nem tão distante assim.
Comecemos do princípio, a formação geológica do planeta também segue a propósitos divinos, segundo está sendo mostrado a conjunção de forças no interior do planeta também é controlada por espíritos responsáveis e segue o influxo do desejo da mente superior que governa o nosso planeta, o Cristo cósmico. Os Avissais[2], elementais do reino cristalino e rochoso, sob o comando de espíritos responsáveis pela engenharia planetária, direcionam o fluxo do magma e manipulam o escoamento de elementos materiais (óxidos, sílica, ouro, prata, ferro e demais elementos da tabela periódica) com precisão cirúrgica, como verdadeiras artérias vivas a fluir o sangue mineral no interior do planeta.
Objetivam com isso criar as condições geológicas ideais, com diversas misturas de elementos que sob as condições corretas de temperatura e pressão, resfriamento e hidratação por água, darão origem as formações cristalinas e rochosas que irão compor a geologia do local.
As limitações de encarnado numa mente pouco disciplinada e adestrada são terríveis, sinto que o guardião projeta imagens que elucidam e mostram de forma acelerada e didática tais processos, mas só consigo perceber borrões e pequenas cenas, ainda que compreenda a mensagem do contexto. Talvez, por misericórdia e pelo comando mental vigoroso a que Marabô me submete para não distorcer tanto sua mensagem a perda não seja tão significativa, mas rogo o amparo do alto para não deformar tão importante aprendizado.
O que importa neste caso, é perceber que assim como em outros milhares de lugares espalhados pelo nosso planeta e em graus de intensidade e complexidade ainda maiores, aqui no Trilha foram previstos e estruturados diversas combinações cristalinas, formações rochosas e cavernas interiores com uma finalidade magística e de cunho energético-espiritual. Estruturas que vêm sendo usadas pela espiritualidade superior e, por vezes, infelizmente algumas outras, até pelas organizações das trevas com fins menos nobres, ao longo da história da humanidade.
O guardião se aproxima um pouco mais e, pegando-me de surpresa, amigavelmente põe o braço sobre o meu ombro dizendo:
“O sagrado muitas vezes transcende aos olhos de vocês encarnados, num sentido de que os desdobramentos e a organização envolvida nestes locais, assumir caráter de importância mais complexo e amplo do que suas mentes conseguem conceber.”

O fato é que com uma intencionalidade que agora me espanta, tanto esse lugar quanto milhares de outros, pelo que vejo, funcionam e se prestam a uma série de atividades espirituais e energéticas. Sinto-me um pouco ansioso em saber mais, fazer perguntas e expandir meus conhecimentos, mas tenho que controlar a curiosidade para não interferir ainda mais no processo.
Como já é do conhecimento de muitos, o fluxo de espíritos entre as regiões espirituais que circundam a Terra e a crosta terrestre é intenso e necessário. Diariamente milhares de caravanas, com fins diversos, são organizadas e levam recursos, equipamentos e espíritos enfermos e revoltados, de uma localidade espiritual para outra. A Terra seria um local bem mais insalubre na sua contraparte etérica, caso os fluxos migratórios não fossem sabiamente controlados por mentes competentes e adestradas no comando planetário.
Contudo, o dispêndio energético gasto na movimentação destes grupos espirituais é elevado[3], pois não se trata do deslocamento astral de um espirito cônscio de sua natureza divina e em equilíbrio com o cosmo, que de acordo com sua evolução é capaz de levitar ou teletransportar-se de uma localidade para outra com a força de sua vontade. No caso aqui exposto, falamos da ocorrência da maioria das caravanas socorristas que transportam enfermos e desequilibrados de toda ordem. Mesmo com o amparo do alto, da prece intercessória, o dispêndio energético é avolumado e obriga os caminhantes a pausas necessárias para reenergizar a padioleiros e maqueiros em expedições socorristas.
Desta forma, o mundo maior projetou portais de transporte interdimensionais que facilitassem o fluxo de quantidades mais expressivas de espíritos, em caravanas de maior vulto ou necessidade estratégica determinadas pelos guardiões planetários. Estes locais aproveitam-se da estruturação energética dos referidos sítios vibracionais constituídos de potencial cristalino e rochoso específicos e próprios a este propósito.
Marabô percebe a minha estranheza ao escrever “Portais interdimensionais” pois não desejo parecer ufanista, nos aspecto pejorativo ou extremado de mau uso do termo.
“Acalma a tua mente e procura não julgar simultaneamente as informações, o que pode causar prejuízo ao fluxo de ideias. Mas bem sabes tu que as diversas camadas dos planos espirituais, coexistem em estágios vibracionais próprios, não se trata portanto de um em cima e embaixo como suas visões simplistas gostam de convergir. Necessariamente uma colônia espiritual não está no alto, como uma zona umbralina não precisa estar embaixo dos teus pés.
Se aceitas que espíritos estão a tua volta e cruzam o teu espaço, sem se chocarem ou impactarem teu corpo físico, é perfeitamente viável que eles também guardem diferença de percepção entre si na realidade extrafísica. Por exemplo, ao teu redor neste instante circulam quatro espíritos desencarnados, dois que fazem a tua segurança astral percebem os demais, mas os outros dois habitantes deste espaço sagrado, movem-se e percebem uma realidade própria, de acordo com as condições espirituais de que são portadores. Não são maldosos, mas estão em recuperação em postos socorristas de natureza e objetivos espirituais diferentes.
Estes dois espíritos convalescentes não conseguem perceber-se um ao outro. Chego a lhe dizer que eles tem percepções um pouco diferenciadas da realidade astral deste recanto da natureza. Em seus movimentos de deslocamento, como agora mesmo, cruzaram-se no mesmo espaço sem perceberem-se mutuamente. Pois bem, se nessa pequena área, temos cinco realidades coexistindo, a tua de encarnado, a dos guardiões, a do primeiro e a do segundo enfermos, e outra dos elementais, porque não compreender que esse número não é limitado. Expanda seus conceitos...”

Retomando a explicação, locais como este aqui no Trilha reúnem as condições astrais e energéticas para facilitar o deslocamento de grandes contingentes de espíritos. Assim como, do reabastecimento de naves de transporte[4], sondas de prospecção e monitoramento, pequenos veículos de vigilância e naves de transporte orbital.
Novamente uma pequena agitação íntima foi suficiente para que o guardião ampliasse o influxo mental e explica-se:

“Antes que você me pergunte de novo, transporte orbital refere-se a veículos próprios[5] para deslocamentos até bases operacionais, colônias e laboratórios que ficam na estratosfera, na região espacial entre a Terra e a Lua, e até mesmo para transportes até o satélite natural terreno. A Lua como já foi informado por outros autores espirituais, guarda importante base de nosso comando planetário superior[6]. De lá emanam as ordens de nossos guardiões maiores, autorizadas por Miguel. Chamamos de transporte orbital por não ter condições etéricas e de sustentação da vida e proteção dos corpos astrais, para viagens a outros orbes e planetas, mesmo que dentro do sistema solar.
Pelo menos, com a tecnologia por nós desenvolvida, estes veículos possuem estas limitações. Outras tecnologias de transporte, não são propriedade da nossa organização aqui no Trilha e ficam por conta e posse dos amigos das estrelas. Mas esse é um assunto que não é objetivo deste nosso pequeno conto, não é mesmo?”

Pequenas imagens ou trechos de um vídeo editado são projetadas em nossa tela mental por Marabô, o que auxilia a entender alguns dos cenários mostrados.

“No que se refere ao quesito de transporte, esta localidade reúne as condições necessárias para a função. Contamos aqui com espaçoporto com docas ou plataformas apropriadas a cada fluxo ou natureza de transporte. Até mesmo alojamentos e, porque não dizer, celas apropriadas a natureza de pequenos grupos, assim como celas individuais, todas com campos de contenção[7] adequados a natureza energética e vibratória de futuros passageiros.
As celas são utilizadas quando da reunião de espíritos revoltosos, que triados e classificados de acordo com suas necessidades cármicas de reajuste espiritual, são reunidos por afinidade espiritual. Evitando que espíritos com necessidades corretivas ou de reajuste espiritual diversos, convivam no mesmo ambiente, criando suplícios equivocados para alguns e gerando prazer em outros. Como infelizmente acontece em vossos presídios terrenos.”

As imagens eram projetadas, mas tive a impressão de estar rememorando um passeio feito durante o sono por estes locais. No que recebi a concordância do guardião, explicando que isso facilitava o processo de intercâmbio e descrição neste momento da escrita. O passeio pelo local onde estavam os alojamentos, mostrou a existência de celas menores, não cubículos subhumanos como aqui na Terra, mas quartos individuais como os terrenos, com cama, algo como uma mesa e um reservado como vaso sanitário e pia. Mas as paredes, segundo pude perceber pelo aumento da percepção visual induzida, eram compostas por camadas cristalinas diversas, não sendo possível dizer o que era cristal e o que era campo de força. Pareciam um mix de campo de energia mais sútil e outra mais compacta lembrando estrutura cristalina.
“As necessidades de contenção aqui encontradas, vão muito além da necessidade de contenção física. Alguns espíritos apresentam condições deletérias[8] tão severas, que é necessário o isolamento viral e bacteriológico, assim como isolamento para vibrações radiotivas, para espíritos resgatados de zonas abissais mais profundas e próximas ao núcleo ou jazidas radiotivas terrenas.
Outros ainda, apresentam poder mental tão dilatado ou morbo psíquico tão doentio, que causariam loucuras e vertigens nos outros passageiros a serem transportados, caso fossem envolvidos na aura pestilenta de uns e agressiva de outros. De toda forma, temos recursos de contenção adequados a cada caso, e os espíritos só são reunidos em pequenos ou médios grupos quando conveniente e possível. Pois as segurança e a saúde de nossos trabalhadores está em primeiro lugar.”

Ainda pude perceber refeitórios, locais para palestras, alojamentos para os guardiões, enfermeiros e médicos do local e sem número de outras instalações que não tenho ideia para que servem. Muitas instalações projetam-se para dentro da estrutura dos morros. Não visualizei muitas estruturas externas com elevação na superfície. Foi-me explicado que a riqueza biológica, o verde abundante tem função equilibradora e medicinal,  sendo aproveitada ao máximo, com isso a natureza é o revestimento máximo usado na parte da superfície deste local sagrado.
Fui convidado a pequena excursão noturna de forma a aprofundar meus conhecimentos sobre a contraparte astral do Trilha. Durante a noite após um período breve de refazimento e projetos pessoais, fui conduzido para o Trilha que apesar de findando a noite terrena já apresentava uma luminosidade como se o Sol tivesse raiado mais cedo aqui neste local.
A movimentação era intensa, com grupos vestindo roupagens diversas e entabulando conversas circulassem  por caminhos demarcados nas matas. Alguns caminhos eram familiares mas apresentavam uma espécie de pavimentação com iluminação embutida mas não brilhante.
Marabô esclarece que esta dimensão percebida é a relacionada ao posto de socorro e transporte oficial da localidade, mas que nem todos os espíritos que se circunscrevem a região percebem o local da mesma forma. Fomos recebidos por um guia itinerante que teria a função de explicar mais alguns detalhes do posto socorrista.
Um tom jovial no rosto de Sérgio não me permitia ter muita clareza da idade dele, claro que era só uma aparência que por certo não tinha nenhuma correlação com sua experiência pessoal e grau de conhecimento, mas é a velha mania de tentarmos classificar ou enquadrar as pessoas em nossos padrões de observação.
“Seja bem vindo meu amigo, a noite foi movimentada pois a poucos instantes recebemos expressivo número de espíritos resgatados por uma falange de boiadeiros. Como é de costume temos a colaboração expressiva destes falangeiros que tem desempenhado função importante no resgate de espíritos desavisados e perdidos que ficam na psicosfera terrena na região da colônia, como é conhecida por vocês aqui no Sul do país.
Mas poderás ter um contato com um deles que é nosso colaborador assíduo e que tem chefiado algumas expedições de socorro e recolhimento.”

Dizendo isso, abraçou-me e apontou a direção para onde deveríamos nos dirigir. Apesar de ter vontade de olhar para todos os lados para registrar melhor o ambiente, sentia como que uma constrição mental, não chegava a ser um bloqueio, mas algo que direcionava a minha cabeça a olhar para a frente e para o amigo que me acompanhava nessa visita de reconhecimento.
“Não se sinta estranho, como a carga de informações é muito grande e você não tem a mente treinada para isso, seria muito natural você ter uma sobrecarga ou ver algo que lhe chocasse, gerando uma confusão mental que teria um efeito desastroso sobre suas lembranças, prejudicando totalmente o objetivo da excursão desta noite.
Somos forçados a reduzir tuas percepções e evitar que percebas ou olhes detalhes em demasia, que funcionariam qual uma luz incandescente de uma vela a queimar a mariposa deslumbrada.”

É, não é fácil pessoal, ainda temos que nos preparar a altura para qualquer tarefa espiritual. Creio mesmo que na maioria das vezes perdemos oportunidades preciosas de trabalho por não dar as condições mínimas necessárias para pequeninas tarefas como essa, por exemplo, de uma pequena visita espiritual aqui na crosta mesmo!
Chegando próximo a uma bifurcação entre duas trilhas, veio um homem alto, de ombros largos e sorriso no rosto, vestia um singelo colete de cor marrom, como a lembrar um colete de couro tipo daqueles de vaqueiros de filmes, não vi nenhum chapéu ou botas, como mais tarde ficaria pensando, no imaginário construído sobre esta falange.
“Bem vindo vivente! Então queres compreender um pouco mais nossa missão de trabalho nestas estradas e campos?”

Falou isso dando um abraço forte, que se fosse na carne com certeza faria meus ossos estalarem. Fiquei algo constrangido, por sentir que ele me conhecia mais do que eu a ele. Algo familiar, mas que não vinha a mente naquele instante, de onde eu conhecia esse sujeito?
Sérgio aproveita o meu espanto e explica a João Boiadeiro o propósito da minha visita e o projeto que estava iniciando com o guardião Marabô. Ao falar o nome do sujeito, relembrei a intervenção dele numa de nossas rodas de fogueira noturnas que alegremente acendíamos com os amigos aqui no Trilha em algumas ocasiões.
Naquela noite, em especial, João Boiadeiro tinha se manifestado explicando ao casal dono da reserva, que estava trazendo um grupo de espíritos para ser socorrido e transportado para outras paragens.
“Tá lembrando agora criatura? Sou eu mesmo, João Boiadeiro. Nossa responsabilidade é grande e temos um trabalho sério a desempenhar como falange nessa região do estado do Rio Grande do Sul.
Tal qual aquela vez em que me viste chegando, continuamos na mesma linha de atuação. Sendo que neste período de Carnaval aumenta a dificuldade e seriedade do intento. O consumo ainda mais acentuado de álcool, drogas e a ideia de “soltar a franga” nas épocas de folia, que muitos encarnados assumem nessa época, cria condições favoráveis para que espíritos que ficam normalmente mais circunscritos a determinadas regiões do astral inferior, acessem o plano terreno.
Não tem gente que diz que no carnaval abrem os “portões do inferno” para essa turma vir a Terra? Boiadeiro não vai dizer inferno, mas que tem até criatura fantasiada de capeta e de diabrete que vem pular com os irmãos de carne, ah! Isso Boiadeiro não vai negar não!
Lá na cidade as coisas devem ficar mais complicadas, mas aqui nas estradas de terra e nas propriedades rurais, nossa falange trabalha em parceria com os Guardiões especialistas destas vias na colônia. Aqui as necessidades de proteção e encaminhamento espiritual divergem um pouco daquelas da cidade. Pois aqui temos a abundância de espíritos da natureza[9] que em sua inocência, podem ser manipulados por magos das sombras e serem levados junto a grupos de algazarra, pelo contato com encarnados em desequilíbrio.
Imaginem a cena de um agricultor acostumado na lida com a natureza, respeitoso e amante de sua pequena propriedade, que cuida com carinho do pedaço de terra que Deus lhe confiou. Com zelo e carinho pelas matas e animais vai granjeando a simpatia e atraindo pequenos seres e, às vezes, pequenos grupos de espíritos elementais[10] que lhe auxiliam ou atrapalham em seus afazeres rotineiros da lida no campo.
Neste cenário, visualize como se dará a interação entre eles, se na época do carnaval este ordeiro agricultor sai para beber e farrear com outros tantos, formando um verdadeiro bloco da baderna, beberagem, luxúria e outras coisas que se tornam propícias nestes períodos de momo. Nada contra a diversão sadia de quem sabe se manter no seu lugar e não extrapola soltando o seu lado animal.
O problema é que temos encontrado junto a turba de espíritos dementados, beberrões, sexólatras e até assassinos, alguns espíritos da natureza que foram arrastados nessa vibração. E que depois são habilmente manipulados por espíritos de maior perversidade e inteligência para fins menos nobres de magia e escravidão.”

João Boiadeiro mostrou o semblante mais carrancudo, como se estivesse bravo, pois ele emprestava e deixava claro em sua voz a indignação com essa corrupção das forças da natureza, que com certeza são muito respeitadas por ele e sua falange de trabalho.
“Por isso, que não descansamos e redobramos nossos esforços nesse período para recolher e dispersar essas turbas aqui na região rural. Com a assistência insuperável dos Guardiões dos caminhos, recolhemos os espíritos por eles aprisionados nos campos de força, próximos a encruzilhadas específicas e outros locais que não me convém agora falar aqui. Nossa falange retira as criaturas e faz já uma classificação inicial, colocando-os em comboios próprios que trazemos para cá para serem depois reencaminhados para estruturas mais amplas e especializadas de tratamento, recuperação ou correção!”

“Puxa!” – disse alto mesmo sem abrir a boca – “ A coisa é séria mesmo. Não pensei que além dos próprios espíritos desocupados, pudéssemos atrair também espíritos de regiões próximas a Terra, e ainda menos, que a gente atraísse até elementais para nossos desregramentos no período do Carnaval.”
Eu estava realmente impressionado com a complexidade dos envolvimentos e de como arrastamos até outras pessoas e seres em nossos desvarios. Mas fiquei relacionando a importância do trabalho articulado entre as falanges dos Boiadeiros e dos Guardiões, responsáveis pelas estradas e ruas terrenas. Também me intrigou a necessidade da triagem imediata de espíritos já na fase de transporte até a nossa localidade do Trilha.
“O filho desconhece que cada um tem sua natureza? Nem todos são mal intencionados, a ignorância ainda é a mola mestra deste tipo de atuação. Por isso, não é raro encontrarmos aqueles que ficam nestas turbas quase num “efeito manada” sendo arrastados numa cauda magnética inferior de blocos e trenzinhos elétricos ou salões de baile, por não saberem que estão desencarnados. Normalmente, ficariam um grande período dentro de lares que não cultivam a oração, vivendo junto a seus familiares, a estranhar a falta de diálogo, mas em suas rotinas de comer, trabalhar e dormir, numa ilusão que se mantém por anos a fio.
Contudo, a baixa condição vibratória, o apego as sensações terrenas torna-os prezas fáceis, com num “canto de sereia” são atraídos e imantados a essas “turbas de foliões desencarnados” que num “trenzinho de carnaval” irresistível, ficam acoplados. A Justiça Divina que não perde da oportunidade de fazer o bem, mesmo na ação do mal, vale-se da retirada destas criaturas iludidas dos lares de sua afeição e os captura nas armadilhas astrais-energéticas montadas pelos Guardiões.
Infelizmente, nem todos tem o merecimento de cair nas armadilhas dos Guardiões para serem conduzidos por nós para lugares compatíveis com suas necessidades regeneradoras. E muitos acabam sendo depois levados para cidadelas no astral inferior, onde de acordo com o nível de enxarcamento de fluídos vitais restantes, os mesmos são sugados, dementados e vilipendiados até a exaustão de suas forças.
Como o filho já conhece, é a Lei atuando no esgotamento da criatura, dentro do mistério da Lei dos Guardiões, para que a criatura retorne para os braços do criador. Mas esse é o caminho mais difícil, longo e tortuoso né vivente!
Assim Boiadeiro prefere, sempre que a misericórdia e a justiça divina permite, levar esses rebanhos capturados de volta a casa do Pai, por um caminho mais curto e cheio de amor... haha ... ainda que muitos inconformados e chucros, fiquem corcoveando e não concordem. Mas nada que uma espora carinhosa e um chicote de luz, só pra assustar... haha ... não ajudem a acalmar. Doente caprichoso a gente trata com carinho mas com firmeza!”

E foi, assim que me dando outro abraço “quebra ossos” o João virou as costas e se foi, rindo e cantando alto um ponto que eu não consigo nem repetir, mas que era bonito de dar dó.... êta cabeça pequena para registrar tanta informação. Tenho que aprender a plasmar um gravador digital que toque quando desperto na Terra, pelo menos, para as músicas e pontos que escutamos aqui desse lado.
A claridade no horizonte já estava aumentando significativamente, e algo instintivamente me dizia que a visita estava acabando. Tinha vontade de ficar mais, conversar com outras pessoas e trabalhadores do local, mas vi que todos estavam ocupados, descontraídos e conversando, mas indo para algum lugar. Se tinha alguém ali em estado contemplativo, eu não vi não.
“Meu amigo, como tu mesmo já estás percebendo, é preciso retornar para  o corpo físico. Marabô pede que eu te explique que o objetivo desta pequena história foi atingido. O recado em sua essência básica de interesse de nossos gestores aqui na Trilha foi alcançado. Pequenos erros e distorções fazem parte desta caminhada que se inicia. Não vais ter apoio de quase ninguém e não receberás elogio. O que é muito bom para curar o ego adoecido e cultivar a humildade.
Continua o esforço das notas de rodapé esclarecedoras e corretivas. Como contos ficcionais de cunho espiritualista, as histórias podem trazer alegria e estimular a outros a um estudo mais sério e aprofundado da realidade extrafísica. E se assim alguém proceder, já teremos auxiliado muito.
Agora senta aqui neste banco, fecha os olhos e elevemos nosso pensamento ao nosso Pai Criador em prece por mais essa oportunidade!”

Com essas palavras foi que Sérgio colocando o braço ao redor dos meus ombros, tocou com a palma da mão em meu chackra cardíaco, tranquilizando e me colocando para dormir.

Inspirado por Guardião Marabô

 by Luis&Elisa


FICÇÃO ESPIRITUALISTA
Essas histórias ou estórias são ficção[11], qualquer semelhança com a realidade é mera coincidência!




[1] Sítios vibracionais ou Pontos de Força seriam a referência mais aproximada ou correta relativo a estas localizações no plano físico e astral. Recomendo a leitura do post “Pontos de Força” no blog Luz na Umbanda, disponível em http://luznaumbanda.blogspot.com.br/2014/02/pontos-de-forca.html
[2] Avissais na explicação do espírito de João Cobu: “Temos ainda os elementais que se relacionam à terra, os quais chamamos de avissais. Geralmente estão associados a rochas, cavernas subterrâneas e, vez ou outra, vêm à superfície. Atuam como transformadores, convertendo elementos materiais em energia. Também são preciosos coadjuvantes no trabalho dos bons espíritos, notadamente quando há a necessidade de criar roupas e indumentárias para espíritos materializados.
Como estão ligados à terra, trazem uma cota de energia primária essencial para a reconstituição da aparência perispiritual de entidades materializadas, inclusive quando perderam a forma humana ou sentem-se com os membros e órgãos dilacerados.”  – Ângelo Inácio – “Aruanda” – Psicograf. Robson Pinheiro/Casa dos Espíritos.
[3] “[…]Durante muito tempo, os espíritos socorristas se viram obrigados a extraordinário dispêndio de energia mental para se manterem no ambiente hostil das dimensões inferiores e, ao mesmo tempo, desenvolverem suas tarefas de assistência espiritual. Diante dessa realidade, aplicando os recursos da engenharia sideral, os peritos do Plano Superior desenvolveram uma ideia ou um clichê, materializando-o, através da concentração da mente nos fluidos do meio astral. Fizeram isso, primeiramente, a partir da aglutinação de material fluídico existente nas regiões elevadas, conferindo-lhe uma forma aparente, que deu surgimento ao aerobús, uma espécie de nave que serviria tanto de transporte como de abrigo temporário aos espíritos em missão nas regiões mais densas. […]” – Ângelo Inácio – “Legião” – Psicograf. Robson Pinheiro/Casa dos Espíritos.
[4] Encontramos outra forma de abastecimento dos veículos de transporte no plano astral, como explicado a seguir pelo espírito de Jamar: “O aerobus tem por finalidade dinamizar o transporte dos espíritos sem consumir larga quota de energia mental, a qual poderá então ser direcionada a outras atividades. Esse veículo astral é capaz de se mover a velocidades incríveis e de se adaptar às constantes mudanças de ambiente, de acordo com a dimensão em que os tarefeiros encarnados e desencarnados estagiam. Absorvendo energias do imenso reservatório natural, usa como combustíveis a própria matéria astral e as partículas de antimatéria do ambiente astralino, elementos que têm a vantagem de nunca se esgotar. Os cientistas da alta espiritualidade desenvolveram uma forma de transformar a matéria mais densa das regiões inferiores, utilizando usinas e transformadores tão potentes que sua eficácia supera em muito as usinas atômicas da Terra. Equiparam cada aerobús com essas miniusinas, capazes de acelerar as partículas subatômicas da matéria astral e exercer empuxo para que o aerobús atinja a velocidade desejada pelo espírito que o conduz.” – Ângelo Inácio – “Legião” – Psicograf. Robson Pinheiro/Casa dos Espíritos.
[5] O espírito de Jamar também esclarece sobre outro tipo de naves de transporte para planos elevados ou planetas. “Esse modelo específico de aerobús, ou nave de resgate, como também é conhecido, atende também a outros objetivos — continuou Jamar. — Na realização de excursões a outros planos mais desenvolvidos do universo ou a outros mundos, emprega-se um modelo mais aprimorado desse veículo astral, já que para tal empreendimento é necessário, por parte do espírito, o dispendio de energia psiônica, denominada ainda força psi ou força mental. Esses equipamentos voadores ou interdimensionais criados pelos espíritos superiores com certeza revolucionaram as possibilidades de atuação nos meios mais densos do astral inferior. Devido a eles, um contingente maior de entidades resgatadas pode ser transferido de dimensão ou elevar-se na atmosfera psíquica do umbral, já que não dominam as forças do pensamento organizado e disciplinado.” – Ângelo Inácio – “Legião” – Psicograf. Robson Pinheiro/Casa dos Espíritos.
[6] “Existem bases de apoio dos guardiões espalhadas por diversos pontos do planeta, naturalmente dispostas em dimensões distintas, conforme a função de cada uma e a natureza da tarefa a que se destinam. No entanto, dirigimo-nos a um posto localizado no satélite natural do planeta Terra, a Lua. Lá, nas profundezas do subsolo lunar, está o mais importante centro de apoio dos guardiões a serviço da humanidade.” – Ângelo Inácio – “Senhores da Escuridão” – Psicograf. Robson Pinheiro/Casa dos Espíritos.
[7] Técnica apométrica de formação de campos de força. “Mentalizamos fortemente uma barragem magnética e projetamos energias para sua concretização, através de contagem até sete. Há de se formar um campo-de-força simples, duplo ou triplo, e com frequências diferentes - conforme desejarmos. A densidade desses campos é proporcional à força mental que os gerou. Costumamos empregar esta técnica para proteger ambientes de trabalho, e, principalmente, para a contenção de espíritos rebeldes.
Os antigos egípcios eram peritos nessa técnica, pois seus campos-de-força duram até hoje, conforme temos verificado. Usavam-nos para proteção de túmulos, imantação de múmias e outros fins.
A forma do campo tem grande importância, pois os piramidais, mormente os tetraédricos, têm tamanha capacidade de contenção que, uma vez colocados espíritos rebeldes no seu interior, eles não poderão sair - a menos que se lhes permita. Dentro desses campos, tais espíritos podem ser conduzidos para qualquer lugar, com toda a segurança e facilidade. Descobrimos que os ângulos diedros das pirâmides têm propriedades especiais: dificilmente se rompem e, assim mesmo, por ação de energias que, via de regra, esses espíritos não possuem.” José Lacerda de
 Azevedo – “Espírito/Matéria: novos horizontes para a Medicina” VEC Editora.
[8] Condições deletérias de espíritos para isolamento astral: “[...] O daimon ia à sua frente, com uma aparência meio masculina, meio feminina. Andrógino em seu verdadeiro sentido, cintilando radiações de um eletromagnetismo somente conseguido devido aos milénios que ficara prisioneiro nas dimensões mais ínfimas da subcrosta, junto a elementos radioativos que emitiam ondas de dimensões desconhecidas pelos humanos encarnados.[…]” .”  – Ângelo Inácio – “A Marca da Besta” – Psicograf. Robson Pinheiro/Casa dos Espíritos.
[9]Em princípio, todos os espíritos da natureza podem ser utilizados pelos homens nas mais variadas tarefas espirituais, para fins úteis. É bastante conhecida, por exemplo, a limpeza que se faz, em terreiros de Umbanda. de ambientes "carregados" , isto é, infestados de materiais e substâncias deletérias destinados a prejudicar pessoas. Nessas ocasiões, os pretos-velhos invocam Iemanjá e pedem licença para que o povo d'água limpe esses ambientes (lar, escritório, terreiro etc.), levando para o fundo do oceano a carga nefasta. Videntes percebem quando as sereias chegam em grande onda marítima, com longas redes de malha fina, arrebatando tudo que for daninho. Em nossos trabalhos espirituais costumamos usar essa prática salutar, principalmente por ocasião do encerramento.
Os espíritos da natureza - todos - são naturalmente puros. Não se contaminam com dúvidas dissociativas, egoísmo ou inveja, como acontece com os homens. Predominam, neles, inocência e ingenuidade cristalinas. Prontos a servir, acorrem solícitos ao nosso chamamento, desejosos de executar nossas ordens. Nunca, porém, devemos utilizá-los em tarefas menos dignas, ou a serviço de interesses mesquinhos e aviltantes. Aquilo que fizerem de errado, enganados por nós, refluirá inevitavelmente em prejuízo de nós próprios (Lei do Karma). Além disso, devemos usá-los na justa medida da tarefa a executar, para que não se escravizem aos nossos caprichos e interesses. Nunca esqueçamos de que eles são seres livres, que vivem a Natureza e nela fazem sua evolução. Podemos convocá-los ao serviço do Amor, para o Bem de nossos semelhantes - já que, com isso, lhes aceleramos a evolução. Mas é preciso respeitá-los, e muito. Se os usarmos como escravos, ficaremos responsáveis por seus destinos, mesmo porque eles não mais nos abandonam, exigindo amparo e proteção como se fossem animaizinhos domésticos. Com isso, podem nos prejudicar, embora não se dêem conta disso.
As Leis Divinas devem ser observadas. Terminada a tarefa que lhes confiamos, cumpre liberá-los imediatamente, agradecendo a colaboração e pedindo a Jesus que os abençoe.”José Lacerda de
 Azevedo – “Espírito/Matéria: novos horizontes para a Medicina” VEC Editora.
[10] “A grande maioria dos seres elementais não sente prazer na presença dos homens, porque os hábitos mentais e emocionais destes instintivamente repelem aqueles seres. Contudo, aqueles que se achegam ao contato com o ser humano podem ser de índole amistosa ou não, conforme o grau de afinidade que possuam com ele ou segundo a condução que tenham recebido de entidades-espírito.
Indivíduos com capacidade mental privilegiada, mas pouca lucidez espiritual e restrito sentido ético podem dominá-los, levando-os a desenvolver hábitos e vícios que definirão sua situação no plano onde se localizam, seja etérico ou astral.
Considerando seu estado natural de singeleza intelectual e falta de senso moral — ou seja, amoralidade —, os elementais podem estabelecer laços com alguns humanos, favorecendo-os direta ou indiretamente. Diante da simplicidade, que é uma de suas características, podem ser manipulados facilmente por uma mente adestrada e conduzidos a realização de tarefas ou propósitos mais ou menos elevados, conforme o desejo daquele que os guia, o qual se torna eticamente responsável pelo prejuízo causado a esses seres que vibram nos elementos.
São tão hábeis em sua ação sobre os humanos que são capazes de envolver certas pessoas e multidões inteiras em ilusões individuais ou coletivas, fazendo-as ouvir e ver exatamente aquilo que projetam no campo psíquico das criaturas. Por isso mesmo, são utilizados, no mundo extrafísico, por experientes manipuladores do magnetismo, entre os representantes das sombras. Embora sua habilidade para produzir imagens mentais com força emocional a elas associada, os elementais não detém a capacidade de dominar a mente humana, pois que vibram e existem num estágio evolutivo diferente e ligeiramente inferior ao do homem terreno. Essa realidade possibilita que sejam facilmente dominados pelo poder magnético de entidades e homens que os manipulam.
Em geral, não apreciam certos hábitos humanos, tais como o consumo de bebidas alcoólicas, tabaco e carnes, tanto quanto certos odores que emanam das pessoas com falta de higiene. Pressentem algo de incomum nos seres humanos que se caracterizam por algum desses comportamentos, evitando-os com asco. Tal atitude por parte dos elementais atesta sua extrema sensibilidade.” – Joseph Gleber – “Consciência” – Psicograf. Robson Pinheiro/Casa dos Espíritos.
[11]É claro que estou prestes a expressar um ponto de vista, com o qual, muitos espíritas não concordariam. Mas, facto é que a realidade de Voltz é análoga à de inúmeros autores que, na atualidade, são considerados escritores de ficção, de fantasia. Faz-se necessário abordar certas verdades, fora do âmbito espírita, atingindo alvos distintos daqueles que estão na mira dos escritores do meio espiritualista. Os Imortais, que nos dirigem de mais amplas dimensões, nos incumbiram de escrever numa linguagem apropriada a certo universo literário — digamos, mais materialista, que atraísse, também, determinado círculo de indivíduos que não têm acesso ao vocabulário e à mensagem espírita ou, simplesmente, não sintonizam com a forma religiosa de ver alguns problemas da vida.” – Ângelo Inácio – “A Marca da Besta” – Psicograf. Robson Pinheiro/Casa dos Espíritos.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

PALESTRA ESCLARECEDORA SOBRE TECNOLOGIAS NO ASTRAL

FICÇÃO ESPIRITUALISTA
Essas histórias ou estórias são ficção[1], qualquer semelhança com a realidade é mera coincidência!


PALESTRA ESCLARECEDORA SOBRE TECNOLOGIAS NO ASTRAL


Durante a noite, tive a chance de ser levado pelo Pai Joaquim para assistir a uma palestra no plano espiritual. Saí com dificuldade do corpo, por estar passando por um grande resfriado, ele pediu que me acalmasse, respirasse devagar, elevando meu pensamento ao Pai maior.
Ao chegarmos em auditório singelo mas todo branco Pai Joaquim me falou:
“Meu filho, em todas as épocas da humanidade as forças do Bem e do Mal travaram guerras, a primeira para esclarecer e a segunda para subjugar e iludir os seres humanos. O homem sempre ávido por novidades, por informações que matassem sua curiosidade, sempre recorreu a oráculos ou pessoas que lhe explicassem como as coisas são e o porque de tudo. Ainda hoje isso não mudou mizifio...”

No auditório foram se avolumando pessoas, que chegavam de vários lugares, não sei porque mas sabia que muitas delas, eram que nem eu, espíritos ainda presos a carne, ou seja, encarnados.
Na parte central, tinha uma espécie de palanque, com uma mesa em forma de anel, onde três espíritos sentados, mexiam no que me parecia ser um tipo de teclado.
O primeiro deles começou a falar.
 “Boa noite a todos, que o Senhor de tudo e de todos, a força divina que nos move abençoe-nos a todos.
Vocês foram aqui trazidos para tomar conhecimento de um processo delicado, uma nova técnica obsessiva empregada pelos especialistas em magia voltados ao mal.
Muitos não ignoram que os meios de comunicação, que sempre serviram para levar esclarecimento, cultura e informações ao homem civilizado, também foram utilizados para espalhar a descrença, a mentira, a maldade e a desinformação em várias épocas da humanidade[2].
Primeiro com o advento do livro impresso, enquanto muitas obras levavam palavras abençoadas ou esclarecimento cultural, tínhamos os livros de contos obscenos que projetavam as mentes das criaturas para lugares lascivos, povoando suas mentes com pensamentos eróticos. Facilitando o arrebatamentos dos incautos para regiões inferiores durante o sono astral. Verdadeiros antros de promiscuidade, moldados pelos bolsões de desencarnados e encarnados, que aproveitavam o sono físico para exercerem e praticarem atos que a sociedade criticaria.”

Enquanto a primeira pessoa falava, a segunda projetava imagens acima de sua cabeça, como que um holograma tridimensional, onde víamos formas pensamento se formando ao redor de leitores. Imagens de pessoas sendo transportadas para lugeres sombrios, que lembravam bares ou bordéis antigos, tive essa impressão pelas roupas e mobiliários antigos que via.
“Avançando mais no tempo, na época das transmissões radiofônicas também vimos a máquina de guerra alemã utilizar do rádio para induzir o terror, disseminar propagandas ideológicas e dar contra-informação para quem escutasse seus programas. Os aliados de certa forma também se valiam da mesma estratagema, por fim, o objetivo último sempre foi manipular a verdade em interesse próprio ou de um sistema de idéias
Mesmo o cinema, não escapou já nos seus primórdios de não ser utilizado somente para rodar filmes românticos, de comédia ou aventura. Comerciantes e negociantes sem escúpulos, viram nas imagens em movimento a oportunidade de venderem o sexo, expondo suas escravas dos prostíbulos, como se fossem atrizes, gravando imagens com cenas fortes, que se fixam profundamente no incosciente dos desavisados.
O efeito funesto é o mesmo, centenas ou milhares de criaturas flutuam durante o desdobramento do sono físico, para regiões abissais algumas ou terrenas mesmo, onde encarnados e desencarnados consorciam-se na permuta de energias e até fluídos ectoplasmáticos.”

Novamente as cenas, tinham um tom cépia, meio envelhecidas, mas mostravam senhores de bigodes longos tendo senhoras de espartilho sentadas em seus colos. Os seres tinham brilho diferenciados, mostrando claramente, que uns eram encarnados e outros desencarnados, convivendo, conversando e trocando carícias como fizessem parte todos do mesmo plano. Ficava evidente que os encarnados, não tinham ideia de que estavam interagindo com espíritos desencarnados.
Pai Joaquim lendo meus pensamentos me explica:
 “Meu filho, nem todos percebem ou tem consciência de que estão desdobrados durante o sono. A maioria pensa que está só sonhando, ou no céu... realizando suas fantasias. Muitos senhores e senhoras respeitáveis pela sociedade, permitem-se entregar aos comportamentos mais estranhos durante o sono físico. A psicologia moderna traz elementos para que compreendamos que os sentimentos e desejos reprimidos dão vazão e libertam-se no inconsciente das criaturas. Podemos esconder, mas soterrar e abafar não... somos o que pensamos e o que sentimos. Por isso a educação dos sentimentos e a busca de pensamento equilibrados, “o orai e vigiai” não são palavras vazias ou piegas ... de um fanático religioso. Mas vamos prestar atenção nas palavras de nossos palestrantes.. meu filho.”

No centro do palco a profusão de imagens tridimensionais iam materializando as palavras e pensamentos dos especialistas.
“Com o advento da televisão e do vídeo a cultura ganha novo impulso, levando conhecimento, cultura e imagens que não eram do alcance da maioria das pessoas. Quantos não puderam enxergar um novo mundo, conhecer locais, ver animais que nem de perto sua imaginação conseguia reconstruir. Para nós hoje, ao falar de um leão a imagem é resgatada automaticamente. Mas quanto tempo isso demorou para acontecer na história da humanidade, muitos passavam toda sua existência sem conhecer a realidade do mundo, com sua diversidade, com suas diferenças... as imagens audiovisuais aproximam o diferente das pessoas. Ajudam o homem a ser mais tolerante com a diversidade, ampliam horizontes.
Contudo, as inteligências das sombras, novamente inspiraram outras mentes inescrupulosas para se valer desse recurso para vender suas imagens de desequilíbrio. Não falamos só da escravidão e perversão sexual, mas da violência, com requintes de crueldade. O chamado terror, que ingenuamente começou se esboçando com cenas de suspense, com enredos de mistério, rapidamente despencou para cenas tétricas de violência desmedida.
Os requintes de crueldade, mostrando processos de enforcamento, penetrações de lâminas, membros amputados, visceras a vista. Os defensores ainda argumentam que tudo não passa de maquiagem, de truque cinematográfico ou de computação gráfica, que só recriam em realismo surpreendente as mesmas cenas do mundo real.
Esquecem-se os defensores, que somos espíritos imortais, com bagagem milenares, com vivências inúmeras, em muitas das quais cometemos desatinos... e até atrocidades. Muitos imploraram a benção do esquecimento com uma nova reencarnação, para limpar de seus bancos de memória, as imagens impressionantes de assassinatos cometidos por suas próprias mãos. No auge do ódio muitos viram uma vida se esvair em suas próprias mãos, imagens que ficam fortemente impregnadas em sua retina espiritual, e que no despertar da consciência no além túmulo, emergem como remorso ácido, a lhe corroer o coração. A misericórdia divina, que não quer o sofrimento do homem, mas o seu equilíbrio e evolução, concede a benção de uma nova vida, limpando o consciente dessas imagens desestruturantes e desequilibradoras, para que o homem tenha a oportunidade de um novo recomeço. Mas... os atos continuam a vibrar pelo cosmo, a lembrar o débito para com as leis de causa e efeito. O esquecimento é como um intervalo de refazimento ao trabalhador honesto que deve saldar rapidamente a sua dívida com o suor do trabalho justo.
Iludem-se os adoradores deste gênero cultural, pois as imagens vistas, ao se assemelharem aos atos criminosos praticados no passado, destroem o tecido sutil, o “véu do esquecimento”, provocando ou religando faixas mentais de vidas passadas, tão trabalhosamente desbotadas pelos técnicos da reencarnação em nosso plano.
Os sentimentos revividos, que emergem do inconsciente do agressor e até mesmo da vítima, fazem vibrar acordes no espírito que estavam esquecidos. Estabelecendo sintonias, verdeiros processos de “ressonância vibratória”, assunto bem conhecido dos técnicos da apometria, encarnados e desencarnados. Não raro, nossos médicos do astral tem de socorrer encarnados durante o sono, que tem fobias, transtornos e outras patologias “desenterradas” após uma sessão de diversão cinematográfica... Não somos contra a sétima arte, e muitos processos são desencadeados pela própria consciência culpada, mas é forçoso reconhecer que o agingamento desta problemática no mundo atual, tem fatores interferentes externos, que são habilmente orquestrados pelas sombras.
Verdadeiras hostes, grupos de mentes habilidosas, trabalham inspirando escritores e roteiristas, em buscas de imagens cada vez mais truculentas, bestiais, escatológicas... O cinema de horror tomou proporções inimagináveis. O sentimento de terror, a palpitação e sudorese que toma conta de muitos espectadores, favorece a doação inconsciente de ectoplasma[3]. Salas de cinema lotas, onde há o aglomerado de pessoas vibrando em mesma sintonia vampiresca, facilitam a drenagem de largas porções de ectoplasma de médiuns incoscientes.”

Nesse momento, foi projetada a imagem de uma grande sala de cinema, onde deveriam caber umas 300 pessoas, segundo informação do Pai Joaquim, ela estava lotada de encarnados, e na contraparte etérica, viam-se dezenas de espíritos com tonéis colocados estrategicamente nos corredores de acesso as poltronas.
No alto, um aparelho que lembrava uma grande abóbora escura, com vários tentáculos, lembravam dutos de aspiração, que de forma não invasiva aspiravam os fluidos finos e tenues que saiam das bocas, olhos, ouvidos da maioria. Em alguns a sudorese mais abundante, revelava que o ectoplasma fluía até mesmo dos póros. Perguntei a Pai Joaquim porque essa diferença.
“Mas então tu não sabe, tu que é metido a entendido... vois mice num sabe que tem os médiuns de efeitos físico de fato, nesses a capacidade de dilatar os poros e dissociar os corpos astrais, facilita ainda mais a doação de ectoplasma. E o medo, as emoções fortes, auxiliam ainda mais esse processo. Cada susto levado, é como um pulsão extra, que dissocia rapidamente o duplo etérico do corpo físico, mas é o suficiente para que estas entidades mal intencionadas aproveitem para cumprir o seu intento. Mas presta atenção na fala dos sábio...”

As cenas continuavam mostrando a entrada de seres estranhos, alguns com roupas esfarrapadas ou ensaguentadas, que não combinavam nem com os encarnados que ali estavam, nem com as equipes das sombras que recolhiam o ectoplasma dos viventes.
“Contudo, um fator que mais nos preocupa nestes processos vampirescos, é o processo de “endereçamento vibratório” e “endereçamento cármico”. O primeiro pois nesse cenário propício muitas magias ou adensamentos energéticos negativos, morbopsiquícos, são imantados nos corpos dos encarnados. Em especial, nos pontos onde houve ruptura ou enfraquecimento na tela búdica, ali são materializados pequenos elementos, pequenas porções de matéria altamente magiadas, ou carregadas etéricamente de energias negativas. Como terra de cemitério, pó de osso humano, roupas e restos putrefatos de corpos em decomposição[4]. Esses materiais só servem de endereço vibratório para porções melhor organizadas e  trabalhadas de magias, construídas no astral por mentes perversas, em geral magos negros; ou com o auxílio de magias envolvendo plasma sanguíneio proveniente de sacrificios animais, feitos por pessoas encarnadas incautas, que normalmente desconhecem profundamente os processos em que estão se envolvendo. Essas micropartículas materializadas são mais do que suficientes para funcionar como verdadeiro endereço vibratório que direciona o fluxo de energias negativas das magias condensadas para que desaguem sobre as vítimas visadas.
Já o “endereçamento cármico”, assim identificado por nós somente para fins didáticos, facilitando a compreensão da platéia aqui presente nesta noite,  refere-se a estratégia dos magos das sombras de aproveitar o despertar das “ressonâncias vibratórias[5]”, de acontecimentos fatídicos patrocinados pelo próprio encarnado a ser vitimado, que funcionam como verdadeiro gatilho, abrindo brechas conscienciais no consciente do indivíduo encarnado.
Como os companheiro bem sabem, nas equipes de especialistas das sombras são encontrados verdadeiros profissionais da psique, que dominam com maestria processos de sondagem da mente humana, conhecendo, vasculhando o passado de suas vítimas, buscam acontecimentos passados onde foram praticadas atos equivocados, e muitas vezes atrocidades, que geraram dano a outros espíritos.
Não ignoram vocês que a grande maioria dos espíritos ainda encontra-se longe do perdão incondicional, muitos somos os que fraquejamos diante do prejuízo moral ou físico, quando no papel de vítimas provisórias enchemos nossos corações de cólera e ódio, esquecendo de perdoar quem deve tanto quanto nós mesmos. Desta forma, os profissionais sombrios da mente, vasculham vales fétidos e furnas em busca de vítimas nossas do passado remoto, resgatando-os para missões suícidas, quais Kamicases que se precipitam cedentos de vingança sobre seus objetos de ódio, não importando se ampliarão seus sofrimentos de forma mais acentuada.
O “endereçamento cármico” se estabelece pois abrindo a ressonância vibratória, os magos das sombras reaproximam vítimas e algoz, refrescando a memória de ambos para os gestos infelizes do passado, reacendida a chama do ódio, esses sutis operadores do mal vinculam energeticamente a turba raivosa aos centros de força da vítima encarnada. Não raro são vistos pequenos fios escurecidos vinculando presa e algoz, chakra à chakra[6], naqueles buracos áuricos gerados pelo rompimento da tela búdica[7].
Não é a toa que Jesus explicava “Pedro embainha a tua espada, pois quem pela espada fere, pela espada será ferido”. Didaticamente e ao pé da letra, vemos cada vez com mais clareza que a lâmina afiada que atravessa o fígado do oponente, pode romper a camada de pele, músculos e carne da vítima, mas rompe simultaneamente e no mesmo ponto, a tela búdica do agressor, deixando desde já a marca indelével do crime hediondo cometido. Rompimento áurico, de caráter bionergético, que servirá de entrada, de brecha para a instauração de patologias reparadoras, ou do processo obsediante, por onde a vítima que não perdoa, crava suas unhas e dentes em busca da reparação pela dor, do ultraje sofrido.”

A imagem agora mostrada de forma tridimensional não poderia ser mais literal. Vi claramente quando um ser desgrenhado, de dentes escuros e com o abdomen cheio de larvas e pus, cravava seu dentes e unhas sujos no mesmo local no corpo de um jovem rapaz. A cena mental do algoz “vítima desencarnado” revivia em flashback o momento, em que no passado, a vítima “algoz encarnado” revirava a baioneta na barriga do soldado ajoelhado que se rendia, com os braços levantados, clamando pela misericórdia para que poupassem sua vida.
Enchi meus olhos dágua ao perceber e me identificar com a cena, eu que sabia de minhas passagens nada heróicas por campos de batalha e exércitos, onde a atrocidade se fazia presente pelas minhas mãos e armas. Pai Joaquim me abraçou, retirando-me do pensamento de autopunição que não ajudaria em nada no momento.
Concentre-se meu filho, o nome já diz “passado”, aquilo que já passou. O que importa é o programa regenerador que Oxalá nos convida para executar. Somos soldados em novos campos e combates agora, é a luz do bem a nos guiar, e o amor a nossa bandeira. Não se imobilize, trabalhe e ande pra frente... Mantenha o foco na palestra!”

O segundo espírito do trio em outro tom de voz, continuou a narrativa, também apoiado pelos mesmos recursos de imagens e sons que de forma holográfica eram projetados no centro do palco, logo acima deles.

“Com o avanço da microeletrônica, a miniaturização dos componentes e o estabelecimento de redes informatizadas, que deram origem ao fenômeno global da internet, o compartilhamento de informação atingiu um patamar nunca visto. A cultura, em todas as suas mais variadas formas de expressão, puderam ter o seu espaço de divulgação. Essa democracia do diferente, e até do impopular, nunca foi patente, como na época atual da humanidade.
Um programa, um conteúdo que não seria publicado ou divulgado, por não ser de interesse comercial, pelo baixo público localizado, encontra na internet a sua porta para o mundo. Nele, internautas de todo o mundo fazem da audiência segmentada, ainda que pulverizada, o público suficiente para que idéias sejam divulgadas, programas financiados, imagens vendidas. Para o bem e para o mal, essa oportunidade e falta de controle no que deve ou não ser divulgado gerou o “momentun” necessário para que pequenas comunidades oprimidas, movimentos sociais minoritários e, até, grupos radicais, tivessem sua chance de expressão.
Novamente, e para manter o foco de nossa palestra nos novos processos obsessivos e as mídias, presenciamos o domínio veloz dos agentes das sombras nesse novo espaço tecnológico e democrático. Especialistas da dominação rapidamente viram no pouco controle das fronteiras digitais, o campo perfeito para estender suas teias de subjugação e hipnose virtual[8]. O primeiro plano, rapida e eficazmente implementado foi o de transformar a rede web num grande repositório de material pornográfico. Ocultos no anonimato, pais de família, adolescente na puberdade, e até crianças em suas curiosidade infantil, tinham acesso fácil a material pornográfico farto, como fotos, vídeos e, atualmente, transmissões ao vivo de sessões de striptease e sexo explícito. Nunca foi tão fácil ter sua casa invadida por material de baixo padrão vibratório, sem que pais ou responsáveis, muitas vezes avessos as tecnologias, sequer desconfiassem desse fato.”

O assunto me perturbou, a temática relacionada a sexualidade não é tema fácil para ninguém, pois todos temos nossos melindres, fantasias e bloqueios em matéria de sexualidade. Mas a cena era perturbadora, a imagem de um adolescente vendo fotos e videos adultos variados, e a seu lado duas criaturas de aspecto asqueroso, uma segurando a cabeça do encarnado entre suas duas mãos, como que mantendo o olhar do mesmo direcionado para a tela do computador. Enquanto outra ajoelhada com a cabeça no ventre do pobre jovem, como a sorver suas energias, era de arrepiar... Voltei meu pensamento para a palestra, não valia a pena prestar mais atenção as imagens do que o necessário, e sim as palavras daqueles especialistas.
“Como os amigos podem já compreender, esses usuários estabecem vínculos mentais poderosos que facilmente os transportam para regiões específicas no astral durante o sono. Com muita dificuldade, espíritos protetores familiares, espíritos guardiões tentam romper esse laços, pois que se estabelecem por desejos reprimidos que brotam da mente dos próprios encarnados. Estabelecendo sintonia que a lei de causa e efeito a tudo registra, pois tem sua raiz no livre arbítrio das criaturas.
Em sintonia com todo esse desenvolvimento e avanço informacional, a microeletrônica também se faz parceira. Não ignoram vocês que a tecnologia no mundo espiritual anda décadas à frente da tecnologia existente no plano físico. Infelizmente os avanços não são privilégio dos planos celestiais, colônias astrais e postos socorridas em sintonia com o Cristo. Mentes desenvolvidas, mas longe do ideal de servir ao bem e a humanidade, também prosperam e influenciam homens e empresas no desenvolvimento de artimanhas e artefatos que escurecem a mente humana. Uma batalha eterna, onde as forças do bem criam e mobilizam recursos materiais e espirituais para o amor e a justiça, e as forças do mal, a potencializar invenções e técnicas de subjugação e exploração mental e energética.
Assunto já explorado em outros materiais enviados ao público terreno, fazem alusão a microchips, adesivos, implantes astralinos de alta tecnologia e miniaturização que implantados junto ao sistema nervoso da vítima, ou junto a órgão vitais do corpo humano, causam o aparecimento de doenças diversas, patologias de díficil diagnóstico médico, por guardarem suas raízes na matriz energética do ser.
Umas das novidades descobertas em nossos centros de triagem, como o hospital Filadelfia no astral, referem-se a mini-projetores, pequenas lentes de contato de material gelatinoso, capazes de projetar imagens diretamente no cortex visual do encarnado. Pequenos flashs, imagens e videos projetados em frações de segundo, causando o efeito de mensagens subliminares, enviadas de maneira ininterrupta para a criatura. O avanço se constitui no momento que a carga informacional, o material projetado, deixou de ser de massa, ou seja, o mesmo produto para todos, passando a ser customizado de acordo com o tipo de pessoa. Não uma customização individual, o que não é impossível, mas que demandaria maior esforço energético e de organização trevoza, algo só feito para pessoas de grande interesse estratégico das sombras, como políticos e líderes religiosos.
Uma customização que leva em conta determinados perfis psicológicos. Dos quais já mapeamos, mais de três dezenas, em função dos dispositivos apreendidos. Cada lente vibra num frequencia específica, que sintoniza com material oculto e transferido através da internet. Técnicos das sombras, conseguem atuar no mundo digital, inserindo pequenos pedaços de informação, que passam despercebidos das análises e softwares de segurança de redes. Como não apresentam comportamento nocivo ao sistema de banco de dados e arquivos operacionais dos computadores atuais, os mesmos não são interpretados como vírus, trojan ou outro rótulo comun aos profissionais da área.
Se as equipes do bem, já tem efetuado experimentos bem sucedidos de transcomunicação pela internet com os encarnados, visando o intercâmbio saudável e a prova da imortalidade da alma, não deveria ser de causar espanto, que os técnicos das regiões umbralinas se valessem do mesmo expedinte, não é mesmo?”

Sem dar uma pausa, para que respondêssemos, mas somente pegando fôlego e projetando continuamente, imagens de modelos tridimensionais ampliados destes dispositivos, o especialista continuou...
“Desta forma, os grupos das sombras tem conseguido de maneira customizada, quase individual, influenciar as criaturas terrenas, com mensagens subliminares, que incitam a violência, a lascividade, ao sexo sem compromisso e desregrado, ao uso das drogas e bebidas, ao abandono das rotinas de estudo e trabalho, ao desrespeito aos valores básicos de convivência social, atirando muitos encarnados no fracasso, na derrota pessoal, para depois de minadas suas resistencias morais, puxarem os gatilhos do remorso, da autopiedade e autodestruição.
Nossos grupos de combate já destruíram bases especializadas no envio de informações para revoltas sociais, onde a amplificação da violência era fomentada através de programações neurolinguísticas para o caos, a depredação. Foi com muito esforço, com o apoio da falanges de Miguel, que os processos democráticos de reinvindicação que ocorreram no Brasil neste ano de 2013, não desbancaram para ações de atrocidade, que remeteriam o país a uma guerra civil. A intenção das sombras, nesse momento de transição planetária, é certa, querem o caos e a destruição, para que possam subjugar consciencias e retardar o reino do cordeiro da Terra.
Não pregamos com isso, que todo o avanço tecnológico seja de um efeito nefasto e devastador. Toda ferramenta, seja física ou mental, pode ser usada tanto para o bem quanto para o mal. O que precisamos é estar atentos as possibilidades de mau uso, alertas para os efeitos nocivos, vigilantes sobre as medidas a tomar. Preparados para as providências enérgicas necessárias em defesa da sanidade mental e espiritual de nossos amigos e familiares. Por certo que somente a prece elevada e sentida, não resultará nos resultados que necessitamos frente a esta batalha. Não podemos ir com flores nas mãos contra fuzis e canhões dos inimigos.”

Como que num jogral ensaiado anteriormente pelos três apresentadores, o terceiro especialista iniciou sua fala. O cenário holográfico se agigantou um pouco mais, como que preparando a platéia para uma quantidade maior de informações e imagens que viriam a seguir.
Eu por minha vez, segurei mais forte a mão de Pai Joaquim que me sorriu, mas sem dizer nenhuma palavra para que eu mantivesse o foco.
“Dentre os novos recursos explorados pelas sombras, temos os recursos tridimensionais e os ambientes imersivos. Explicando melhor, os mundos virtuais com centenas e até milhares de usuários. Falamos em ambientes imersivos, pois eles propiciam um tal grau de ambientação e engajamento que seus usuários tem uma sensação gradativa e abrangente de imersão sensorial nestes cenários.
A sobrecarga, ou melhor dizendo, a ocupação das vias sensorias em faixa elevada de concentração propicia, em alguns casos, quase o desligamento do mundo perceptivo externo. Não raro, vemos a mãe que reclama de ter conversado com sua filha, e ter a nítida impressão de que a mesma não a escutou. Fenômeno já conhecido das esposas, em suas tentativas frustadas de falar com seus esposos durante partidas de futebol.”

O terceiro palestrante despertou o riso descontraído na platéia, apesar da seriedade do tema abordado. O seu sorriso e jovialidade mostravam que alegria e descontração fazem parte da nossa natureza também, e não devemos deixá-los de lado por estarmos lidando com assuntos sérios. Seriedade é postura interna e firmeza de propósito, e não carranca expressa na fase com ausência de carinho. Buenas, retornando a palestra... meu pensamento divaga às vezes...
“Não estamos afirmando que todo o artefato tecnológico que provoca tais efeitos seja nocivo ou criação dos cientistas das sombras. Como toda ferramenta tecnológica pode ser usada para coisas boas e más. Conhecemos excelentes exemplos de bom uso, mas o que não é o foco da nossa palestra na noite de hoje. O que nos preocupa, é associação dos dispositivos relatados pelo meu colega antes, com os recursos imersivos de tais ambientes.
Vejamos se conseguirei explicar o cenário de complexidade. Para isso tenho de recorrer ao conhecimentos de senso comum da psique de todos os senhores e senhoras. Como espíritos imortais que somos, trazemos em nossa bagagem a somatória de vivências inúmeras. Cada uma delas nos propiciou diversos aprendizados, em intensidades diversas, mas sempre algum aprendizado. Raízes comportamentais são exacerbadas ou dominadas, direcionadas em tal tipo de vivência. Um extravagente pode aprender a dominar sua tendência ao supérfluo numa existência como humilde agricultor em região pobre no sertão nordestino.
Contudo, nossa maior dificuldade são com aqueles aspectos da personalidade que ganham projeção, notoriedade ou poder... Parece que quando Jesus nos disse “Vós sois Deuses” que nós levamos isso ao pé da letra... e a soberba invadiu nossa almas...”

Novamente a platéia riu com a graça do palestrante... Pai Joaquim só sorria com os olhos, puxados para o lado, entendendo a estratégia de desarmar resistências internas que o palestrante, hábil psicológo, estava adotando...
“De maneira característica, são nas vivências aonde desfrutamos de poder, dinheiro, fama e força que moldamos aspectos doentios de nosso caráter, que adquirem maior robustez. Deformidades, mais difíceis de serem contornadas, despolarizadas de nossas mentes enfermas.
Em nossa jornada pelo cosmo, construímos um uno formado de personalizadades múltiplas, que procuramos equalizar frente ao nosso equilíbrio como seres conscientes no universo. Contudo, existências em que nosso ego, de forma consciente, abusou, por exemplo, do poder. Onde matamos, roubamos, extorquimos... causam deformidades em nossos corpos emocionais, deixando chagas ... ou seriam... manias, desvios de conduta que introjetamos profundamente e fortemente em nosso ser.
No caso em questão, imaginemos que traços doentios de personalidade que jazem mais escondidos no subconsciente das criaturas encarnadas, com o planejamento psicosocial da vida atual ... planejada cuidadosamente pelo peritos no processo reencarnatório... poder ter ambiente desfavorável para seu desenvolvimento ou reflorescimento. Propiciando a criatura encarnada a pausa, o descanso indispensável, para o fortalecimento do seu caráter.
Contudo, a criatura encarnada pode instintivamente, e também guiada habilmente pelos agentes das sombras, ser imerso num contexto “virtual” que recrie as condições do qual encarnado estava sendo protegido.
Por exemplo, sem que isso represente uma regra e só a titulo de ilustração, um indivíduo belicoso, de comportamento indomável, acostumado em diversas reencarnações a descarregar seu instinto mais bruto em guerras, campos de batalha e exércitos. A reincidência nessas vivências, dispara automaticamente ressonâncias vibratórias que remetem o ser a recair nas mesmas falhas, aprofundando chagas de remorso e desatino. Necessário então, uma série de vidas, onde a estimulação destes ímpetos guerreiros fique suavizada, transformando a obstinação em força construtiva e empreendedora. Gerando conquistas que o ser encarnado se orgulhe e o reerga da trilha mental já gasta no primórdio repetitivo de violência gratuita.
Imaginem então que após planejamento árduo dos mentores responsáveis pela programação reencarnatória, que o pupilo preparado para tarefas nobres, caia ou mergulhe nestes ambientes imersivos. Qualquer outro, poderia explorar os recursos de troca e intercâmbio social, arranjar amores, etc... Mas o nosso candidato ao sucesso reencarnatório seria alvo fácil, pelos hábeis agentes das sombras, que induziriam o mesmo a exploração das guerras virtuais, onde a violência como estratégia é a moeda principal. Os sabores advindos com as conquistas virtuais, relembram o velho “gigante”, ser adormecido dos sabores das vitórias das batalhas.
As pesquisas da neurociência terrena atual já deslumbram que a sede do prazer no cérebro é acionada com a satisfação da conquista. Neurotransmissores são produzidos e disparados no cérebro, caindo na corrente sanguínea, trazendo euforia e  depois sensação de relaxamento, tal como no ato sexual[9]. Nada errado, com esse processo natural no ser humano, afinal é o impulso da vida nos guiando, ajudando o ser biológico-psico-espiritual a viver no mundo e evoluir.
Contudo, o desvio de personalidade se instaura quando o encarnado, ao dar de frente com as dificuldade do mundo terreno, os dissabores, os sacrifícios educativos do dia a dia. Onde de forma planejada, as dificuldades foram organizadas para serem enfrentadas pelo ser para a sua reeducação e fortalecimento espiritual. Quando tudo isso, representa uma carga ou obstáculo que o ser terreno enfrenta arredio. Revoltado com o grau de dificuldade, ou impaciente com o fluxo do tempo imposto, provavelmente para seu aprendizado, rebela-se o ser, fugindo da realidade terrena para o campo da realização virtual.
Lá nos campos imersivos, ele realiza o que sempre realizou, conquista o que sempre conquistou, e a cada conquista, seu cérebro acostumado as endorfinas da vitória, produz o ópio natural que lhe satisfaz de maneira ilusória. Foge assim o ser encarnado da batalha simples do dia a dia, do cotidiano às vezes entediante mas disciplinador do caráter, do esforço justo  de quem tomava à força o pão conquistado no suor alheio.
Além do prejuízo psicológico e social, pelo abandono as rotinas diárias do esforço gratificante do ser encarnado, que abandona estudos, trabalho, famílias e deveres sem conta, a criatura sofre das mesma expropriação, ou roubo energético explicado por um dos companheiros. No picos de tensão emocional, nas horas de tensão, de medos, de grito de guerra ou de revolta pela derrota, são liberadas cotas abundantes de ectoplasma, que são habilmente aproveitadas pelos técnicos das sombras.”

Nesse instante, é mostrada na tela espiritual uma grande lanhouse, própria dos centros urbanos onde dezenas de adolescentes, gritando palavrões, outros ingerindo bebidas alcólicas, aos urros e batidas de pés e mãos, como uma exército em combate, forneciam cotas de recursos ectoplasmáticos, como mostrado em cenas anteriores. Muitos tinham verdadeiros capacetes, que se moldavam perfeitamente aos fones de ouvido. Não entendia bem o papel dos mesmos, mas era visível que tinham algum fim prejudicial para o encarnado.
“De outro lado, vemos adultos construindo vidas amorosas e sexuais ativas virtualmente. Alguns adotando gêneros e opções sexuais diferentes da de encarnado, vivendo tramas virtuais, moldando papéis, roupas e trejeitos que eram posteriormente vivenciados no desdobramento depois do sono.
A organização das sombras é invejável no nível de detalhes, me perdoem a palavra.. mas nem nossos técnicos moldam com tal riqueza de detalhes nossos postos de socorro no umbral... Na última cidadela do astral que sitiamos com os Guardiões de nosso plano de defesa, descobrimos uma que replicava nos mínimos detalhes o cenário de um mundo virtual usado para encontros sexuais. Uma ilha de prazeres e luxúria, que de tão perfeita em sua cópia, fazia o ser encarnado acreditar que ainda estava jogando, e não desdobrado e vivenciando as suas perversões. Assim, nessa ilusão criada, de que estava no “virtual”, somente se “divertindo”, de que “não era real”, o ser encarnado se permitia... sem os bloqueios do pudor e do verniz social, praticar os mais vis comportamentos.
Fomos informados pelos nossos superiores de que tais cidadelas, espelho de mundos virtuais, não eram assim tão remotas ou raras. Elas estavam se tornando comum, como técnicas das sombras. Até mesmo, recriações de cenários de reality shows, programas de auditório e cenário de novelas e sériados, eram construídos nas cidadelas e antros do astral com o objetivos de iludir os encarnados durante o desdobramento do sono.
Meus irmãos, somente o conhecimento claro, sincero, sem as amarras do preconceito, é capaz de libertar as criaturas, das prisões onde todos nós nos algemamos por séculos. Estamos todos no caminho do aperfeiçoamento, e todos nós que fizemos a opção pelo Cristo, precisamos estar conscientes de nossas limitações morais, de nossas fraquezas.
Sabemos que nossos guias espirituais, nosso Cristo planetário, não espera nossa perfeição. Ele espera o combate justo, o trabalho perseverante no bem, o esforço em vencer gradativa mas ativamente nossas tendências inferiores. Ele sabe que caíremos muitas vezes, nas pedras que atiramos em nossos semelhantes, mas que mesmo com os joelhos machucados, sejamos corajosos e nos levantemos para outro passo adiante.
Que o Cristo planetário nos ilumine as consciências e capacidade de entendimento para a complexidade da vida pulsante que está a nossa volta, em todos os planos e dimensões que vibramos como espíritos imortais. Só um destino é certo para todos, e é a nossa evolução!”

Tão rápido como começou vi a palestra terminar. As palavras e imagens vibravam em meu ser, tinha a impressão de que tinha sido trasmitido muitos mais do que pude captar, mas tudo bem... deixo isso pra eles que sabem o que fazem.
Pai Joaquim só me sorriu, sem que eu dissesse uma só palavra, como que lendo meus pensamentos...
“É meu filho, é que a cabeça do encarnado é meio lenta, por isso enviamos tudo em duas vias, uma pelos óios du fio e outra pelo coração...”

E batendo com a mão no meu peito, eu apaguei ... e voltei a dormir.


Inspirado por Pai Joaquim

by Luis&Elisa





[1] “[...]Diante de tudo o que era exposto pelos autores do Além — Júlio Verne, R. A. Ranieri e W. Voltz —, fiquei imaginando coisas, situações e fiz minhas deduções, a partir daí. Estes foram meus pensamentos naquela ocasião. Que seria a verdade científica ou a verdade mediúnica, em seus estudos e abordagens? Verdade ou ficção? E onde começa e termina cada uma? Até que ponto a ficção não encobriria uma realidade além-física? Na ocasião em que Júlio Verne escreveu a respeito de uma viagem imaginária à Lua ou ao centro da Terra, e outras do genero, foi duramente criticado pois, que essas coisas soavam impossíveis; verdadeiro delírio para os padrões da época. Quando Galileu insistiu em sua teoria, de que a Terra girava em torno do Sol — e não o contrário —, foi severamente repreendido e levado aos tribunais por aqueles que se julgavam únicos detentores da verdade e da religião daqueles tempos, sendo forçado a abjurar suas convicções. Já pensou no que enfrentou Alexander Fleming ao descobrir a penicilina e ter de enfrentar os médicos, os cientistas da época que não aceitavam nem acreditavam na sua eficácia? Suas teorias eram ficção ou realidade? […]– Ângelo Inácio – “A Marca da Besta” – Psicograf. Robson Pinheiro/Casa dos Espíritos.
[2] “[…]Sem o perceber, a população tem-se deixado levar por ideias difundidas através da televisão, da internet e dos demais meios de comunicação, que têm em comum sobreviverem todos do patrocínio de corporações, laboratórios e políticos, muitos deles intimamente associados aos ditadores do submundo, nas profundezas astrais.” – Ângelo Inácio – “A Marca da Besta” – Psicograf. Robson Pinheiro/Casa dos Espíritos.
[3] "Como os odores, eles [os fluidos] são designados pelas suas propriedades, seus efeitos e tipos originais. Sob o ponto de vista moral, trazem o cunho dos sentimentos de ódio, de inveja, de ciúme, de orgulho, de egoísmo, de violência, de hipocrisia, de bondade, de benevolência, de amor, de caridade, de doçura etc. Sob o aspecto físico, são excitantes, calmantes, penetrantes, adstringentes, irritantes, dulcificantes, soporíficos, narcóticos, tóxicos, reparadores, expulsivos; tornam-se força de transmissão, de propulsão etc. O quadro dos fluidos seria, pois, o de todas as paixões, das virtudes e dos vícios da humanidade e das propriedades da matéria, correspondentes aos efeitos que eles produzem" – “A Gênese” – Alan Kardec/Ed. FEB.
[4] PERGUNTA: — O que significam “endereços vibratórios” da vítima do feitiço?
RAMATIS: — O feiticeiro submete o sapo ao processo de “eletrização”, mas o faz no sentido de transformá-lo num campo magnético subversivo. Em seguida, coloca-lhe no ventre os objetos roubados ou desmaterializados da vítima, como botões, fragmentos de cigarros, fotografias, cabelos, moedas, medalhas, abotoaduras, anéis ou agulhas, que estão impregnados do éter-físico da mesma. Esses objetos servem de veículo, elo ou endereço vibratório para projetar os impactos do feitiço, e que vibram nas entranhas do sapo na freqüência comum do seu próprio dono. Eles induzem ou orientam, qual o objetivo a que devem projetar-se as corren- tes fluídicas enfermiças produzidas pelo sofrimento atroz do sapo!
Semelhante à lei física que disciplina o fenômeno dos vasos comunicantes, os fluidos algo densos emitidos pelo sapo e acasalados às emanações dos objetos da vítima ten- dem a buscar a sua fonte original num circuito fechado e de resultados perniciosos. Os “endereços vibratórios” são os pró- prios objetos da vítima colocados no ventre do sapo e que funcionam à guisa de “cartão de visita” do seu portador!” – Ramatis – “Magia de Redenção” – Psicograf. Hercílio Maes/Ed. Conhecimento.
O processo aqui descrito de “endereçamento vibratório” parece funcionar de maneira inversa, mas na mesma lógica. Não podendo levar algo da vítima até o local ou material magístico negativado, as trevas “materializam” pequena porção de material negativado nas entranhas da pessoa, e esta pequena porção liga a vítima ao circuito fechado mórbido. O próprio Robson Pinheiro relata caso semelhante no qual sofreu envenenamento radioativo por materialização de pequenos elementos em seu alimento ou dentro de seu corpo.
[5] “[…]Tal situação é conhecida entre nós como ressonância vibratória. Isto é, o encarnado absorve os fluidos do ser em desequilíbrio, que está mentalmente comprometido e cujo perispírito apresenta grave contaminação por elementos pertinentes à esfera astral, tais como matéria tóxica, larvas, bactérias e outras criações mentais totalmente integradas ao corpo espiritual dessas entidades.
O quadro pode se tornar ainda mais complexo quando os feiticeiros se associam aos seus pares na dimensão extrafísica. Afinal, é natural que atuem em conjunto, dada a sintonia que existe entre eles por conta das ações mórbidas que empreendem, independentemente de estarem deste ou de outro lado da vida. Assim, se o feiticeiro do astral tiver um poder mental e hipnossugestivo mais intenso, ele poderá inclusive manipular certos vírus e bactérias cultivados em pântanos e charcos do umbral, que ordinariamente só se encontram em regiões inferiores, com vistas a transferi-los para o corpo físico de seus alvos. […]” – Ângelo Inácio – “Legião” – Psicograf. Robson Pinheiro/Casa dos Espíritos.
[6] “Um dos espíritos partiu, deixando Caio na companhia do outro. Desse instante em diante, notamos como intensificou sua ação sobre o rapaz, absorvendo-lhe diretamente do hálito e do plexo solar energias mais materializadas.
— Durante o estado de indução espiritual — continuou falando Pai João —, existe a transferência da energia desarmônica do espírito para o indivíduo. Esse processo poderá agravar inúmeros fatos precedentes, fazendo, por exemplo, com que lembranças adormecidas no psiquismo de Caio venham à tona com maior intensidade do que se despertassem de forma espontânea. Isso poderá provocar flashes ideoplásticos em sua mente, acendendo antigos problemas, que ele ainda não está preparado para enfrentar.” – Ângelo Inácio – “Legião” – Psicograf. Robson Pinheiro/Casa dos Espíritos.
[7] Tela búdica, atômica ou etérica. “[…]A tela atômica ou etérica do indivíduo, estrutura que se localiza entre o duplo etérico e o perispírito e é responsável pela defesa psíquica e imunológica, literalmente se rasga e é afetada. É muito semelhante ao que ocorre com a camada de ozônio em torno da Terra, em resposta às agressões ambientais; pode mesmo comparar essa película protetora que envolve o indivíduo com a tela etérica. Uma vez afetado o campo etérico pelas causas citadas, torna-se muito fácil que fluidos energias infecciosas sejam absorvidos pela aura de qualquer pessoa. – Ângelo Inácio – “Aruanda” – Psicograf. Robson Pinheiro/Casa dos Espíritos.
[8] “Mas essa revolução do conhecimento, da informação e da inteligência humana, não passa incólume diante da ação de espíritos muito mais experientes do que os homens encarnados. Sob esse prisma, buscamos estudar como a hipnose e a indução magnética estão se tornando também cada vez mais difundidas e globalizadas, usando os recursos da mídia, da tecnologia e do ciberespaço. Não há como circunscrever a atuação dos espíritos das sombras e, lamentavelmente, vemos avançar também as modernas técnicas de obsessão, com o aparecimento da internet e dos meios de comunicação mais modernos. O uso de drogas virtuais, a dependência crónica de salas de bate-papo, chats, redes sociais, entre outras ferramentas, têm contribuído, também, para a derrocada dos valores morais, éticos e humanitários pois, através desses mecanismos, os lares são invadidos, perde- se a privacidade, e o domínio das mentes torna-se algo muito mais real do que nos filmes de ficção.” – Ângelo Inácio – “A Marca da Besta” – Psicograf. Robson Pinheiro/Casa dos Espíritos.
[9] “[…]Atualmente estou desenvolvendo a droga virtual, em aliança com os outros poderes. Utilizo-me de ondas sonoras irradiadas através da internet, acarretando, sobre o cérebro, consequências de ordem alucinógena. Em minhas pesquisas e na criação de drogas virtuais eu, juntamente com meus representantes e ministros que estão encarnados em diversas partes do mundo, sintonizados comigo, aprimoramos efeitos sonoros e visuais para serem difundidos pelo mundo virtual, causando resultados semelhantes aos obtidos por drogas, há muito conhecidas dos terrenos, como heroína, Valium, cocaína, ópio, ecstasy e outras mais. Tudo isso, aliado a um comando hipnótico inserido nessas ondas sonoras, provocará um impacto aterrador na juventude. Ela ficará completamente à mercê das novas tecnologias virtuais, que simularão, em sua mente, sensações de orgasmo, tristeza, felicidade, apatia, euforia e diversas alucinações, conforme o grau administrado via internet, agindo nas ondas cerebrais de forma sutil ou ostensiva.[…]” – Ângelo Inácio – “A Marca da Besta” – Psicograf. Robson Pinheiro/Casa dos Espíritos.